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Como empresas de TI estão usando mimos para atrair os melhores profissionais

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38 semanas atrás
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O mercado de profissionais de TI nunca esteve tão aquecido. Acredito que no Brasil também não seja diferente, mas aqui nos Estados Unidos a demanda por quem trabalha com desenvolvimento, arquitetura e infraestrutura de tecnologia nunca esteve tão alta. Tanto por nativos, quanto por estrangeiros qualificados.

Essa realidade colocou os recrutadores e head hunters numa situação ligeiramente desconfortável: competir por um candidato. E para convencer o profissional especializado a trabalhar na sua empresa, eles tiveram que fazer uma mudança de cultura, de metodologias e, principalmente, de “mimos”.

Para contextualizar, os Estados Unidos não são lá muito conhecidos por sua variedade de direitos trabalhistas e benefícios sociais. Isso tem seu lado positivo, mas também seu lado negativo. Sabendo disso, essas empresas passaram então a, de fato, oferecer melhores benefícios e salários.

Algumas já colocam à disposição do novo funcionário tempo livre e férias ilimitadas. Sim. Férias sem limite. Claro que você não vai tirar mais de dois meses seguidos de férias, nem vai poder se ausentar muito no meio do projeto, mas está no contrato. É uma relação mútua de confiança.

Já me ofereceram planos de saúde nos quais eu sequer teria coparticipação caso precisasse usar. E licença maternidade e paternidade pagas, de alguns meses, o que nos Estados Unidos ainda é quase um tabu. Geralmente, apenas a mulher pode ter esse tipo de ausência ao trabalho, e normalmente ela não é paga durante esse período. É mais algo como “Beleza, vai lá cuidar do seu filho, daqui umas semanas você volta e talvez seu emprego vai estar aqui te esperando. Boa sorte”. O sonho americano tem seu preço.

E já que falamos de saúde, alguns recrutadores já chegaram a oferecer uma pulseira da Fitbit por ano, vinculada a um perfil no qual você poderia ou não concluir objetivos fitness dentro de um período determinado. Caso você opte por aderir ao desafio físico (e conclua esse desafio), eles podem tanto aumentar seu salário naquele mês quanto te dar desconto no plano de saúde que, por aqui, custa uma pequena fortuna e tem coparticipação para quase qualquer tratamento, salvo exceções como as que eu citei acima.

Faz todo sentido, afinal, ter funcionários mais saudáveis é bom pra empresa de forma geral, e sempre custa menos prevenir que remediar. Neste caso, literalmente.

A exemplo do que o Google já faz até em seus escritórios do Brasil, muitas empresas por aqui tiveram que mudar o layout físico do ambiente para oferecer novas áreas, mais modernas, com total personalização do espaço, estações de entretenimentovideogames, campeonatos internos de FIFA, de pebolim (totó) e de tênis de mesa. Tem ainda o agrado ao estômago, com frutas, snacks saudáveis, sucos e refrigerantes à disposição e cervejas às sextas-feiras, sem limites.

Isso sem contar o dress code que permite ir trabalhar de chinelo e bermuda e, evidentemente, café. Uma empresa de tecnologia sem café está fadada o fracasso, convenhamos.

Mas Toad, como é o processo de seleção?

Recentemente passei por alguns processos de seleção em empresas daqui. São inúmeras entrevistas e testes que podem acontecer em um dia ou se prolongar por várias semanas para saber se você é o candidato ideal. Tanto do ponto de vista técnico, quanto humano.

Por exemplo: fora ter que criar um sistema ali, na hora, ou resolver desafios de programação (leia: Cracking the Coding Interview), candidatos com perfil mais individualista, que não sabem trabalhar em grupo, que são arrogantes ou preconceituosos, são limados logo de cara.

Alguns podem argumentar que esse filtro faz parte da chamada ditadura do politicamente correto. Mas fato é que os tempos são outros e, como se trata de um ambiente privado, é necessário se adequar à filosofia do lugar para ser aceito.

Você precisa passar por todas essas etapas, com conversas que vão de diálogos bem humorados com seus futuros colegas de trabalho a arrancar os cabelos pra tentar lembrar como se balanceia uma árvore binária ou como se resolve colisões em uma tabela hash. Sim, isso são exercícios reais que eles pedem em entrevistas.

Além disso, depois que você é selecionado e contratado, a empresa espera que você se adapte o mais rápido possível e que passe a entregar o produto dentro dos prazos, com um grau extremo de qualidade e performance. Então, assim: eles te oferecem mundos e fundos, mas você também precisa fazer sua parte. É uma via de duas mãos.

