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Conheça o Hater, o aplicativo de paquera baseado no ódio

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2 anos atrás

Todos nós temos uma longa lista de coisas chatas que odiamos. Mas já pensou em utilizar algumas delas para encontrar o amor da sua vida? Pois é (quase) isso que propõe o aplicativo Hater.

Funcionando de maneira similar ao Tinder, o Hater quer ajudá-lo a encontrar sua paquera não com base nas coisas que vocês gostam, mas sim naquelas que vocês mais odeiam, como gente que para do lado esquerdo da escada rolante, que paga (ou não) os 10% do garçom, ou, até mesmo, o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O app tem mais de 3.000 tópicos selecionados para você encontrar seu par apenas deslizando os dedos na tela: para cima para marcar o que “ama”, para baixo para marcar o que “odeia”, para direita para “curtir” e para a esquerda para “não curtir”. Após responder a alguns tópicos, o aplicativo, então, combina o seu perfil com os de outras pessoas que também não gostam das mesmas coisas que você.

Tal qual no Tinder, caso surja alguém interessante, você pode deslizar o dedo para a direita para “dar match” com a pessoa. Essa ação permanece anônima até ela também indicar que se interessou por você. Depois, basta iniciar o chat para reclamarem do calor juntos. Se o papo não rolar, o app até oferece um minigame de completar frases que ambos devem preencher para ajudar a “quebrar o gelo”.

O Hater já está disponível para testes no iOS, com o lançamento oficial marcado para o dia 8 de fevereiro. A versão para a Android tem previsão para chegar ainda este ano. Em entrevista ao Mashable, o criador do app, Brendan Alper, disse que a ideia surgiu de uma piada, mas ele viu tanto potencial que resolveu transformá-la em um aplicativo de verdade.

Brendan afirmou que, apesar do Hater funcionar com base nas coisas que as pessoas odeiam, a ideia não é encorajar um comportamento negativo. Os tópicos são cuidadosamente escolhidos, e qualquer atitude mais “radical” é banida de uma vez. Ainda segundo o Brendan, nos testes realizados no mês de dezembro, em Nova York, os tópicos mais odiados foram “a corrida presidencial de 2016”, a “má educação nas calçadas”, e “escoar o cabelo” (causando entupimentos na pia ou no ralo do banheiro, por exemplo).

Apesar de por enquanto só estar disponível em inglês, eu já estou curioso para saber quais serão os tópicos de “ódio” que mais atrairão os brasileiros. Alguém aí arriscaria algum?

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