O tablet não morreu, só virou um produto de nicho. Pelo menos é essa a impressão que a gente tem com o DPT-RP1: trata-se de um “tabletão” com tela de 13,3 polegadas e tecnologia e-ink que a Sony acaba de anunciar no Japão.

Essas duas características — tamanho e tecnologia da tela — deixam claro que estamos falando de um dispositivo que não é bem um tablet, pelo menos não do jeito que conhecemos: a ideia, basicamente, é permitir que você use o DPT-RP1 como um papel eletrônico.

Sony DPT-RP1

Como a tela é grande, é possível ler, com conforto, documentos com conteúdo complexo, como relatórios com tabelas grandes ou gráficos extensos. E a tela é sensível a toques, portanto, você também pode fazer anotações ou usar o dispositivo como uma lousa eletrônica — entre os acessórios do DPT-RP1 está uma stylus.

O modelo vem para substituir o DPT-S1, dispositivo com finalidades semelhantes que a Sony lançou em 2014. Porém, além de mais leve (o produto pesa cerca de 350 gramas), o DPT-RP1 é ligeiramente mais fino, tendo espessura equivalente ao de 30 folhas de papel empilhadas, segundo a Sony.

A tela não mudou de tamanho, mas a resolução pulou de 1600×1200 pixels para 2200×1650 pixels. Há ainda uma tecnologia antiderrapante, que permite que o usuário faça anotações sobre o painel de maneira mais precisa.

DPT-RP1

Entre as demais características técnicas estão Bluetooth 4.2, Wi-Fi 802.11ac, NFC e 16 GB para armazenamento interno de dados (contra 4 GB do modelo anterior).

Só é uma pena o DPT-RP1 não ter evoluído muito no que diz respeito aos recursos de software: o sistema do tablet só lê arquivos em PDF (há uma ferramenta de conversão, pelo menos) e não permite a instalação de apps. Você tem que se contentar com os recursos que acompanham o produto, consequentemente.

Eu achei o DPT-RP1 particularmente interessante para estudar. O problema é que, inicialmente, ele será disponibilizado apenas no Japão e por um preço pouco amigável ao bolso: 80.000 ienes, valor equivalente a US$ 720. O lançamento está previsto para junho.

Com informações: The Verge

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Robert Torres
Não é tablet, é um e-reader (leitor de livros digitais) sucessor do DPT-S1, isso é um sonho para quem gosta de ler, pois permite a prática em um gadget com quase a mesma sensação que um livro, com uma tela que não possui aquela luz de notebooks e smartphones que comprovadamente cansam a vista, fazendo a bateria do dispositivo durar semanas. Mas a grande vantagem é que você não irá mais gastar fortunas com livros, pois as versões digitais são bem mais baratas, e muitas até de graça em alguns sites que disponibilizam. Mas tirando a resolução (que é um detalhe bobo quando se lê) não vi nenhuma evolução por parte da Sony em relação ao anterior de 2014, pelo contrário, agora só permite a visualização dos arcaicos PDFs, e não mais dos modernos EPUBs que se moldam à tela, no mais só vi vantagem no preço, que se chegar ao ocidente (EUA com menu em inglês) será por U$700,00 e não por mais de US$1.000,00 como o antecessor.
@Sckillfer

Mas uma revista sim e um livro com certeza sim, jornal foi só um exemplo.

Sckillfer
Mas uma revista sim e um livro com certeza sim, jornal foi só um exemplo.
Guilherme
E daí? Um caderno de jornal não deve pesar 100g.
@Sckillfer

Volte e leia de novo o peso do dispositivo

Sckillfer
Volte e leia de novo o peso do dispositivo
Guilherme
Um sonho: o dia em que teremos de verdade um papel eletrônico, com funções simples de leitor de documentos, que possa ser dobrado/enrolado, e que consiga substituir calhamaços de xerox que ainda somos obrigados a aguentar às vezes. Pra mim esse será o futuro de verdade.
Guilherme
Mas o jornal é bem mais leve, colorido, "descartável", e você pode dobrar e colocar em qualquer lugar...
Wallace Santos
Quis bastante esse produto até por ainda me sentir órfão do Kindlle de 9", mas o preço é proibitivo e eu espero que abaixe. Essa tela desse tamanho é o que falta no mercado para um produto educacional nesse campo.
LessTech
Coisa de Japonês para mercado Japonês. =P
Lucas Carvalho
Otimizar agressivamente o preço
Lucas Carvalho
Se conseguirem colocar o Android (Ler outros, instalar outros apps) e conseguir "otimizar" esse preço, pode ser que seja atraente. Tamanho alternativo e tela com aderência (deve ser bom pra usar com as Stylus) devem fazer esse tablet pegar um fatia considerável.
Joseph Arimateias Diniz
Lembrei que um tempo atrás estava aparecendo uns Tablet Android com essa tela nos Express da vida. Pena que parece que não pegou. Parecia uma alternativa interessante para quem busca leitura digital sem ficar preso a uma só loja.
Odilon Costa Neto
Se ao menos aceitasse EPUB...
Henrique Queirós
é caro em qualquer lugar. U$ 720 em um produto tão limitado?
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