Início » Computador Mobile » Canonical desiste do Ubuntu para smartphones e volta ao Gnome em PCs

Canonical desiste do Ubuntu para smartphones e volta ao Gnome em PCs

Por
05/04/2017 às 18h13
Já conhece a nova extensão do Tecnoblog? Baixe Agora

O mercado de smartphones é dominado por iOS e Android. Ao longo dos anos, diversas alternativas tentaram desafiar esses dois sistemas, mas não conseguiram. Hoje, é a vez do Ubuntu desistir.

Mark Shuttleworth, fundador da Canonical, anunciou que interromperá o desenvolvimento do Ubuntu para smartphones. Isso também marca o fim do Unity 8, interface que prometia unir celular e PC; a versão para computadores voltará ao bom e velho Gnome.

Aquaris E4.5 Ubuntu Edition

Um dos diferenciais do Ubuntu para smartphones era a interface focada em gestos: você deslizava a partir das bordas para alternar entre apps e para abrir o menu do app atual. Também havia uma promessa de convergência entre celular e PC, muito antes do Windows 10 Mobile e do Samsung DeX.

Bastaria conectar o smartphone a um teclado, mouse e monitor e usar a interface tradicional de desktop. No entanto, os smartphones com Ubuntu foram lançados sem esse recurso; ele chegou através de uma atualização para apenas um modelo de smartphone. E poucas fabricantes apostaram no sistema (a espanhola BQ e a chinesa Meizu).

Em 2013, a Canonical até tentou lançar um smartphone via crowdfunding, mas fracassou. O Ubuntu Edge teria 4 GB de RAM, 128 GB de armazenamento e dual boot com o Android. O objetivo era arrecadar US$ 32 milhões, porém a campanha no Indiegogo nem chegou à metade disso. O projeto foi engavetado.

Shuttleworth diz no blog da Canonical:

Considerei que, se a convergência era o futuro e se pudéssemos entregá-lo como software livre, isso seria amplamente apreciado tanto na comunidade de software livre como na indústria de tecnologia… eu estava errado sobre ambas as coisas. Na comunidade, nossos esforços foram vistos como fragmentação, não inovação. E a indústria não se rendeu à possibilidade, preferindo apostar em alternativas conhecidas ou investir em plataformas próprias.

A Canonical planejava convergir a experiência do Ubuntu entre PC, tablet e smartphone com a interface Unity 8. Como isso não deu certo, a área de trabalho padrão voltará a ser o Gnome no Ubuntu 18.04 LTS, previsto para abril de 2018. (O Gnome deixou de ser o padrão em 2011, mas o usuário pode instalá-lo se quiser.)

O Unity 8 entrou em testes há anos, mas nunca era ativado por padrão porque nunca esteve 100% pronto para os usuários. Basicamente, a Canonical não é uma empresa tão grande, mas se aventurou a criar e manter sozinha uma nova interface e um novo servidor gráfico (Mir) – e ela tem outros projetos em paralelo.

Assim, a decisão da Canonical parece ser acertada, mesmo tendo demorado muito. “O que a equipe do Unity 8 entregou até agora é bonito, utilizável e sólido, mas eu respeito que o mercado e a comunidade decidam quais produtos crescem e quais desaparecem”, escreve Shuttleworth.

Mais sobre: ,
  • Matheus Alexandre

    Não adianta investir em sistemas móveis, o Android já dominou tudo.

  • Paulo de Tarso Luchesi Coelho

    Finalmente vão voltar ao Gnome!
    A comunidade nunca comprou o unity, e a simplicidade dele afastava os heavy users….
    Chega de fragmentação.

    • Ariadna Grande

      Realmente, o Unity desagradava os usuários mais tradicionais de Linux e fez com que muita gente migrasse para outras distros.

      • Eu me obriguei a largar o Ubuntu por causa do Unity, detestável. Mesmo sabendo que era possível trocar ele pelo Gnome, não é a mesma coisa.

    • Saulo Ottoni

      Graças ao Unity meus pais e minha avó aceitaram a implementação de Linux aqui em casa. Eu, como entusiasta do Windows 8.x/10 e de MacOS, gostava muito dele. Dava uma certa agilidade para o uso quotidiano

      • Paulo de Tarso Luchesi Coelho

        Concordo, ele agrada bem ao publico muito leigo. KDE também agradava.
        O problema do unity é sua extrema simplicidade. Quer fazer algo simples como mudar a barra principal para baixo, já dependia de tweaks…

    • tuneman

      amém irmão!

