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Apple trabalha em sensores que medem níveis de glicose no sangue

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35 semanas atrás
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A Apple contratou um time de biomédicos e outros profissionais para trabalhar em uma ideia que não é nova, mas que poucas empresas conseguiram colocar no mercado: permitir que diabéticos monitorem os níveis de glicose no sangue apenas com sensores. Pelo menos é o que aponta a CNBC.

É importante que pessoas com diabetes façam medições de glicose regularmente. Dessa forma, fica mais fácil identificar os tratamentos adequados, combater problemas imediatos — como hiperglicemia (níveis altos de glicose no sangue) ou hipoglicemia (níveis baixos) —, assim como prevenir complicações no longo prazo, entre eles, insuficiência renal e perda de visão.

As medições são feitas, na maioria das vezes, com monitores de glicemia. Esses dispositivos funcionam bem e não costumam ser caros, mas têm uma inconveniência: exigem que a pessoa faça um furinho no dedo a cada medição para coletar gotas de sangue.

Para a maioria das pessoas, esse procedimento é pouco ou nada dolorido, mas certamente algo menos “agressivo” é bem-vindo. Já até há alguns monitores que prometem fazer medições sem picadas, mas não é fácil encontrá-los, sem contar que ainda há dúvidas sobre a eficácia desses dispositivos.

Teste de glicemia

É aqui que a Apple aparece na história: se os sensores do projeto funcionarem, eles podem equipar o Apple Watch, por exemplo. Além de evitar as agulhadas, os sensores podem permitir testes mais rápidos e registrar automaticamente os dados em apps como o Health, da própria Apple.

Mas as informações sobre o projeto ainda são escassas. Não está claro como os tais sensores funcionam e em quais dispositivos a Apple pretende integrá-los, se é que os componentes serão mesmo implementados em alguma linha.

Sabe-se até agora que o projeto existe há pelo menos cinco anos, conta com uma equipe de cerca de 30 pessoas e, aparentemente, é liderado por Johny Srouji, vice-presidente de tecnologias de hardware da Apple. Segundo a CNBC, a companhia já está pronta para realizar testes de viabilidade. Esse é um sinal de que os sensores estão em fase avançada de desenvolvimento.

Vale lembrar que o Google também tem um projeto do tipo: as lentes de contato que medem glicose. Só que a iniciativa está há algum tempo caminhando a passos de tartaruga — ou a companhia está tendo dificuldades ou simplesmente já não trata a ideia com prioridade.

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  • Henrique Queirós

    Vai ter que vender o coração pra ter acesso a um…

    • Davi Silva

      É complicado o desenvolvimento de um produto como esse, seja pelo fato de desenvolver algo totalmente novo e conseguir fazer com que o produto pague os custos da pesquisa, mas o que me preocupa mesmo é o acesso ao produto após finalizado, apple já é uma marca elitizada, quem tem condições já paga por uma bomba de insulina ou por um tratamento mais eficaz, agora o problema são as pessoas que não terão acesso a esse tipo de tecnologia (a grande maioria).

      • Rafael

        No começo de qualquer tecnologia de ponta apenas os mais abastados tem acesso, depois a tendência é de popularizar. Veja o caso dos leitores de digitais, presentes em smartphones intermediários, ou mesmo um sensor de estacionamento de carro… O ciclo sempre foi assim.

        • CtbaBr

          No caso da Apple, sempre foi caro… Agora esta mais caro ainda!

  • Caio

    Saúde é algo muito complicado.
    Pode vir por um preco alto, mas digo que muitos irão tentar adquirir mesmo que não tenham as melhores das condições e não falo isso por ser um aparelho da “apple”.
    A medição de glicose pode ser necessária até varias vezes por dia.

    • CtbaBr

      E apesar dos preços dos produtos da Apple serem tão caros, especialmente no Brasil, geralmente funcionam bem, e nesse caso a confiabilidade é fundamental!

  • Saulo Benigno

    Tecnoblog, isso já existe e já tem funcionando em qualquer Android com leitor NFC.

    A ideia não é nova, verdade, e já existem alguns a venda no mercado, inclusive no Brasil, o preço não é nada exorbitante, o custo é alto, mas é valido e vale cada centavo.

    Ano passado chegou no Brasil o Free Style Libre, da Abbott (não estou fazendo propaganda), já tem mais de um ano lá fora e chegou por aqui, somente em vendas exclusivas pela Farmácia Onofre online.

    O sensor é um chip nfc e o leitor ler esse chip, o mais interessante é que aparelhos Android com leitores de NFC podem ler o mesmo, existem aplicativos com essa funcionalidade, é incrível.

    O kit inicial vem com o aparelho de leitura e o sensor que você “pluga” no braço custa R$599, vem o leitor e dois sensores, cada sensor dura 14 dias. Você pode comprar cada sensor por R$239, o custo mensal é de R$480… é alto, mas vale sim.

