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A ascensão e queda dos tablets no Brasil

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1 ano atrás
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Os tablets estão perdendo relevância no mundo e também no Brasil. Segundo a IDC, a venda desses dispositivos no país caiu 32% de um ano para o outro – e não deve se recuperar tão cedo.

No ano passado, foram comercializados 4 milhões de tablets no Brasil. Esse número também inclui notebooks com telas destacáveis, mas eles representam apenas 0,7% do total.

Wellington La Falce, analista de mercado da IDC Brasil, diz em comunicado que o preço médio dos tablets foi de R$ 513, e que “80% do mercado ficou dominado por três empresas”. Ele não diz quais empresas; uma delas, sem dúvida, é a Samsung.

O mercado não mostra sinais de reverter esse declínio. A IDC acredita que, em 2017, o total de vendas no Brasil cairá para 3,7 milhões.

No mundo, as estatísticas também são desanimadoras. A IDC estima que as vendas de tablets caíram 15,6% globalmente em comparação com o ano anterior. Apple e Samsung, as duas maiores fabricantes, tiveram queda na casa dos dois dígitos.

O que aconteceu? O “boom” dos tablets passou, e há alguns motivos para tanto. Um de seus diferenciais era a tela maior, mas isso foi canibalizado por smartphones com telas superiores a 5 polegadas. Além disso, eles geralmente continuam potentes o bastante anos após a compra, então geralmente é desnecessário trocar seu modelo antigo por um novo.

E sua utilidade passou a ser questionada com o tempo: será mesmo que preciso de um dispositivo dedicado para ler livros e assistir vídeos? Sim, algumas empresas tentaram reposicionar o tablet como um dispositivo de produtividade – como o iPad Pro – mas isto ainda surte pouco efeito: este modelo corresponde a apenas 10% das vendas de iPads, segundo a IDC.

Pessoalmente, os tablets nunca tiveram um apelo muito grande para mim. Eles tentam ocupar um espaço entre smartphone e notebook, mas eu nunca precisei disso. Comprei um tablet para minha mãe, mas ele vem juntando poeira ultimamente – ela prefere usar o smartphone. Você ainda usa tablets, ou pretende comprar um?

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