  • Eu ouvi um amém?!

    • Molinex

      Amem aleluia irmão

  • Ramon Gonzalez

    32mi em crowdfunding? Esses caras estavam no mundo da lua…

    • Antony

      Se tivesse dinheiro sobrando na época teria aderido, o projeto era muito bom, mas acredito que exageraram nas especificações de hardware. Fosse algo na linha do Nexus 4/5 teria dado certo.

      • LekyChan

        exagerado para a época, hoje seria só mais um High end qualquer, fora que as especificações altas levaram em conta o uso com o dock para usar como se fosse um PC.

    • Theo Queiroz

      E olha que eles ainda conseguiram mais de 12 milhões…

    • Mércurie

      Acho que eles lançaram a ideia sabendo que ia fracassar só pra conseguir publicidade gratuita ou ver como as pessoas recebiam a ideia.

  • Carlos Pacheco

    Pô! Que coisa… Me lembro da distro 10.10, era a última com o Gnome, e a última que usei. Unity? Nunca fui fã.

    • tuneman

      eu tbm. saudades do 10.10. melhor ubuntu até então…

  • Antony

    Vejo a mudança com bons olhos, mais pelo benefício que isso vai trazer pro Gnome. A Canonical tem o costume de melhorar bastante a usabilidade das ferramentas que ela adota, tenho esperança que o Gnome volte a ser tão bom quanto era na versão 2.2x (sim eu sei de todos os plugins, eu sei sobre o modo de compatibilidade e também sei sobre o MATE que eu gosto muito, mas nada superou a versão 2.2x, para mim)

  • Vinicius Araujo

    Fiquei tão feliz com a notícia! o/

    Nenhuma dessas iniciativas da Canonical foram bem aceitas pela comunidade. Na verdade, nunca foram para a comunidade. Fizeram um

  • ANOS de Ubuntu parado no tempo, com dinheiro e esforço humano jogados fora com o Unity 8. Pelo menos o Shuttleworth teve humildade pra mudar de ideia antes de abraçar aquela bomba de vez.

  • Rafael Trindade

    triste, eu gosto do unity, é simples e fácil de utilizar, melhor ainda seria essa integração com os aparelhos moveis, imagina todos os recursos liberados no cel.. vc poderia por exemplo utilizar o nmap pra pegar uma senha wifi e depois mandar pro pc pra descriptografar.

  • Molinex

    Nossa essa foi a melhor noticia do ano… Tudo nela é maravilhoso…
    Gnome é um projeto consolidado, em produção continua desde 1999… O Unity é um fork mal acabado do Gnome (tanto é que usa muitos aplicativos do Gnome, como nautilus, gedit, e outros em versão mais antiga que a estável), diferente do cinamon e mate, que possuem suas próprias aplicações, alem de um ambiente singular(mas isso o Unity também é)…
    O lance da conversão, é um passo muito maior que as pernas. Acho melhor fazer uma coisa bem feito do que varias meia boca…
    E por ultimo, Canonical, não invente de abandonar os maravilhosos .deb, pelos snap, ou eu paro com vocês…
    Escrito em um Ubuntu-Gnome 16.04 LTS, aguardando um Ubuntu com Gnome (padrão) em 04/2018

    • Vinicius Araujo

      Os pacotes .deb nunca serão abandonados. Snaps e Flatpaks são feitos para distribuir aplicações, de servidor ou desktop. Mas a base da distribuição não será substituída por eles… Quer dizer, ao menos até agora, o plano não é esse! 🙂

      • Molinex

        Quando o Mark shutqualquercoisa aí, anunciou a criação do snap, a intensão dele era abandonar os .deb e utilizar apenas os snaps, em uma loja convergente de apps para Ubuntu, Ubuntu-Phone, e Ubuntu-core…
        Pena não lembrar onde li essa materia, mas agora já fico menos preocupado, porque o Markão tá botando a cabeça no lugar…
        Concordo que snap é flatpak, são ótimos paliativos, se você não tem o pacote pra sua distribuição (melhor que compilar o fonte). Mas o pacote fica enxado, com suas dependências instaladas juntas, assim como é um .exe do windows (e diferente do POSIX, que compartilha recursos, como dependências) por exemplo, e como as distros não analizam o pacote colocado no snap, ele tem que rodam em sandbox, pois não dá para garantir a integridade desse pacote… De qualquer forma, o trem esta voltando para os trilhos…