E como eu posso saber se uma empresa é boa de se trabalhar?

Existem alguns sites que permitem que funcionários dessas empresas possam opinar sobre como é trabalhar lá, quais benefícios elas oferecem e qual a média de salário. É o caso do Love Mondays e do Glassdoor.

Outra forma de saber se a empresa está saudável economicamente é acompanhar sua evolução em listas como a do INC. e da Fortune, que separam os melhores ambientes de trabalho entre companhias de pequeno, médio e grande porte (spoiler: não é o Google), além do site Great Places to Work.

Aliás, eu gravei um ToadCast com o André Souza falando sobre como trabalhar nos Estados Unidos, não deixe de conferir.

É isso. Se você é um profissional de TI de excelência, qualificado, que está em constante atualização e evolução, é isso que o mercado tem a oferecer. Se você ainda não é, está esperando o quê?

  • Cazalbé

    Wooow!!!

  • Deilan Nunes

    mas se nao fosse o governo e suas leis trabalhista todos seriam escravizados pela essas empresas malvadonas capitalista hooo

    • Então, como eu disse, existem seus prós e contras. Mas, falando aqui como um cara que tende à esquerda no espectro político, não tem problema nenhum ser capitalista, desde que preze pelo bem estar social da sua comunidade e de seus funcionários.

      Não existe problema algum em usar seu capital pra ajudar as pessoas. E, no caso dessas empresas, elas precisam dar mais benefícios trabalhistas porque pra elas está difícil achar um profissional qualificado. Elas precisam competir por mão de obra.

      A realidade é BEM diferente em mercados de trabalho que sobra mão de obra. Daí a galera ganha pouco e não tem benefício nenhum. Tem mãe de família que tem que ter dois empregos, senão não dá conta nem do básico.

      É um nicho o que tá no texto. Serve pra quem é mão de obra especializada de TI. E… só.

    • Keaton

      aposentadora integral. 🙂

  • DumbSloth87

    O mercado não procura mais o “nerd da TI” que fica trancado numa sala sem contato com nenhum ser vivo e é feliz assim (EU). Acho que morri pro mundo do trabalho.

    • Tamo junto (embora esta não seja minha área e acho um máximo quem é nerd, mas eu adoro trabalhar sozinha, sem ngm perto de mim, até pq eu falo sozinha, fico com medo de acharem q sou mais louca do q já sou, rsrs).

  • ecarvm

    Enquanto isso no Brasil… muito se suga do Profissional de TI, com um mundo de exigências, seja ela certificações, inglês etc… mais quando se fala de retorno, já viu… quase nada pelo que se cobra dele

  • Ramon Gonzalez

    propagandinha gratuita de leve

  • C. Herrera

    “…eles te oferecem mundos e fundos, mas você também precisa fazer sua parte.” Sem dúvida e, uma dica: tenha muito claro qual é o limite de exato da sua parte, porque o risco pode ser virar um workaholic. Acredite, eu passei por isso e sei como é difícil se livrar depois.

  • Tenho mais curiosidade em saber como são as condições de trabalho em áreas onde as empresas não são as mais valiosas do mundo nem se beneficiam de um oceano de dinheiro de capital de risco. Nos Google, Snapchat e Facebook da vida sobra dinheiro, então beleza, se é o teu lance trabalhar num lugar que parece uma creche, vai fundo. O problema é que, enquanto isso, motoristas do Uber dormem dentro dos seus carros para não perderem corridas em cidades que pagam melhor: https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-01-23/when-their-shifts-end-uber-drivers-set-up-camp-in-parking-lots-across-the-u-s

    Sem falar que essa cultura cria aberrações em empresas que querem ser descoladas, mas não têm a grana de um Google ou o dinheiro jorrando de algum investidor. Aí a gente se depara com coisas bem babacas como isto que vi no Twitter hoje:

    https://uploads.disquscdn.com/images/3dba06fba32add20dc7094d541646408d66fc93cdcb2b260a00c4cb4e5c1904f.jpg

    Se você tem uma empresa, promova um ambiente saudável, respeite o funcionário como a pessoa que ele é (isso choca alguns, mas é verdade) e pague tudo o que ele tem de direito. Estará ótimo, de verdade, nem precisa de campeonato de FIFA (e olha que eu gosto muito de FIFA!).

    • Anderson Freitas

      Oi Ghegay, é o TIGOS.

      Cara, isso que falaram no artigo é utopia, só se vê em um nicho muito restrito.

