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A ascensão e queda dos tablets no Brasil

Felipe Ventura Por

Os tablets estão perdendo relevância no mundo e também no Brasil. Segundo a IDC, a venda desses dispositivos no país caiu 32% de um ano para o outro – e não deve se recuperar tão cedo.

No ano passado, foram comercializados 4 milhões de tablets no Brasil. Esse número também inclui notebooks com telas destacáveis, mas eles representam apenas 0,7% do total.

Wellington La Falce, analista de mercado da IDC Brasil, diz em comunicado que o preço médio dos tablets foi de R$ 513, e que “80% do mercado ficou dominado por três empresas”. Ele não diz quais empresas; uma delas, sem dúvida, é a Samsung.

O mercado não mostra sinais de reverter esse declínio. A IDC acredita que, em 2017, o total de vendas no Brasil cairá para 3,7 milhões.

No mundo, as estatísticas também são desanimadoras. A IDC estima que as vendas de tablets caíram 15,6% globalmente em comparação com o ano anterior. Apple e Samsung, as duas maiores fabricantes, tiveram queda na casa dos dois dígitos.

O que aconteceu? O “boom” dos tablets passou, e há alguns motivos para tanto. Um de seus diferenciais era a tela maior, mas isso foi canibalizado por smartphones com telas superiores a 5 polegadas. Além disso, eles geralmente continuam potentes o bastante anos após a compra, então geralmente é desnecessário trocar seu modelo antigo por um novo.

E sua utilidade passou a ser questionada com o tempo: será mesmo que preciso de um dispositivo dedicado para ler livros e assistir vídeos? Sim, algumas empresas tentaram reposicionar o tablet como um dispositivo de produtividade – como o iPad Pro – mas isto ainda surte pouco efeito: este modelo corresponde a apenas 10% das vendas de iPads, segundo a IDC.

Pessoalmente, os tablets nunca tiveram um apelo muito grande para mim. Eles tentam ocupar um espaço entre smartphone e notebook, mas eu nunca precisei disso. Comprei um tablet para minha mãe, mas ele vem juntando poeira ultimamente – ela prefere usar o smartphone. Você ainda usa tablets, ou pretende comprar um?