        • Vinicius Araujo

          Está sim! Sobre as dependências, o Flatpak não parece ter esse problema. Eu baixei o LibreOffice e foi feito o download do runtime do GNOME junto. Quando baixei o GNOME-MPV, o mesmo download não foi feito novamente! Achei bem interessante. Nos Snaps, não tem esse compartilhamento. Dá pra perceber isso pelo tamanho dos pacotes do LibreOffice.

          LibreOffice Windows x64: 238 MB
          LibreOffice OS X: 201 MB
          LibreOffice Flatpack: 156 MB
          LibreOffice x64 DEB: 229 MBs
          LibreOffice x64 RPM: 229 MBs
          LibreOffice AppImage: 246 MB
          LibreOffice snap: 287MB

          O sandboxing é uma enorme vantagem. Vai ser vantagem de fato quando o Wayland ficar mainstream, afinal, o X11 não é capaz de garantir a segurança que esses formatos querem implementar.

          • Molinex

            Sim, falei besteira o flatpak gerencia melhor as dependências, já tinha lido isso também, mas acabei esquecendo…
            Entretanto se você não possuir as dependências no sistema, ele baixara para o pacote, e se você precisar de outro pacote que exija as mesmas dependencias ele baixara de novo, pois não consegue verificar os pacotes flatpaks instalados no seu sistema…
            Exemplo, vamos supor que você queira programar em rubi, e não tenha o ruby instalado no seu sistema. Se você baixar o flatpak, do ruby em vez de instalar pelo repositorio padrão, quando você for usar um programa que também use o ruby, como o Krita por exemplo, ele baixara o ruby de novo, pois um flatpak, não enxerga as dependencias de outro flatpak, graças ao sandbox…
            O sandbox, só esta lá, porque como o software, não esta no repositorio oficial da distro (não foi verificado pelos donos do projeto), não é possivel garantir a integridade, eu posso por exemplo escrever um exploit colocar no repositorio do flatpak, e a unica coisa que vai te proteger é o sandbox. Agora se eu colocar esse mesmo exploit no repositorio oficial, os donos da distro retiram o programa do repo antes dele ser comittado…

  • LekyChan

    esse projeto era algo que sempre tive esperança de um dia vingar, mas pelo jeito o mercado não quer saber de nada diferente da atual situação.

  • Vinicius Araujo

    Fiquei tão feliz com a notícia! o/

    Nenhuma dessas iniciativas da Canonical foram bem aceitas pela comunidade. Na verdade, nunca foram para a comunidade. Fizeram o servidor gráfico do Ubuntu, a shell do Ubuntu, e é isso: nem pensaram nas outras distribuições e projetos que poderiam querer implementar o Mir ou o Unity. Dedicar uma parte da equipe para trabalhar no empacotamento para outras distros? Nah… Acharam muito melhor “patchear” dezenas de pacotes que tornaram inviável isso sem muito, muito trabalho.

    Não é a toa que o Unity não existiu fora do Ubuntu. Fora o Unity, nenhum projeto aderiu ao Mir. Deram as costas ao Wayland (mesmo dizendo que iam apoiá-lo) e a comunidade deu as costas para a tentativa do Ubuntu de reinventar a roda só porque queriam tomar a liderança.

    “Mir será mais relevante que o Wayland em dois anos” (17/10/2014)
    “Fedora Workstation 25 é lançado com Wayland por padrão” (21/11/2016)

    Fico feliz que a Canonical tenha aprendido a lição. Mas ainda dá dó de imaginar se todos esses anos tivessem sido dedicados em melhorar a experiência do GNOME e Wayland, ao invés de um projeto egoísta. De tudo isso, o que se salvou foram os Snaps, e eu suponho que eles não serão tão populares quanto os Flatpaks no desktop, que são tecnicamente superiores e tem um suporte entre diferentes distros (a Canonical anunciou o mesmo, mas ligaram o f***-se logo depois: pacote desatualizado no Arch, zero suporte para o Fedora 25, quebrado no openSUSE desde a primeira versão do Leap). Ainda mais agora, que teremos GNOME no Ubuntu! o/