    Comparando com as fitinhas, vendendo na mesma farmácia, uma caixinha com 50 fitas custa R$69,90, eu uso 3 caixas em média por mês, furando os dedos no mínimo umas 4 vezes por dia. O que dá R$200 por mês, sem contar o kit inicial que você compra o aparelho. Digamos que usando o Sensor você gasta o dobro!

    Ah, pensei em importar, o mais impressionante é que, pelo menos hoje, o preço do sensor aqui está custando o mesmo que aqui, exatamente o mesmo, o que é muito estranho, mesmo valor em dolar, mesmo valor em euro, achei para vender na Amazon e no Ebay, a mesma coisa.

    Comecei a usar tem exatos um mês e já vejo resultado, as informações que o aparelho te dá são incríveis. Pode fazer várias leituras durante o dia, ele te informa a glicose no horário e se está subindo ou descendo, sem agulhas, sem “furadas”, a qualquer hora. Você pode conectar o sensor no computador e rodar o programa oficial, nele pode tirar vários relatórios, te dar a hemoglobina glicada direto pelos dados, é sensacional.

    Pelo que vi ele tem tem menos de um ano no Brasil e menos de 2 lá fora. Pelo menos lá fora encontrei outros aparelhos, alguns que dizem durar mais de 14 dias os sensores, isso é algo bem interessante.

    Mais informações:
    https://www.onofre.com.br/freestylelibre

    Em anexo uma foto do sensor no braço e o aparelho leitor e alguns aplicativos na loja do Google

    Já procurei bastante sobre o mesmo, o chip nfc pode ser utilizado para outras coisas, vi uns vídeos o pessoal configurando eles como aqueles chips oficiais da motorola tudo com aplicativos no Android

    Tecnoblog que tal um artigo sobre esses aparelhos?

    https://uploads.disquscdn.com/images/cfde9152e7adde97460d0cb65fb43779247be6dd3a9ee3424711d906ce2569ac.png

    https://uploads.disquscdn.com/images/cca60b40e07f2bed42e6294b289b499c8db39240b6685c33ab7f88ab31c333fb.jpg

    • Trovalds

      Mas o negócio é que a venda do aparelho é restrita e só funciona com maiores de 18 anos (conforme o anúncio da venda que você postou). No caso a Apple não estaria desenvolvendo uma outra forma de medição que não tivesse restrição ou coisa do tipo?

      E de mais a mais ainda não se dispensa a outra agulha, que é a da insulina. Existiam projetos como o da bomba de insulina que é implantada no corpo, algo parecido com um marca-passo, que faria as medições e a dosagem correta automaticamente e a que podia ser administrada pelas vias aéreas.

      Eu gosto da ideia de projetos assim avançar (ou mesmo existir, como é o caso), principalmente porque tenho um sobrinho que sofre de diabetes tipo 1 e foi diagnosticado com 4 anos de idade. E é um parto fazer as medições, as aplicações e ainda por cima controlar a alimentação.

      • Saulo Benigno

        Não funciona só com maiores de 18 anos, é recomendado para uso a partir de 18 anos, são coisas diferentes. Já vi no youtube várias crianças utilizando, estranho isso.

        No youtube tem alguns vídeos dos pais ensinando a criança a usar, dando de presente, aplicando o sensor.

    • A ideia é muito boa, mas essa implementação de um sensor durar só 14 dias me parece inviável para muitas famílias, afinal são de 400 reais por mês! O ideal seria como os sensores de pressão, algo que não precisasse ser reposto por pelo menos uns 2 anos. Por essas e outras ainda acho a técnica muito “primitiva”, há também de se testar qual a real eficácia desse tipo de medição em comparação com o método que usa a gota se sangue. Provavelmente em uns 5 anos teremos métodos mais baratos e duráveis.

      • Saulo Benigno

        Quanto mais concorrência melhor, vamos aguardar. O custo para mim sai o dobro, achei válido, principalmente pela quantidade de informações e sem necessidade de furadas nos dedos.

        Acredito que esses testes de eficacia ja foram feitos afinal já está sendo vendido lá fora e não foi do dia para noite.

        Você sabe como é feito o teste da gota de sangue né?

        Nos primeiros dias é recomendado você usar os dois aparelhos/testes para efeito de comparação. O mais incrível é que todas as comparações que fiz bateram cravadas no mesmo número, foi assustador e aliviante para mim. Não esperava que fosse assim.

        • Acredito que a empresa também deve ter feito amplos testes, mas no caso dos EUA eu sempre fico com um pé atrás por causa da facilidade de se conseguir um registro na área de saúde de lá. Fico imensamente mais tranquilo de saber que tu comparou os dois modos e form compatíveis! Principalmente pelo quão limitado é o número de empresas com essa tecnologia.

