Notícias falsas existem há tempos, mas as empresas de tecnologia sempre preferiram manter uma postura neutra sobre o assunto. Mas o problema atingiu proporções tão grandes que, agora, elas correm para evitar mais estragos. Esses esforços também contemplam o Brasil. Por aqui, o Google exibirá um selo (um aviso em texto, na verdade) para ajudar o usuário a identificar notícias cujas informações foram verificadas.

Sim, o selo é bem discreto

Sim, o selo é bem discreto (consegue achá-lo?)

Esse aviso — “Verificação de fatos” — aparecerá tanto nas notícias destacadas nos resultados do buscador quanto naquelas que são listadas no Google Notícias, inclusive na versão para Android do serviço.

Trata-se de uma estratégia global, mas que está sendo implementada progressivamente porque o Google precisa estabelecer parcerias com entidades locais especializadas em checagem (fact-checking). No Brasil, a companhia fechou acordos com três instituições: Agência Lupa, Aos Fatos e Agência Pública.

Discreto até na versão móvel

Discreto até na versão móvel

Certamente, não estamos diante de uma medida que irá resolver o problema das notícias falsas. Só que, por ora, esse parece ser o caminho mais coerente. O Google é uma empresa de tecnologia e, portanto, deve preparar um algoritmo que faz filtragem automática de notícias falsas. Mas, hoje, nem a mais sofisticada inteligência artificial consegue fazer esse trabalho corretamente.

Além do Brasil, o selo de checagem aparecerá a partir desta semana para usuários da Argentina e do México. O recurso está disponível desde outubro de 2016 nos Estados Unidos e alguns países da Europa, como Alemanha e França. Nos próximos meses, o selo também deverá aparecer para usuários de outros países da América Latina.

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Daniel Loureiro
Tá, e quem verifica os verificadores?
Daniel Loureiro
As tais agências de fact-checking são todas enviesadas para a esquerda. Ou pelo menos as que o Google usa na atualidade: Agência Lupa, Aos Fatos, Agência Pública. Ainda que todas neguem e digam-se imparciais, basta entrar no site delas para ver que tanto os alvos das análises, bem como as conclusões são claramente tendenciosas. Claro que sempre tem uma ou outra verificação contra alvos de esquerda, o que funciona como um alíbi. Independente de ser de esquerda ou direita (até porque acredito que o debate de ideias diversas é saudável), será bastante preocupante se o Google começar a priorizar notícias "checadas" antes de existirem outras agências igualmente "neutras" porém de outros posicionamentos políticos. Se isto ocorrer, teremos uma forma mais elaborada de manipulação e censura. PS: Que fique claro, os inimigos ideológicos destas agências (coletivistas de direita, como os sociais-democratas) também são meus inimigos, mas nem por isto fico cego à questão da imparcialidade aqui.
gust4v8
ah, deixa de show... pela cara vc é brasileiro, então pode parar!
Keaton
menos que responder um comentário de dois meses atras?
Jefferson Rodrigues
Não é porque você é burro que todos são.
gust4v8
vc sabe que é mentira né?? ninguém procura fonte de notícias, deixa de querer tirar onda online.
gust4v8
que comentário idiota
Bruno Lopes

Aqueles que erraram tudo (exatamente tudo), que irão definir o que é noticia falsa e o que é noticia verdadeira...

Bruno Sanzio
Aqueles que erraram tudo (exatamente tudo), que irão definir o que é noticia falsa e o que é noticia verdadeira...
Gaius Baltar

Não será feito por IA e sim por curadoria humana.

Gaius Baltar
Não será feito por IA e sim por curadoria humana.
Keaton

"verificação de fatos"... Me dá a impressão que eles ainda estão verificando os fatos...

talvés "fatos verificados" seria bem menos problemático...

Keaton
"verificação de fatos"... Me dá a impressão que eles ainda estão verificando os fatos... talvés "fatos verificados" seria bem menos problemático...
Adriano
Selo de "notícias verdadeiras" me sua muito mais como; "calem a boca mídia alternativa...", do que qualquer outra coisa. Sempre digo isso, e repito... O internauta não é idiota, digo, nem todos, há controvérsias, eu sei...,isso significa, pelo menos na minha opinião, que quem deve classificar uma notícia de boa ou ruim, fake or not, e por fim, decidir por "consumi-la" ou não, deve ser os próprios indivíduos que buscam pelo conteúdo, e não um Google ou Facebook da vida. Esse sistema será 100% imparcial, apolítico, não ideológico e não servirá, em hipótese alguma, a nenhum interesse que não o de informar (utopia minha) corretamente? Sinceramente?! A resposta será um sonoro NÃO. As corporações privadas, percebam, aos poucos, em doses homeopáticas, sob as mais diversas alegações, estão determinado como devem ser todos os aspectos da vida humana...! Eu sinceramente, não acho isso nada bom. Esperem a inteligência artificial começar a ser utilizada para incrementar incrivelmente esse propósito; o de determinar, todas as diretrizes do comportamento humano. Fique absolutamente à vontade, quem quiser acreditar nesse "selo de verdade absoluta". Isso pra mim tem nome e chama-se "controle de informação", ou se preferirem, censura mesmo.
Wellington Gabriel de Borba

Deveria o Facebook colocar uma no WhatsApp.

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