    • Daniel Pita

      Uma matéria dentro da outra. kkkkkkkk

      • Vinicius Araujo

        Mas é claro que sim! Hahaha

  • Henrique Queirós

    Bom, eu queria um SO novo rodando
    Android e IOS dominando tudo me deixa irritado.
    Pena que WP não deu certo

    • Molinex

      RemixOS, é Android que roda no desktop, experimente (apps google play)

      • Theo Queiroz

        Quando o ChromeOS estiver rodando nativamente todos os apps da Play Store, o RemixOS não vai mais ter propósito pra existir. Infelizmente. Eu testei por uns 3 meses num notebook extra que tinha e até que tava gostando bastante.

        • Molinex

          Sim… Mas alguns apps, não rodarão bem no ChromeOS, pelo mesmo motivo que não rodam legal no RemixOS (acelerometros, sensor de giro).
          A Google tera que resolver isso primeiro…

          • Theo Queiroz

            Mas aí não tem como resolver porque é no hardware. Um notebook não tem acelerômetro ou sensor de giro.

          • Molinex

            Sim mais ai a Google tem que incentivar o desenvolvedor a portar o app para nova plataforma… Em vez de acelerômetro, um gesto de mouse, em vez girar o aparelho, botões que simulem o giro…
            Por isso que eu não boto muita fé em convergencia, O negocio é portar as aplicações para cada plataforma, além de contar com a boa vontade dos devs… De qualquer forma, acho que demora um pouco, até a Google ver esses detalhes…

          • Theo Queiroz

            Bem, um app que precise de giroscópio, certamente não ia ser muito prático de usar num notebook. Melhor deixar pra usar no celular mesmo. Não é todo e qualquer aplicativo que precisa/deve ser usado no PC

        • Blind

          O que vai ser legal é o remixOS singularity que é uma ROM no estilo cyanogenmod mas que ao ser ligado em periférico de PC, ele vira um PC!!!!

          Espero muito que a Google faça uma fusão de alguma forma com o android p chegarmos a isso no máximo até o ano que vem e de forma estavel

          • Deilan Nunes

            quando chegar ao publico metade dos celulares do mundo ja vao ter um samsung Dex proprío

  • Trovalds

    E os usuários do Ubuntu ficaram de beta-testers do Unity por 6 anos… e quando eu falo mal dessa bomba tem gente que só falta me xingar.

    E respondendo a inevitável pergunta de sempre: Debian, openSUSE e Fedora. Gentoo se você for corajoso e souber o que realmente quer.

    • brunocabral

      Ainda prefiro o Kubuntu. Todo o poder do Ubuntu, sem virar cobaia.

    • Molinex

      Debian é muito burocrático…
      OpenSUSE, o leap é legal, o tumbleweed sem chances, meu maninho atualizou o gnome pro 3.24 nele, e a interface sumiu…
      Fedora realmente é show de bola, nada a reclamar dele (o melhor instalador de distro do mundo, é o que vem nele)…
      Gentoo são aproximadamente 3 horas pra compilar… Só o Kernel (para completamente insanos). O sabayon talvez seja uma escolha melhor…
      Em meia hora eu instalo o Ubuntu-Gnome + todos os programas que uso + drivers + codecs, e configuro todo o sistema… E isso nem no maravilhoso Fedora eu consigo, demoro um pouco mais…

      • Trovalds

        Debian… burocrático? Tá então…

        • Molinex

          E não é não?
          Fora toda a politica contra aplicativos comerciais, e toda a politica a favor de aplicativos estáveis (porem muito antigos, tipo nautilus 3.16, enquanto já estamos no 3.24), coisa que eu nem condeno, afinal é a filosofia dos donos do projeto. Instalar drivers no Debian é um terror…
          E sempre quando pego uma ISO pra instalar, sempre tem uma parte do meu hardware (um Dell, comum e normal), que ele não reconhece.
          A ultima vez foi a placa de rede, sendo que até o FreeBSD, com seus drivers altamente genericos, reconheceu…
          Mas eu respeito o Debian, afinal o Ubuntu LTS é o Debian testing, só que sem toda a burocracia…