      A realidade de TI é outra.

      • Então, cara. Não é utopia. É real. E várias empresas, de diversos tamanhos, estão oferecendo isso aqui nos Estados Unidos.

        O ponto é que nem toda empresa consegue oferecer isso ainda. E, não adianta nada tentar ser descoladona sem pagar um salário decente, por exemplo.

        É uma realidade das empresas dos EUA, mas no Brasil, infelizmente, isso ainda é bem restrito.

    • Agent Cooper

      Nas reportagens é tudo bonitinho, tudo fofinho, mas existem aberrações como você disse. Basta uma procura no Reddit pra ver ex-funcionários de algumas gigantes de tecnologia (Google e Facebook principalmente) que relatam que apesar do ambiente descolado, é corriqueiro vê chefes abusivos, intermináveis horas de trabalho, casos de humilhação e bullying, perseguição, entre outros.
      Sillicon Valley tem uma crítica bem interessante a isso, a Hooli é uma empresa com esse clima descolado, mas onde os funcionários são explorados e humilhados de todas as formas possíveis se não conseguirem cumprir as loucas metas dos chefes.

      • Aí que tá: por isso eu postei os links dos sites com as avaliações dos funcionários, pra filtrar exatamente esse tipo de caso.

        Basta ver os reviews, que são anônimos, pra ler sobre esse tipo de aberração. Sabendo em quais empresas isso é a norma, basta não ir trabalhar lá.

        Agora, ao mesmo tempo, o que não falta é empresa que tem excelente avaliação entre seus funcionários, com ótima relação trabalho/qualidade de vida e que tem esses benefícios.

        Não adianta nada a empresa esfolar o cara. Ele vai pra outra que trata ele melhor.

        Entre as grandes, podemos citar a Amazon, inclusive, que aprendeu essa lição às duras penas: http://www.geekwire.com/2016/amazon-radically-simplify-employee-reviews-changing-controversial-program-amid-huge-growth/

        • Agent Cooper

          Caro Matheus, eu me expressei mau e por isso peço desculpas.
          Quando eu disse “Nas reportagens é tudo bonitinho, tudo fofinho” não foi uma crítica a esse seu artigo, que por sinal tá muito bom. Eu estava tentando me referir aquelas revistas de economia (cof cof Exame, cof cof Veja) que todos os anos fazem reportagens das “9258745 melhores empresas para se trabalhar”, mas só olhando do ponto de vista dos empregadores e dos postos de diretoria e não da “massa” de empregados que dá duro todos os dias.

          • É, aí nesse caso, erro da editoria. Precisa da aprovação dos funcionários.

            Por isso que eu comentei dos sites onde você pode ler os reviews dos funcionários. Aí dá pra ter uma ideia mais completa do cenário.

      • Sobre a questão de intermináveis horas de trabalho, gestores abusivos, etc, vejo isso no Brasil também (talvez não é um nível de comparação, mas é o que vivencio), mas tenho uma visão um pouco diferente (talvez pessoal) quanto a isso. Os funcionários, falando especificamente de TI, muitas vezes se submetem a isso pelo simples fato de não saber dizer “não”. De aceitar tudo, mesmo que em excesso. Eu raramente tive problema com isso, mas presenciei amigos/colegas de trabalho que vivenciavam isso quase que diariamente.

        Lembrando, que não estou falando de comprometimento – que é algo que muita gente tem uma visão distorcida, algumas vezes até por causa da empresa. Ser comprometido não é o mesmo que estar disponível 24/7.

        Mas enfim, sim, estas questão são realmente preocupantes e não deveriam ocorrer.

        Então deixo a pergunta: Será que as vezes não falta um pouco de atitude em grande parte dos profissionais de TI? (falando especificamente nessas situações).

        • Além disso, aqui nos EUA 🇺🇸 hora extra é EXTREMAMENTE mal visto. Demorei pra entender isso. A ponto do meu chefe chegar na minha mesa e falar: “O que você tá fazendo aqui? Tá tudo em ordem? Tá tudo no prazo? Então termina amanhã, vai curtir um parque, vai pra algum festival de cerveja, some. Até amanhã”.

          Isso era 5 da tarde. Horário de verão, puta sol lá fora ainda.

          É outra mentalidade. É outra cultura de trabalho.

          • Sonho de consumo meu, pois sou “britânica”, fico vidrada no relógio: o cuco cantou, eu meto o pé. Em alguns lugares q trabalhei, o povo ficava pra morrer, mas ngm via q no máximo 5 min antes do expediente eu já tava na porta da empresa. Brasil: país de patrões sanguessugas!

