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Supermercado futurístico da Amazon pode funcionar com apenas três empregados humanos

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40 semanas atrás
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Quantas pessoas são necessárias para tomar conta de um supermercado? Pelo menos nos estabelecimentos futurísticos da Amazon, o número pode ser apenas três. É o que informa o New York Post, que obteve acesso a um protótipo de supermercado da Amazon que não possui nenhum caixa e cobra tudo automaticamente na sua conta.

A ideia seria uma versão mais abrangente do Amazon Go, mercearia equipada com sensores e câmeras de visão computacional e aprendizagem de máquina. No Amazon Go, basta se identificar com seu celular na entrada, pegar os itens que desejar e sair do local, sem dar satisfação para ninguém — a tecnologia sabe o que você pegou ou devolveu na prateleira.

Para que o estabelecimento funcione, haveria seis empregados em horário normal: um para estocar as prateleiras; um para cadastrar os clientes no AmazonFresh, serviço de entrega rápida de itens de mercearia; dois para tomar conta do drive-thru; e outros dois para supervisionar robôs que ensacariam e entregariam as compras aos clientes no estabelecimento. Nos horários menos ou mais movimentados, o número de funcionários pode ser reduzido para três ou ampliado para até dez pessoas.

Com bem menos funcionários que um supermercado tradicional, a margem de lucro da Amazon poderia ser de até 20%, sendo que a média do setor, nos Estados Unidos, é de apenas 1,7% — os estabelecimentos costumam empregar, em média, 89 funcionários. Sem contar que o espaço físico ocupado pela loja é menor, já que robôs poderiam tomar conta dos produtos e otimizar o estoque.

Ao New York Post, a Amazon negou publicamente que está planejando construir um supermercado que corte tantos funcionários. A Amazon já opera uma mercearia menor em Seattle, nos Estados Unidos, por enquanto restrita a funcionários, mas não informou quantos humanos são necessários para fazer o estabelecimento funcionar.

  • Adriano

    This is the future…

    • palatoqueimado

      O futuro com um monte de gente desempregada. É justo?

      • O futuro sempre é gente desempregada, tendo que exercer outros tipos de funções. A menos de 100 anos ainda existiam, leiteiros, acendedores de lamparina, despertadores (sim, haviam pessoas com essa função), datilografos, etc, todas essas profissões desapareceram, e muitos ainda vão desaparecer.

      • Minatonami

        pessoal que fazia carroças ficou desempregado quando veio o carro. mesma coisa para o pessoal das velas e a lâmpada. vai realmente continuar esse argumento?

        • palatoqueimado

          Vou continuar sim com o argumento. A população mundial só aumenta e a mão de obra humana cada vez mais vem sendo substituída pela robótica. É uma equação cujo déficit de postos de trabalho aumenta à medida que a tecnologia evolui. Novos trabalhos surgem; a quantidade de empregos gerados, entretanto, não aumenta ou se equilibra na mesma proporção.

          As pessoas do tempo em que vivemos se sentem ofendidas quando se traz à tona as questões sócio-econômicas que o uso da tecnologia pode trazer no cotidiano, isso porque nos tornamos egoístas a ponto de admirar somente os confortos que a tecnologia nos proporciona individualmente sem pensar nas consequências. E ainda te taxam de comunista, como se fosse impossível resolver algo em busca do equilíbrio.

          Só me alivia saber que, diferente desses pensamentos egoístas e ingênuos na internet – que novos empregos são gerados assim, do nada – empresários no mundo de verdade sabem do impacto que matar empregos pode gerar na economia regional.

          • Minatonami

            então você vai ser coerente com o seu argumento, e cortar a água encanada da sua casa, e sequer usar baldes para buscá-la, a pé, no rio. você vai empregar algumas centenas de pessoas pra trazerem água pra sua casa usando apenas as mãos. afinal o que importa é gerar empregos

          • Adriano

            No fundo no fundo, esse seu argumento nada mais é que apego a tudo que já está estabelecido em detrimento do novo.

            Pessoas que pensam assim, odeiam mudanças e usam de todo tipo de justificativa para não aceitar a inovação.

            Bom, sinto muito em lhe informar mas, esse será o futuro sim, onde a robótica e a I.A irão “dominar” o mercado de trabalho e o ser humano por sua vez, terá de se adaptar a essa nova realidade. Faz parte do processo evolutivo.

            Será bom ou ruim?

            Nenhum dos dois, será necessário.

      • Adriano

        Defina “justo”…

  • grande_dino_2

    E isso é ótimo?

    Isso me faz lembrar do vídeo do TheNerdWriter sobre a Amazon, onde ele argumenta que o que a Amazon quer não é entrar e competir no setor de supermercados físicos, mas sim licenciar essa tecnologia e se tornar um ator influente nesse ramo. Do mesmo jeito que ela fez com o mercado de livros, onde ela já é um ator extremamente influente.

  • Ricardo – Vaz Lobo

    Naquele país idílico abaixo do Equador, trocar-se-ia todos os funcionários da área de clientes por jagunços bem trogloditas, apenas para “lembrar mui calorosamente” aos costumers tupiniquenses que os produtos devem ser pagos e não colocados nos meio das pernas. O resto será moleza.
    Já aqui na quitanda, são 1600 almas, a maioria sem a menor intenção de serem trocadas por um sensor na gôndola.

    • Bruno

      Belo português

      • Ricardo – Vaz Lobo

        Derrubaram o site do TB?

  • Infelizmente aqui no Brasil precisaria de mais uns 3 fiscais de corredor e uns 2 seguranças nas portas.

    • Ricardo – Vaz Lobo

      Rapidinho gentinha de má índole ia criar um bloqueador de sinal dos sensores.

      • Infelizmente é a realidade. Galera fala de sindrome de vira-lata, mas não vê a realidade do pais em que vive.

    • gicapp

      Além dos sindicatos reclamões e tantos outros empecilhos fiscais. Não sei se a ideia vingaria aqui, talvez daqui 10 anos pra um piloto, e uns 30 pra criar uma população mais civilizada, SE, UNICAMENTE SE, o jeitinho brasileiro for largado de lado (incluindo uma limpeza geral na corrupção política, depois nas gestões, depois na consciência de cada um), então… muito no longo prazo, talvez nossos netos vejam um mercado nesses moldes funcionar.

      • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

        tataranetos….

    • Alexandre Medeiros

      Foi mais ou menos assim quando o Walmart entrou no Brasil. Não colocaram sensores nos produtos e tiveram vários furtos. Após esse episódio viram que era realmente necessário.

  • palatoqueimado

    Do ponto de vista sócio-econômico, essa tecnologia traz um impacto grande até mesmo para países desenvolvidos como os EUA; quem dirá no Brasil, onde muita gente depende de qualquer emprego pra no mínimo ter comida na mesa.

    • Ricardo – Vaz Lobo

      Nos EUA, o varejo é o segundo ou primeiro maior empregador, destes, a maior parte dos funcionários é imigrante. E em tempos de Trump, seria mais uma aporrinhação pros ianques.

  • Minatonami

    ótimo, redução de custos, volta como produto mais barato e/ou mais investimento em pesquisa e/ou mais poupança que ALGUÉM investir. na PIOR das hipóteses, ele não faz nada com esse dinheiro a mais, só faz uma pilha e fica olhando, o que também é bom, porque não consome produtos, ou seja, não aumenta a demanda por nada e não força os preços pra cima. tecnologia é riqueza. achou ruim, manda cancelar a água encanada e vai buscar água no rio com o balde