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Fnac desiste do Brasil e coloca à venda suas doze lojas no país

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2 anos atrás

A Fnac, rede francesa de livros e produtos eletrônicos, anunciou que vai se retirar do Brasil, e que vai vender suas doze lojas físicas. Em comunicado, a empresa avisa que “começou um processo ativo para buscar um sócio que dê lugar à retirada do país”.

O que aconteceu? Fontes dizem ao Estadão que isso não foi culpa apenas da crise econômica: a expansão da Fnac acabou sendo freada pela concorrência com a venda de livros pela internet. Segundo o jornal, ela já estava procurando sair do país há algum tempo, mas não conseguiu passar a operação para outra empresa.

Foto por kikesan/Flickr

Ainda não se sabe quem vai adquirir as lojas físicas, presentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Campinas, Guarulhos e Ribeirão Preto. Talvez a Saraiva, com suas diversas megastores em shoppings, seja uma forte candidata? O Estadão sugere, inclusive, que a Fnac já tentou se aproximar do modelo de negócios da Saraiva.

A empresa chegou por aqui em 1998 – sua primeira investida fora da França – e planejava uma grande expansão que nunca aconteceu. Em vez disso, a Fnac recentemente reduziu o tamanho de suas lojas e de seu portfólio de produtos.

A queda nas vendas foi forte. Segundo o Valor, houve um recuo de 21,6% nos nove meses até setembro de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior. A presidente da Fnac no Brasil, Claudia Elisa Soares, deixou o cargo no início de fevereiro, pouco menos de um ano após ser contratada.

O Brasil representa menos de 2% das vendas da Fnac. Além da França, a empresa está presente em Portugal, Espanha, Bélgica, Suíça, Mônaco, Marrocos, Costa do Marfim e Catar. Não há nenhuma orientação para que as lojas nesses países sejam descontinuadas.

Atualização em 02/03 às 09h05: o presidente da Fnac no Brasil, Arthur Negri, diz ao Estadão que a empresa não deixará o país no curto prazo. Ela tenta buscar um sócio, mas ainda não definiu se vai franquear as lojas ou vendê-las. Por enquanto, o foco será em ajustar os custos e reverter os prejuízos. Fontes dizem ao jornal que, se não encontrar um bom parceiro, a empresa deve deixar o país.

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