    • E aí Ghedin, beleza?

      Então, cara. Eu coloquei uns links no post. As empresas que eu vi isso acontecendo nem são tão grandes. Elas estão saudáveis de $$, mas estão bem longe de serem um Google da vida.

      Mas, cada vez mais, empresas médias que precisam de profissionais de excelência e que podem bancar esse tipo de mimo, estão caminhando pra esse lado.

      Esse é o foco do texto: não as gigantes, e sim as médias que estão passando a fazer isso também.

      O ponto é que nem toda empresa consegue oferecer isso ainda. E, não adianta nada tentar ser descoladona sem pagar um salário decente, por exemplo.

      É uma realidade das empresas dos EUA, mas no Brasil, infelizmente, isso ainda é bem restrito.

      • Toad, eu acredito que existam empregadores bem intencionados, mas nada disso aí é vantagem real para o funcionário. Pelo contrário. Tornar o ambiente de trabalho divertido (veja bem, divertido; não respeitoso, decente) é uma maneira de mantê-lo mais tempo ali, produzindo, de fazer com que o trabalho deixe de ser trabalho — pelo menos aos olhos do funcionário. Não há muita distância entre o tobogã da produtividade no lugar de uma escada e snacks saudáveis e video game à vontade. A publicidade das iniciativas muda (no caso do tobogã, foi desastrosa), mas o intuito é o mesmo. É meio ultrajante.

        Lendo seu comentário, faz até mais sentido que empresas médias ofereçam esses mimos. No Google e no Facebook você ainda tem o incentivo de mexer no modo de vida das pessoas, um poder monumental de “impactar”. Deve ser menos estimulante criar relatórios ou planilhas de vendas numa startup ou empresa de médio porte o dia inteiro, daí os mimos para equilibrar o fardo.

        Talvez seja só eu, mas não me desce muito essa cultura de empresa descolada-olha-que-legal-temos-beer-na-sexta. Misturam-se as coisas, e isso independe do local — vale aqui e aí, nos EUA. Nesse sentido, vale a pena ler O Círculo, do Dave Eggers. É um livro ruim, mas que retrata bem o lado podre desse clima festivo das empresas de tecnologia.

        • Júlio César

          O funcionário tem tudo de mimo a sua disposição e sente uma pressão psicológica igual ou até maior se não tivesse nada (de mimo): eu tenho tudo a minha disposição e eu vou dar o meu melhor pra essa empresa (se não serei um incompetente). E todo o tempo e mimos que a empresa colocou à disposição começa a ser deixado de lado pra se dedicar ’24h’ ao trabalho.

          • Então cara… não…. Você tem que entregar seus projetos. Todos os benefícios que eu citei, como melhores salários, melhores benefícios pra você e sua família, melhor plano de saúde, ambiente saudável e amigável de trabalho, tudo isso continua existindo.

            Sem contar que, via de regra, aqui seu chefe vai mandar você pra casa mais cedo, pois hora extra é EXTREMAMENTE mal visto no mercado de trabalho dos EUA.

            Pode ser assim nas empresas do Brasil. Não é aqui.

          • Estava estudando um pouco sobre questões de produtividade em termos macro-econômicos e os EUA é uma país que se trabalha acima da média dos países desenvolvidos, mas parece que há um medo de férias e tals…um negócio meio estranho. Mesmo assim, trabalha-se menos que no Brasil por exemplo que passa muitas horas “trabalhando”.

            Claro que TI é um mercado a parte em tudo, o lucro das empresas é astronômico nos EUA e acredito que tenha uma mentalidade mais nova que não favorece tanto mais essa cultura de trabalhar igual louco.

            Não sei o resto dos EUA, mas é incrível como o pessoal daqui não enxerga que hora extra é diagnóstico de problema e não produtividade. Como eu digo sempre, sou mais reconhecido quando apago coisa de problemas evitáveis do que quando faço um ótimo sistema estável em horário comercial.

        • E outra coisa que você tá ignorando sumariamente: a parte dos videogames é só um detalhe.

          Eu tô falando de uma empresa que:

          – tá pagando um salário acima da média do mercado.
          – dão sim um ambiente divertido, respeitoso w decente. É real, velho. Várias empresas.
          – tá oferecendo benefícios sociais que outras empresas não dão.
          – tá oferecendo direitos trabalhistas que sequer existem nos EUA.
          – dão tempo livre e férias ilimitados.
          – incentiva, financeiramente, que seus funcionários sejam mais saudáveis.
          – E, além de tudo isso, tem videogames, snacks e ambiente descolado.