          • Tori

            Ubuntu é o Debian Testing com patchs quebrando a dependência de geral :/

          • Molinex

            Faz tempo que isso não acontece hein… O unico jeito de quebrar dependência hoje, é instalando uma porrada de ppa, e atualizando a versão do sistema sem remove-los…
            Uso Ubuntu há 2, 3 anos, e a unica vez que vi um pacote quebrar, foi quando atualizei a versão do sistema, pra uma não LTS, pra dar um bizu nas novidades…
            Mas esse problema com repositorio de terceiro, qualquer distro que de suporte, tem…

          • Trovalds

            Não é questão de burocracia, é questão de ser “idiot-proof” mesmo (ou quase isso). As chances de você “quebrar” uma instalação Debian são menores, seja por instalar pacotes que não são do repositório seja por instalar algo que não seja versão stable. Se você quer instalar versão unstable ou testing do Debian, é uma decisão sua e a partir do momento que você faz isso você está assumindo o risco. Mesma coisa pra pacotes fora do repositório (que o Ubuntu por padrão costuma ter): não são impossíveis de instalar mas daí voltamos a afirmação anterior sobre assumir riscos.

            No Ubuntu eles enfiam tudo que querem (e podem) pra facilitar a vida do usuário mas não dizem pra ele que ele está assumindo riscos ao instalar a distro e tudo o que está relacionado a ela. Daí se o sistema quebra, fica você virando a internet do avesso tentando consertar a bagunça que acaba que nem sempre tem conserto exceto você instalar tudo de novo.

            Já fui usuário de Ubuntu e já sofri com essa política de lançamentos a cada 6 meses e frustrações idem (ou menos). Preferi migrar e sofrer com alguns reveses que o Gentoo traz mas fiquei praticamente livre de problemas relacionados a decisões errôneas e mal feitos afins.

          • Molinex

            Os testings do Ubuntu (versões lançadas de 6 em 6 meses), nem eu uso… São sistemas betas, e pode quebrar a qualquer momento mesmo… Agora a LTS (lançada de 2 em 2 anos), pra quebrar é complicado…
            Tem colega meu ainda usando a 14.04 de boa, sem nunca ter visto um problema…
            Gentoo instalei uma vez pra ver como era uma distro code-based, mas não usei por muito tempo… Afinal time is money…
            Mas é daquele jeito, se ele resolve pra você, então é a distro certa…

          • Trovalds

            LTS não significa que é melhor que as outras, significa que vai ser suportada por 5 anos ao invés de 2 anos.

          • Molinex

            Negativo… Significa que além do suporte de 5 anos, a distro usa por padrão aplicativos mais estáveis, geralmente os mesmos do Debian testing…
            Meu Gnome aqui tá no 3.18, exatamente o mesmo do Debian testing…

          • Trovalds

            Bom, então tem alguma coisa BEM errada onde você olha os pacotes do Debian. No Stable tá o GNOME 3.14 com alguns pacotes do 3.12 e no Testing tá o 3.22… mas se você acha o Ubuntu o must-have em distro quem sou eu pra ficar aqui me debatendo igual peixe fora d’água?

            https://packages.debian.org/stable/gnome/

            https://packages.debian.org/testing/gnome/

          • Molinex

            Que loucura mano… A ultima versão do testing, foi lançada em janeiro desse ano. E a LTS em abril de 2016, quando o Gnome 3.22 nem existia ainda… Tenha bom senso ao conversar, se não fica dificil…

          • Trovalds

            É, deixa pra lá. Cada um acredita naquilo que lhe convém. Você acredita que Ubuntu é Linux sério e eu acredito em “no pain, no gain”. Vou só deixar uma fábula sobre LTS pra ti: UFRJ, um laboratório com 50 máquinas Ubuntu 2012.04 LTS, não fazem upgrade por nada. Adivinha? Vai vencer o tempo de 5 anos e vão ter que fazer tudo do zero. Só 50 máquinas, uma bobagem. Agora pegue casos parecidos mundo afora. “Há braço”.