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lucio moura
Pessoalmente eu nunca entendi porque deixaram de fabricar netbooks. Mais leves que os notebooks, e com fácil acesso a editor de textos e ao pacote Office, podendo também reproduzir mídias de todos os tipos. A opção feita pelos tablets é a pior possível e os híbridos não agradam tanto. Não consigo ver o Android tão funcional quanto o Windows. Só consigo ver o tablet adequado para ler jornais e revistas e abrir alguns pdfs. Nisso ele supera os smartphones.
Ciro Moises Seixas Dornelles
A coisa não é tão ruim assim. O iPad Pro roda o Affinity Photo da serif que é um excelente software de edição de imagem. E um monte de outros softwares profissionais. Obviamente o Windows tem mais opções, porém, se você meche com desenho e fotografia é possível sim usar o iPad profissionalmente. Eu queria ter um como uma alternativa aos tablets da wacom. É uma pena que no Brasil seja tão caro.
Cleber MLC
+1
Adolfo Brás Sunderhus Filho
Cara, como disse, eu uso como computador principal na minha residência e carrego comigo quando preciso... É maravilhoso... Um computador completo com pouco mais de 500 gramas. Pra mim, é indispensável essa mobilidade...
César
As vezes dá vontade de pegar um usado, mas como já tenho um notebook sinto q n seria totalmente aproveitado.... apenas em viagens ou saidas
Adolfo Brás Sunderhus Filho
Tenho esse desde meados de 2015 e é meu computador principal em casa... Com teclado sem fio ele é perfeito!
Adolfo Brás Sunderhus Filho
Uso com bastante frequência um Lenovo ThinkPad 8, mas nesse caso ele é meu aparelho principal. Como o mesmo vem com Windows 10, em conjunto como teclado sem fio ele é meu computador principal quando estou em casa. No escritório uso um bom e velho HP que já tem seus 6 anos de idade. A grande questão é que, para o uso doméstico/trabalho mais simples, a necessidade de troca com frequência dos dispositivos vem se tornando cada vez menor. Tenho um mesmo tablet há quase dois anos... Uso o mesmo notebook de seis anos atrás... Usei o meu smartphone por dois anos e 3 meses... Troquei por um em novembro do ano passado o qual tenho pretensão de trocar só daqui 3 anos (comprei um Zenfone 2, Quad de 1.8, 4 giga de RAM)... Creio que a própria evolução de hardware foi o tiro no pé que as fabricantes deram em si mesmas...
Elton Alves Do Nascimento
Com a evolução de outros aparelhos, os tablets acabaram se mostrando medíocres em tudo que fazem. São aparelhos que fazem de tudo, mas de forma medíocre. São medíocres em ser portáteis, pois smartphones são mais. São medíocres como leitores, pois os eReaders são melhores. São medíocres como ferramentas de produtividade, pois notebooks são melhores. São medíocres para jogos, pois consoles portáteis são melhores etc. Em essência um tablet é um aparelho que serve pra tudo e nada ao mesmo tempo. Tenho um Nexus 7 primeira geração que pedi pra trazerem dos EUA quando era novidade, usava bastante, mas hoje infelizmente está encostado. O que eu uso muito mesmo hoje em dia é um Kindle.
Francisco Aloisio
Ontem, domingo, comprei o tablet para colocar na cozinha, com receitas para a empregada consultar. Com qual outro equipamento eu faria isso? Com um smartphone? Muito caro e pequeno! Com um notebook? Muito caro e grande!
Fabricio Carvalho
Em Janeiro fiz um post no Windows Team onde abordei essa questão do declínio dos Tablets e pontuei que a sua evolução se dá pela chegada do W10 + conceito de 2em1 de tela destacável que permite o consumo de mídia e colocando o teclado a pessoa passa a ter a produtividade de um pc/notebook graças ao sistema da MSFT. O que HOJE ainda não fez embalar esse seguimento que citei acima é o fato de que os tablets com Windows que temos no mercado são com processadores da Intel de 5° categoria, tirando da conta os tops como Surface Pro 4 e Asus Transformer Book 3 por ex. Então, com a recém notícia de que teremos em breve devices com Processador ARM da Qualcoom (Que são mais baratos, melhor desempenho e menor consumo de bateria) embarcados em Tablets com Windows, passaremos a ver dispositivos de configuração intermediária com preços bem mais acessíveis. Quem se interessar, segue abaixo meu texto: https://www.windowsteam.com.br/editorial-2017-pode-ser-o-inicio-da-era-dos-2-em-1/ Gostaria de saber do Paulo Higa qual a opinião dele sobre isso, e se possível meu texto também....
Rodrigo Gommes
Tenho um Motorola Xoom de 2012 em pleno funcionamento lá em casa, rodando Kitkat. Tem suprido bem a pesquisas e redes sociais para minha esposa que está sem smartphone atualmente. Mas eu, particularmente, ou uso meu phablet de 6.44 ou meu notebook para consumir e produzir conteúdos.
Artur Bem Mongol

Lembro que o iPad 2 chegou a ser vendido por menos de 2 mil temers. Hoje o iPad mini 2 de 2013/14, é vendido por 2.399 (levando em conta preços no site da Apple) Um absurdo.

Artur Benchimol
Lembro que o iPad 2 chegou a ser vendido por menos de 2 mil temers. Hoje o iPad mini 2 de 2013/14, é vendido por 2.399 (levando em conta preços no site da Apple) Um absurdo.
Gaius Baltar
Para minha experiência de utilização o tablet é o centro do sistema, com o smartphone servindo como apoio fora de casa e o computador servindo para jogar e ver filmes. Quando o meu deixar de ser atualizado pretendo comprar outro tablet.
Felipe Silva
to a mais de um ano procurando um tablet, não quero nada de mais, 2gb de RAM, um android atualizado por menos de 1k. É pedir muito?
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