          Lembre-se: eles precisam conseguir E MANTER os candidatos lá.

          Você tá com a imagem da empresa descoladona que não passa da primeira página. Eu tô falando de empresas que montaram o livro todo pautados nessa cultura.

          Por que elas precisam dos profissionais.

      • Maneiro teu apelido, Toad
        X- )

        • Brigado!! Longa história. Adianto que não tem nada a ver com o personagem do Mario =)

    • Breno

      Bizarro mesmo! Eu curto essas firulas numa empresa, mas peraí, né?

      – vc é feliz no seu trabalho?
      – sim, pq tem um tobogã
      – e as condições de trabalho?
      – pesado
      – salário?
      – pouco
      – ???
      – ahhh, mas temos um tobogã, cara! Sabe o que isso significa?
      – q vc trabalha 60h/semana e n tem tempo pro tobogã, pq tem q pagar por ele.

      • Humberto Machado

        Eu trabalho nessas condiçoes todas e não tenho tobogã

      • É, pois é, daí complica.

        Das empresas daqui, tô falando de Salários acima da média, benefícios trabalhistas, coisas que fazem a diferença na vida da pessoa, além das firulas.

    • Humberto Machado

      Eu queria um tobogã…

    • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

      Eu acho que o pior de tudo é querer que o funcionário seja um super-homem, e resolva todo e qualquer problema em tempo recorde com uma solução espetacular, só porque oferecem esse tipo de benefício.
      Pelo menos aqui no Brasil empresas flat, sem hierarquia entre engenheiros, e com equipes multi-disciplinares de engenheiros que discutem soluções, se mostram muito melhores do que juntar 5 Albert Einstens numa sala pra corrigir um bug, além disso o povo não sai estressado no dia-a-dia.

  • Bruno Aveiro

    Pô, Matheus. Faz propaganda do Toadcast, mas já está há uns 2 meses sem publicar nada.
    Tenta soltar uns aleatórios a cada mês pelo menos. =)

  • Lucas Ambrosio

    Daí Matheus, sabe dizer como está o mercado aí para desenvolvedores C#?

    • Exatamente como o descrito no texto acima, se você for especialista no que faz.

  • Grande Toad! Cara, esse conteúdo podia gerar uma 3º etapa de Toadcast sobre morar/trabalho nos EUA. #dica Grande matéria!

  • Daniel San
    • hahahahahaha excelente.

      Por isso que eu coloco logo de cara que as empresas citadas no texto COMEÇAM com melhores salários e benefícios. E daí elas vão pra outras coisas. Isso é o básico. Sem isso, eles não conseguem manter ninguém.

  • Fabrício Camargo

    Fiquem ai com 13º terceiro e FGTS. ahuhauhauuha

  • Flavio Amorim

    Trabalho em uma empresa assim…

    Se n tem reclamam, se tem reclama, o povo em si nunca ta contente com nada.

  • Guilherme Jales

    Isso me lembrou a última empresa de TI em que trabalhei. Se orgulhava de ter um pub e uma adega, pagando hora extra com cerveja. Pra quem não bebia e tava passando por crises de ansiedade, como eu, não compensava muito… Mal sabia eu que era a única que pagava na faixa de 2k na região. Qualquer vaga parecida hoje aqui tá pagando no máximo 1500.

  • Tiago Celestino

    Aqui no Brasil, principalmente nas empresas com investimentos de ventures, estão seguindo a mesma regra de contratamento de empresas dos EUA.

    Lembro que cheguei a fazer entrevista pareando remotamente em um domingo e achei muito interessante ver que o processo não era tão simples como sempre acreditei. 🙂

  • Muitos comentários foram feitos e muitos deles pertinentes. Gostei do post. Como empresário da área de TI, pequeno empresário, devo estar atendo as novidades. Sendo sincero eu gostaria muito de poder oferecer estes mimos aos meus funcionários/prestadores, no entanto boa parte da grana está reservada para pagamento de impostos. O que eu posso oferecer? A verdade sobre a situação da empresa e honrar com os meus compromissos, sem mentiras, sem enganações, sem parecer aquilo que não é. Se nós, da Ponto Sistemas, conseguirmos juntar mimos e continuarmos sermos transparentes e manter os compromissos, tenho certeza de que é o caminho.

  • Renan Chagas

    A IBM Brasil nao oferece café para seus funcionarios…..apenas pagando o absurdo de 3,20 por um expresso