Lembra daquele selo de verificação de fatos que o Google lançou no Brasil em fevereiro? O período de testes foi satisfatório, por isso, a companhia decidiu expandir a ideia: a partir de hoje (7), o selo será exibido no mundo todo. É mais um esforço do Google para combater a praga das notícias falsas.

O selo consiste em um aviso textual exibido logo acima ou abaixo da chamada da notícia nos resultados do buscador ou no Google Notícias, inclusive nas interfaces móveis desses serviços. A ideia é deixar claro para o usuário que aquela notícia foi verificada por uma entidade especializada em fact-checking.

Selo de verificação no Google

Para cada país ou região há pelo menos uma entidade do tipo. No Brasil, o Google fechou parcerias com três instituições para realizar esse trabalho: Agência Lupa, Aos Fatos e Agência Pública.

As notícias acompanhadas pelo selo poderão indicar quais informações foram checadas, quem as afirmou e qual entidade fez a verificação. Isso não significa que notícias não checadas são falsas. Contudo, se o conteúdo tiver o selo, o usuário terá certeza de que houve um processo de apuração ali que torna a informação mais confiável.

É claro que esse trabalho está sujeito a erros e, quando executado por mais de uma entidade, pode conter conclusões diferentes. É por isso que o Google preferiu fazer a implementação de maneira gradativa. O recurso começou a ser testado nos Estados Unidos e em alguns países da Europa em outubro de 2016. Na etapa seguinte, iniciada em fevereiro, o selo chegou a determinados países da América Latina, incluindo o Brasil.

Com base no feedback obtido nessas duas fases é que o Google pôde avaliar se a ideia do selo, apesar de não ser totalmente livre de inconsistências, traria bons resultados para editores e usuários. E trouxe, ainda que a quantidade de notícias checadas seja pequena — o próprio Google alerta que não são todas as buscas que trazem conteúdo verificado.

Atualmente, 115 entidades de verificação no mundo todo são parceiras do Google. O trabalho delas pode ser conferido no site Duke Reporters’ Lab.

Não acredite em seus olhos

O problema das notícias falsas na internet alcançou um novo patamar com as redes sociais, tanto que o Dicionário Oxford elegeu “pós-verdade” como a palavra do ano de 2016. O termo descreve as situações nas quais os fatos importam menos que as emoções para moldar a opinião pública. Como lidar com um mundo onde a verdade foi substituída pela crença? Discutimos o assunto no Tecnocast 059. Dá o play e vem com a gente!

Comentários

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Jaca

Ai vc junta isso com o Selo Cleber de Qualidade® e fica tudo perfect

Jaca Paladium
Ai vc junta isso com o Selo Cleber de Qualidade® e fica tudo perfect
@Sckillfer

A culpa é do paciente, claro...

Sckillfer
A culpa é do paciente, claro...
Deilan Nunes
CNN: clinton news network
Adriano
A ingenuidade é um estado fofo do ser.
Estudante Computacional
Espero que com isso diminua o número de vítimas de spam.
Gabriel B.R.
É mas também tem muita gente que vai ao consultório por causa de uma diarreia, daí quer o que? Uma bateria de exames?
Emerson Alecrim

Putz. Pior que esses erros são muito comuns :\

emersonalecrim
Putz. Pior que esses erros são muito comuns :
Caleb Enyawbruce

que droga isso, cara :/

Ramon Gonzalez
que droga isso, cara :/
Jefferson Rodrigues
A minha vó teve um AVC, mas o médico do hospital público disse que era enxaqueca e mandou ela tomar um remédio e ir para casa.
Henrique Queirós
kkkkkk veremos a criatividade das notícias
Emerson Alecrim

Esses caras pelo menos são criativos: você pode ter câncer, cirrose, vermes, entidade demoníaca, etc. Já nos consultórios médicos é tudo virose :p

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