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Hackers que tentavam vender ferramentas da NSA resolvem distribuí-las de graça

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45 semanas atrás
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Em agosto de 2016, um grupo de hackers que se autodenomina The Shadow Brokers provou que teve acesso a numerosos arquivos relacionados aos mecanismos que a NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) usa para praticar espionagem. Eles passaram algum tempo tentando vender os arquivos, mas não conseguiram. Agora, o grupo decidiu liberar tudo de graça.

Uma parte dos arquivos, cerca de 40%, foi liberada livremente logo no início. Os 60% restantes, porém, foram criptografados. A chave dessa última parte só seria disponibilizada aos vencedores de um leilão baseado em bitcoins. Mas não deu certo: eles esperavam arrecadar pelo menos 1 milhão de bitcoins, mas não conseguiram obter mais do que 10.

Como a quantidade almejada era muita alta, a suspeita é a de que o grupo tenha tentado, na verdade, atrair atenção, até porque os termos do leilão eram estranhos: os perdedores não teriam os valores de seus lances restituídos.

NSA

Outra hipótese levantada é de que o grupo, tendo uma suposta relação com o governo da Rússia, tenha tentado mandar alguma mensagem aos Estados Unidos com toda a ação. Mas nada disso foi confirmado.

Nos meses subsequentes, o grupo realizou mais algumas manifestações, até que, em janeiro deste ano, fez vazamento de vulnerabilidades relacionadas ao Windows ao mesmo tempo em que anunciava a decisão de paralisar as suas atividades.

Mas agora eles estão de volta. Desta vez o grupo decidiu liberar gratuitamente a chave que desbloqueia os arquivos que seriam entregues aos vencedores do leilão. Alguns especialistas em segurança já verificaram a chave e constataram que ela funciona.

Até Edward Snowden se pronunciou dizendo que os arquivos disponibilizados pelo grupo não estão nem perto do total existente, mas que com eles a NSA poderá ao menos descobrir como deixou as ferramentas vazarem — “se eles não conseguirem, será um escândalo”.

A volta do The Shadow Brokers tem motivação claramente política, mais do que antes: o grupo se queixa das decisões de Donald Trump, incluindo os recentes ataques de mísseis dos Estados Unidos contra uma base aérea do governo sírio.