          • Molinex

            Quando eu tinha tempo, pegava gentoo pra compilar demorava quase um mês pro sistema ficar do jeito que eu queria, mas a satisfação valia a pena…
            Depois passei a brincar com o Arch. É um sistema que você monta do zero, tem que instalar tudo nele, mas tinha a vantagem de trabalhar com pacotes binarios, então era mais rápido, em uma semana deixava o sistema do jeito que eu queria…
            Hoje eu sou um jovem senhor, quando ligo um computador é pra trabalhar. Não posso mais perder tempo, instalando, compilando, configurando sistema…
            Uso sem problema nenhum qualquer distribuição Linux, além de outros POSIX, como FreeBSD, TrueOS e até mesmo OSX, porque adquiri conhecimento necessário pra usar cada sistema desses, com a experiencia de muitos anos… Mas pra trabalhar escolho a distro mais out of the box possivel, com uma certa estabilidade, instalo ela e mais todos os aplicativos que preciso, e esse processo de instalação+configuração não pode passar de uma hora… Por isso uso o Fedora, ou o Ubuntu… Simples assim, não me preocupo se é bom ou não, só quero usar, fazer o que tenho que fazer, e depois ir beber em um boteco…

  • Theo Queiroz

    Finalmente vão deixar de usar essa porcaria dessa Unity e voltar ao bom e velho Gnome. Tive que parar de usar a distro principal do Ubuntu quando eles trocaram e estava usando o Ubuntu MATE por enquanto.

  • Eu comecei a usar Linux ano passado e, como padrão, comecei pelo Ubuntu mas fiquei decepcionado com a Unity e aproveitei para trocar pelo Fedora…achei o Gnome mais bem resolvido e com ótimas sacadas.

    • Vinicius Araujo

      Sim! No começo não gostei muito do GNOME 3, mas logo o ambiente foi ficando mais e mais interessante. Interface bem legal. E sem comentários sobre o Fedora, distro excelente e sempre com GNOME atualizado. Eu uso Fedora com KDE agora, mas não deixo de acompanhar o progresso.

      • Eu fiz até um textão em outro blog sobre minha mudança para ele:

        Resolvi testar o Fedora: fez tudo que eu esperava do Ubuntu que, no caso, era ser fácil de instalar e ser estável. Mas a minha maior surpresa foi em relação ao Gnome Shell, que tem uma interface mais orientada a “foco”.

        Lembro que, no lançamento, o Gnome 3 foi bem criticado por mudar a metáfora de desktop e focar em atividades…mas hoje parece que a maioria se acostumou. Realmente, é meio diferente, o desktop sempre está limpo (nem arquivos e nem ícones) e o que preenche a tela são somente as aplicações. Nas guidelines de design (https://developer.gnome.org…, há recomendações de foco em conteúdo e redução das distrações. Uma proposta bem alinhada com os debates que surgiram com a popularização dos smartphones e redes sociais, como reduzir “multi-tarefa”, evitar interrupções e outras distrações.

        Não é que o Gnome faça algo de diferente do MacOS em relação a fullscreen, mas tudo é pensado para usar essa abordagem no Gnome enquanto no MacOS não é workflow mais automático do sistema…parece um caso especial de uso. Nunca usei regularmente Windows 10, mas parece que ele segue uma ideia quase contrária: as Live Tiles são legais, mas distraem bastante e tinha um exagero de notificações…inclusive umas propagadas bizarras “compre o Office” e “use o Edge”. De quebra, ainda tem um aplicativo de pomodoro que se integra muito bem ao sistema (http://gnomepomodoro.org/)

        Outra vantagem circunstancial é que acabei percebendo o exagero de notificações no meu MacOs: Twitter, Facebook, e-mail, etc. A falta de recursos de integração no Gnome e de um bom cliente de e-mail acabaram me ajudando a ver coisas que não preciso: não é feature, mas acaba alinhado com a filosofia haha

        Falando da parte estética, usando temas eu consegui deixar ele com um design interessante inspirado no Material Design e consistente com as aplicações que mais uso que também tem opção de personalização. Em geral, Linux sempre achei bem aquém o design comparado ao Windows e MacOS, amador eu diria, mas nesse caso consegui deixar ótimo…tão agradável quanto MacOS.

        Por fim, com até o Windows virando um serviço gratuito, é bom ter um sistema que não quer te vender um monte de coisa. Fico um pouco desconfortável com o Windows oferencedo seus seviços com notificações, usando wallpapers dinâmicos patrocinados, etc. E, no meu caso, esse era um dos Lenovo com spyware instalado de fábrica (!?) fora os bloatwares de sempre…

        É claro que os problemas do Linux continuam existinto, como suporte deficitário de hardware (instalei a impressora, mas ela não imprime) e menos opções de apps. Os webapps resolvem a maioria dos problemas e, fora a impressora, está tudo funcionando no meu notebook sem muito stress. Eu uso mais porque para desenvolvimento eu acho mais prático, mas talvez alguém ache que valha a pena considerar pelos motivos acima.

        https://uploads.disquscdn.com/images/feb56c4b9a49d4b6c9b7d35a6facb773f42d751f185a5530c5b9138c96ee387e.png https://uploads.disquscdn.com/images/434c4b116efaf02d0f074941aecb3bfe486f62b16f07d34e7946a6851b3d7fd5.png

        • Douglas Souza Luz

          Tá lindo, cara. Qual tema usou?

