No ano passado, o fiasco do Galaxy Note 7 deixou bem claro que as baterias de íons de lítio podem ser explosivas. Gadgets movidos a pilha também estão suscetíveis a esse problema.

Foto por Pexels/Pixabay

Segundo o Australian Transport Safety Bureau, agência australiana que cuida da segurança nos transportes do país, uma mulher ficou com queimaduras e bolhas depois que seu fone de ouvido explodiu em um voo.

Duas horas após o voo de Pequim para Melbourne decolar, a passageira estava dormindo e ouvia música em seus fones, quando escutou uma forte explosão. Logo depois, ela sentiu uma sensação de queimadura no rosto.

“Eu continuei a sentir queimação, então agarrei os fones de ouvido e os joguei no chão. Eles estavam soltando faísca e tinham pequenas quantidades de fogo”, disse ela à ATSB.

Os comissários de bordo jogaram água sobre os fones, que foi colocado em um balde na parte de trás do avião. As pilhas e o corpo do dispositivo derreteram e ficaram presos ao piso da aeronave. Ele soltou uma fumaça tóxica que fez os passageiros tossirem durante todo o resto do voo, que ocorreu em 19 de fevereiro.

A ATSB suspeita fortemente que o problema estava nas pilhas, não no dispositivo em si. A agência não revelou o nome da passageira, nem o nome da companhia aérea, nem a marca dos fones de ouvido.

Como lembra o The Verge, baterias e pilhas de lítio são suscetíveis ao que é conhecido como “fuga térmica”. Um aumento na temperatura – causado por uma falha interna ou por uma fonte externa – pode fazer os eletrólitos reagirem com os outros componentes químicos da bateria. Isso cria um gás que aumenta a temperatura, criando um ciclo que pode levar a incêndios e explosões.

Por isso, é importante evitar marcas pouco confiáveis, e checar se seus produtos eletrônicos passaram por testes de segurança. Isso será cada vez mais importante para fones de ouvido, à medida que smartphones perdem a tradicional entrada de 3,5 mm e estimulam usuários a adotar dispositivos de áudio sem fio – e com bateria.

Atualizado em 22/05 para esclarecer que o fone de ouvido usava pilhas, e não bateria.

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doorspaulo
Caso isolado: restrito a apenas um aparelho, dentro de um mar de modelos que a Samsung lança. Teve anos em que ela lançou mais de 50 modelos (!!), se for ver, o problema ocorreu em menos de 0,5% dos modelos de smartphones lançados até hoje pela companhia. Acontece que a empresa trabalha em uma escala gigantesca e, mesmo sendo um único modelo que deu defeito, ainda assim foram milhares de unidades que deram problema. Queria eu só fazer cagada em menos de 1% das minhas coisas xD
Valentina

Cuidado com a chamada "culpabilização da vítima".
O gadget não podia explodir e pronto. Ela não tava colocando fogo no fone, ligando ele em tomadas de 330volts, ela só estava ouvindo música dormindo.

notBeto
Cuidado com a chamada "culpabilização da vítima". O gadget não podia explodir e pronto. Ela não tava colocando fogo no fone, ligando ele em tomadas de 330volts, ela só estava ouvindo música dormindo.
Rubens dos Santos
Agora n durmo mais com meu fone KKKKKKKKKKK
Louis
Ao nível que chegou não exite a mínima possibilidade de chamar aquilo de caso isolado.
doorspaulo
Convenhamos, foi um caso isolado. A empresa lança 792 modelos de smartphones por ano, fora câmeras, fones e outras coisas que vão bateria, e o problema só ocorreu com um único produto. O azar dela é que foi um dos tops, se fosse com um Galaxy Y da vida, ninguém daria bola.
Flavio Toledo
aposto todo mundo veio ate aqui pensando fosse produto da samsung rsrsrssss
O verso do inverso
Mais a probabilidade é muuuuito menor, de casos em empresas famosas...
Rookie naz
Bobagem, sabemos que ela é uma espiã chinesa e tavam tentando eliminar ela através do fone de ouvido.
Caleb Enyawbruce

Um camarada meu tem um da Samsung... Isso é cabra macho! (ou burro?)

Ramon Gonzalez
Um camarada meu tem um da Samsung... Isso é cabra macho! (ou burro?)
Marilia Mello
Será q era beats ou jbl?
Gustave Dupré
"é importante evitar marcas pouco confiáveis" A Samsung é - Ou era, sei lá - uma marca confiável e mesmo assim deu no que deu.
Marsupial radical
Deve ser daquela marca que a Samsung comprou esses tempos. Hahahah
Marcogro®
Tem que chamar o CSI: Cyber para descobrir a causa real... Mas especulando (e muito), talvez ela tenha apoiado a cabeça no travesseiro e um dos fones ficou entre esse e a cabeça, causando assim um superaquecimento...
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