Imagina você reclamar de um produto conectado à internet, a empresa não gostar da avaliação e desativar o seu acesso remotamente? Foi isso o que aconteceu com Robert Martin, um consumidor que reclamou na Amazon de um dispositivo que abre a porta da garagem: dias depois, a empresa bloqueou o ID de produto dele nos servidores.

A empresa em questão é a Garadget. No vídeo acima, é possível ver o funcionamento do produto: você o conecta ao abridor de garagem para controlá-lo através de um app para iPhone. Além de fechar a porta, ele também avisa caso você se esqueça dela aberta (e permite fechá-la remotamente). Até aí, tudo bem.

Logo depois de ter comprado o produto, Martin deixou um review bem ácido na Amazon dizendo que o aplicativo da Garadget era “um lixo” e que “trava constantemente”. No fórum da empresa, ele usou um vocabulário mais pesado ainda.

A resposta da empresa veio no dia seguinte: o dono, Denis Grisak, disse que Martin era impulsivo e não iria tolerar birras. Ele pediu que o consumidor retornasse o produto para ser reembolsado e avisou que negaria conexão ao servidor pelo ID do dispositivo.

Como o Garadget não era diretamente responsável pela abertura da garagem (o motor continuava funcionando), imagino que Martin não teve problema em acessar a sua própria casa ou entrar com o carro ― ele só não pôde mais fazer isso pelo seu iPhone. Mas imagine só se a ideia pega e fazem isso em outro dispositivo, como uma fechadura eletrônica?

Assim, Grisak recebeu feedback negativo e publicou outra resposta no dia seguinte. “Calma aí, pessoal. Guardem suas forquilhas e tochas para quem vocês elegeram. Só faltam me ameaçarem de morte agora. Não bani o usuário por causa do review na Amazon, só queria me distanciar do indivíduo tóxico o mais rápido possível. Admito que não foi minha decisão mais inteligente”, declarou.

Depois, ele tentou se justificar citando este tweet de Elon Musk; no ano passado, o bilionário cancelou o pedido de um carro elétrico Tesla X porque o cliente criticou o evento de lançamento do veículo.

À BBC, Grisak completou que esse tipo de reação por parte dele “nunca aconteceu antes e não acontecerá novamente”.

Com informações: Mashable.

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²He
1 estrela. Devia ter em portugues.
Anthony Fernando
Bem lembrado cara.
Samuel Cesar
Ue parece com o inventor do antigo Kazaa, um gênio de Dev mais muito louco. Tanto que a moeda digital dele é a melhor de todas as existentes, mas por conta de brigas de com a propria comunidade, ela até hoje teve um crescimento que faz jus a sua tecnologia.
Rafael
hehehe é verdade
Evanei Ramos
Verdade rs, o cara nem se lembra mais o que comentou rs.
Francisco Aloisio
"Consumidor critica produto conectado à internet..."? Critica? Ele não criticou nada! O título da matéria está errado! Este site é uma site de TIC. Não pode errar na definição de termos. "Crítica" em TI é análise objetiva de dados. Imagine se você vai preencher o campo "Telefone" num formulário. Aí se equivoca e preenche o nome da "Rua". E, o programador que escreveu a APP lhe manda esta "crítica": "Preencha o número do telefone, sem burro!".
Ed. Blake
A questão é que uma empresa deve ser portar como tal. Se o cara não procurou suporte, o que a empresa pode fazer é evidenciar isto e procurar meios de orientar o usuário a solicitar suporte antes de extravasar seu ódio pela internet ou ao menos entrar em contato com o cara, entender o problema e recomendá-lo a alterar ou apagar o review negativo. Forma adulta de resolver o problema: "A empresa reforça que em nenhum momento foi solicitado suporte técnico pelo usuário ou relatada a mesma anormalidade por outros usuários. Caro cliente, por favor entre em contato conosco ou nos forneça uma forma de conato contigo para solucionarmos seu problema" Forma juvenil: "Enfia seu review e seu dinheiro no rabo e devolve 'meu' produto que você comprou!". Se um Garadget da vida tivesse que lidar com um país onde existe o ReclameAqui, que é uma plataforma completamente mal projetada, unilateral e 100% desgovernada, a empresa dele não duraria um dia.
Henrique Queirós
bom, melhora o engajamento mesmo, pra quem tem dificuldade de julgamentos, pra mim, um "gostei e não gostei" é extremamente falho e prefiro até não votar... mas pra maioria facilita
Mago Erudito®
Nada a ver... É só uma simplificação pra aumentar o engajamento e facilitar a vida de quem avalia. Seguido quando vou avaliar um filme, por exemplo, tenho dificuldade em dar 4 ou 5.
Henrique Queirós
A questão é que, por exemplo, muita gente não curte apps do PS. Mas não colocam nota mínima, colocam ao menos 3 e talz. Resumir tudo a a"Like e deslike" é quase lavagem cerebral
Mago Erudito®
Funcionaria bem se as pessoas entendessem do jeito certo. Um exemplo disso é o uber: diversos motoristas já me contaram que as pessoas comentam que adoraram o serviço e dão 4 estrelas, pois consideram uma boa nota. O fato é que o ponto de corte do uber é 4,7, ou seja, se a pessoa der menos de 4 é ruim para o motorista e 5 é o ideal. Sendo assim poderia colocar apenas duas avaliações: boa ou ruim.
Ligeiro
Galerinha aqui reclamando da empresa que tratou mal seu cliente, mas quando vão ver, são os mesmos que desligam na cara do cliente, ou ficam rindo das tirinhas do "Vida de Suporte".
Ligeiro
Cansei-me de ver empresas que "Não tão nem aí" para a opinião dos clientes. Até porque sabem que muita gente só reclama ou por reclamar ou porque mistura sentimentos na hora da compra, associando tais sentimentos com a aquisição e a relação com a empresa.
Henrique Queirós
pelo contrário. amentaria. A avaliação com estrelas te entrega uma variante melhor de opções. Gostei muito, Gostei. razoável, não gostei, odiei é muito mais preciso que "gostei ou não gostei"
Mago Erudito®
Só eu que me vejo dentro do "Watch dogs" com tantas coisas ligadas a internet? Já vi de tudo: portas, carros, cafeteiras, torradeiras, geladeiras e coisas mais bizarras como almofadas e escova de cabelo???
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