          • Usei o tema Paper para tudo (ícones e GTK+). Dá para instalar facinho usando o Fedy.

    • Kodos Otro

      O Gnome Shell é sensacional. Sempre fui fã do KDE, mas depois de usar o Shell, não consigo mais voltar.

      • Eu bati o olho e não gostei do KDE, sou fan da Apple e do estilo minimalista, o KDE segue outra linha que eu não curto…mas parece bem prático para quem curte. Vou dar uma chance talvez…

  • Rod

    Não tem jeito, não tem espaço pra mais nenhum OS

    • LekyChan

      só vai ter quando os smartphones forem igual aos PC e nós podermos instalar qualquer OS neles

      • ditom

        Ou seja: nunca.

    • Douglas Siqueira

      Depende, quem mais usa as distribuições Linux são os desenvolvedores e os servidores logo para esse publico alvo tem muito espaço ainda.

  • Leandro Pereira Corso

    Pôxa! Agora que finalmente consegui me acostumar com o Unity… bem, posso usar até 2018 pelo menos.

  • tuneman

    vi a noticia no OMG Ubuntu e quase achei que era pegadinha de 1º de abril.
    finalmente colocaram a cabeça no lugar.

  • Molinex
    • Matheus Alexandre

      Isso é o Gnome? Tá bem diferente!

      • Tori

        Sim, isso é o gnome, no entanto, é o Gnome com Plank, Arc Theme e Paper icons.
        O normal é o que está no post do tecnoblog

        • Molinex

          Acertou o tema e os icones, errou no plank… É só uma extensão chamada dash to dock…

          • Tori

            ah é, o Dash to Dock voltou a ser desenvolvido para o GNOME Shell!

      • Molinex

        Sim… Da pra mudar muita coisa nele com temas e extensões

    • Deilan Nunes

      vai mudar o logo?

      • Tori

        Não, isso é o Ubuntu GNOME REMIX, uma variação do ubuntu.

        • Molinex

          Exatamente

      • Molinex

        Acho que não, esse aí é o Ubuntu-Gnome, outra versão do Ubuntu. Assim como o kubuntu, xubuntu, Ubuntu-Mate, etc…
        Na verdade acho que o Ubuntu-Gnome é quem vai acabar…

    • Henrique Queirós

      Apesar de ser usuário novo, tive que instalar o Cinnamon por causa da interface… mas com essa interface aí eu dispenso completamente. Ficou lindo…

      • Molinex

        Gnome é muito louco, dá pra mudar muita coisa nele. Tanto na aparencia, quanto nas funcionalidades, graças a muitos temas e extensões…
        Mas o cinamon também é show de bola, principalmente pra quem vem do windows, não causa muita estranheza.

    • Tori

      ubuntu GNOME remix =/= ubuntu

      • Henrique Queirós

        grato pelo esclarecimento. Até estranhei a versão do Ubuntu ali

      • Molinex

        Ubuntu-Gnome LTS 16.04.2
        Juntou minhas duas paixões, a facilidade da base do Ubuntu, e o Gnome que uso desde a época que usava Fedora…

    • Max’S

      Que tema é esse? Já quero!

  • Ed. Blake

    O que resta é esperar que o time do Gnome pense em deixar a interface agradável aos olhos.
    É a minha UI favorita, mas por padrão (sem temas) é feia que dói!

    • Tori

      Aqueles ícones e tema cinza LG Windows 95 style D:

  • Tori

    triste, porém, necessitava chegar a esse ponto
    Ubuntu era a distro mais fragmentada de todo as distribuições linux

  • Eduardo

    Cinnamon/MATE > all

  • leoleonardo85

    Esse foi um fracasso muito antes do Windows Phone, nasceu morto.

  • Rapha

    Eu ainda uso o Gnome Classic…..