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Amazon começa a vender livros usados no Brasil

Serviço de marketplace abre espaço para sebos e pessoas físicas venderem dentro da Amazon

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19 semanas atrás
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A Amazon lançou nesta quarta-feira (12) seu serviço de marketplace no Brasil, permitindo que outras pessoas físicas e jurídicas comercializem livros dentro da loja. Na prática, a novidade também abre caminho para que a Amazon venda livros usados e exemplares raros ou esgotados por meio de sebos, editoras e outros parceiros.

Segundo a Amazon, a oferta de livros está aumentando de 150 mil para 250 mil obras em português com a inclusão dos novos parceiros. O número deve subir a partir de hoje, com o lançamento do serviço para os consumidores. No mundo, 50% das vendas da Amazon vêm de outras lojas, não da própria Amazon.

O funcionamento é o mesmo da Amazon nos Estados Unidos: quando você acessar a página de um livro na loja, poderá ver, logo abaixo do preço, os valores praticados por outros comerciantes. Neste exato momento, O Guia do Mochileiro das Galáxias, por exemplo, é vendido por R$ 22,31 pela Amazon, mas há um exemplar usado “com marca de dobra na capa, sem riscos ou grifos no texto”, por R$ 16,25 mais frete.

Para quem vende, haverá dois planos. O Individual cobra R$ 2 por item vendido, mais uma comissão de 10% por transação. Já o Profissional tem mensalidade de R$ 19 e a mesma comissão por transação, mas não cobra a taxa fixa de R$ 2. Este último dá acesso a benefícios como gerenciamento de inventário com relatórios, tabela de pedidos, API e valores de envio definidos pelo vendedor.

Com uma conta unificada, os vendedores do marketplace poderão enviar seus produtos não somente para o Brasil, mas também para compradores da Amazon nos Estados Unidos, Canadá e México. Para começar a vender, é necessário ter um CPF/CNPJ válido, conta de e-mail, conta bancária e cartão de crédito ativo, além de fazer um cadastro no site da Amazon.

Para quem compra, a Amazon oferece a chamada Garantia de A a Z — se o consumidor não receber o item correto, na condição anunciada e dentro do prazo de entrega prometido, a empresa poderá devolver integralmente o valor pago. Além disso, caso um vendedor tenha reclamações constantes e não resolva os problemas, ele será removido da plataforma.

Com informações: Exame, Folha.

Mais sobre:
  • Isso vai ser um problema, um concorrente forte para o Estante Virtual

    • Concorrência não é problema, é solução

      • Um problema PRO Estante Virtual, quis dizer 😀

    • Bruno ✔

      Estante virtual é meio sem noção, o livro usado la custa igual ou mais caro que um novo. Só entrei uma vez lá pra notar isso e nunca mais voltei.

      • Acho que isso depende do SEBO, pois a loja em si não vende nada, quem anuncia são os credenciados. E realmente o preço varia muito!

      • Mas também minha esposa, que compra com certa frequência lá, já achou muita pechincha. E livros bem conservados, até

        • Leonardo

          Estante Virtual é o que há – o que já achei de bons livros ali custando merreca… Tomara que a Amazon ofereça “aqueles” livros fora de catálogo por preço honesto, ganha o consumidor. Agora, concordo com o colega acima, eles deveriam começar a vender o que já vendem na loja internacional, ou seja, qualquer coisa.

          • Vai depender só do vendedor que incluir o livro

          • Abraão Pereira de Sousa

            Até porque o de “A a Z” de amazon aqui não tem..

          • Eu acho que isso tá próximo. Parece que eles querem amadurecer a loja e a operação no Brasil pra começar a festa, além de esperar o pior da crise passar.

  • Bruno ✔

    Agora só falta a Amazon vender o principal: Eletronicos, e fazer concorrencia com o kabum.

  • Matheus Alexandre

    Bem legal!

  • Ed

    Muito cara a comissão para quem quer só vender um livro específico que não usa mais.

    • É verdade, mas para os sebos pode ser incrível. Analisando por cima, a mensalidade é menor, a comissão pode ser um pouco maior ou menor, e a Amazon tem algo que nenhuma outra loja de usados tem: é a Amazon.

  • Batatinha

    Já estava na hora da Amazon ensinar às demais varejistas brasileiras como fazer marketplace em sua loja virtual.

  • Elton Alves Do Nascimento

    Muito bom, quero comprar o Guerra e Paz da falida Cosac, que esgotou do estoque da Amazon antes que eu pudesse comprar um exemplar (e olha que não era exatamente barato, talvez um usado saia mais barato).

  • daniel

    Precisa ter CPF e CNPJ?

    • Andre

      CPF ou CNPJ, depende do tipo de modalidade escolhida.

  • Whale

    Por que a Amazon ainda não permite a compra por boleto?