      • Saulo Benigno

        Falando nos sensores , eles funcionam só 14 dias, todo o sistema no sensor fica alertando e quando chega no tempo ele para de ler o mesmo e avisa.

        Eu acredito que tudo seja via software, imagino que talvez alguém mexendo na firmware consiga mudar isso.

        Mas também não sei como fica isso no braço se tras problemas. Não é uma agulha no sensor, é apenas um “filete” que conecta no chip. O chip no sensor tem uma pilha tipo de relógio, pequena.

        O aplicador, muito bem feito e tem cara de ser bem caro, tem aplicação única, ele que com uma agulha poe o “filete” (não sei o nome) dentro do corpo…

        • Daniel Drumond

          Qual a explicação para durar 14 dias?

          • Saulo Benigno

            Ainda não achei nada concreto. O que consegui de informação é que o sistema interno do leitor bloqueia e dentro da placa do sensor tem um ‘timer’ que também bloqueia os dados.

            Tenho minhas dúvidas se é por “obsolência programada” ou questão de saúde.

            Pelas pesquisas que fiz ninguém ainda conseguiu “quebrar” esse timer de 14 dias, fora que como é saúde é complicado ficar se baseando em algo que passou o “tempo oficial”, não é recomendado ficar mexendo em algo assim.

            Já vi pessoas programando o chip nfd para outras utilidades, tipo o chip da motorola e similares.

          • Daniel Drumond

            Saquei, perigoso mesmo mexer.

            Quando aumentar a concorrência o preço deve baixar.

    • forposts

      Saulo, depois de tantos meses usando essa tecnologia, como é a sua impressão hoje? Tenho lido muitas reclamações de falhas nos sensores que passam ao usuário uma falta de confiança importante.

  • R. Augusto

    Meu filho foi diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 11 meses, agora esta com 1 ano e 5 meses, apesar de não ser indicado para menores de 04 anos estamos utilizando o freestyle libre e está sendo super importante no controle da glicemia. No ultimo exame de glicemia glicada obteve 7,3, índice muito bom levando em consideração a idade dele. Realmente o preço dos sensores são altos levando em consideração o tempo de uso, mas mesmo assim está compensando em nosso caso, utilizávamos em media 10 tiras por dia.

    • Saulo Benigno

      @daniliocostasilva:disqus , viu como não é tão caro assim?

      Na real, o tratamento em si é bastante caro, fitas, agulhas, insulina, a insulina que uso, Lantus, 10ml (ML!!!!) custam 80 a 100 reais em média. Uso 3 por mês. Tudo é bem caro.

      Ai tem as tiras de testes, tem as agulhas para os testes (lancetas), tem as agulhas das insulinas, tem a insulina rápida (60 a 80 em média).. é tudo muito caro. E esse nem é o melhor tratamento.

    • Minion

      Eu vi esse aparelho ligo que chegou no Brasil, mais precisamente em agosto de 2016 e fiquei de boca aberta com a eficiência e rapidez na leitura, pensei logo em pessoas que tem que fazer 5~10 medições/dia. Sou da área da saúde e tem pacientes que fazem teste de glicemia capilar a cada hora em uti, que não tem nem onde furar mais, pensei logo nesse pessoal, porém não vejo isso na área hospitalar tão cedo, pois é caro e hospital só visa lucro.

      • Saulo Benigno

        Eita, seria muito bom isso. Vi no site americano que existe um leitor diferente, para uso médico. Ele pode guardar informações de vários sensores ao mesmo tempo, para você ter dados de vários pacientes diferentes.

        Seria perfeito nesse caso.

    • Felipe Falcão

      Tambem estou usando l freestyle libre,porem,tambem possuo um aparelho capilar (furo de dedo) da accu check,pois o freestyle não é totalmente certo,com diz nas instruções,porem,antes eu fazia umas 8 vezes,agora estou fazendo apenas antes das refeições (quando nescecito da insulina,para não ter problemas.

      Ps : tenho 12 anos,tipo 1 tambem

  • Adriano

    A Apple está agindo com muita inteligência. Está diversificando seus negócios pois sabe que não poderá depende do iPhone por muito tempo.

    A Apple, uma gigante de um produto só, à médio prazo, corre grandes riscos de ver algo novo surgir, e matar o iPhone. Seria um tombo bastante desastroso pra empresa.

  • leoleonardo85

    Esse tipo de inovação é muito legal e importante, imagina você pode só com o leitor biométrico saber se deve ou não procurar um médico.

    A função nunca vai substituir um médico, mas é bom pra dizer que você deve fazer algo sobre aquele aviso.

  • Daniel Drumond

    Só não pode acabar a bateria, haha.
    Enfim, sensacional a iniciativa!