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Samsung vai testar pagamento de tarifa de ônibus pelo smartphone em São Paulo

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22 semanas atrás
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Em viagem recente à Coreia do Sul, o prefeito João Doria (PSDB) visitou várias companhias, entre elas, a Samsung. No encontro, ambas as partes fecharam um acordo para testar uma ideia que tem grandes chances de ser bem aceita pela população de São Paulo: pagamento de transporte público via celular.

Essa ideia vem sendo cogitada há algum tempo, mas nunca avançou. Uma das razões é a necessidade de padronização tecnológica. É nesse ponto que a Samsung irá atuar. Além de possuir tecnologias relacionadas à internet das coisas, a companhia tem um sistema de pagamentos via smartphones que pode servir de base para o projeto. Sim, estou falando do Samsung Pay.

Superarticulado apresentado em setembro

A ideia é permitir que o usuário aproxime o smartphone do validador para pagar a passagem em vez de usar um cartão para esse fim — o Bilhete Único. Há pelos menos duas vantagens aí: o usuário tem um cartão a menos para carregar e, por meio de um app, pode consultar os créditos restantes. Sistemas desse tipo já são usados em serviços de transporte de várias cidades, inclusive da Coreia do Sul.

Se a ideia der certo e vier acompanhada de um meio mais eficaz de recarga, a prefeitura de São Paulo conseguirá amenizar um problema que irrita muito os moradores da cidade: a quantidade reduzida de pontos de recarga do Bilhete Único. Vários guichês instalados em estações do Metrô foram fechados em 2015 por conta de rompimento de contratos, mas só alguns deles foram substituídos.

Porém, o novo sistema deverá ter mais importância para outra meta da gestão de João Doria: acabar com a função do cobrador nos ônibus. A prefeitura vem testando desde o mês passado coletivos que aceitam apenas Bilhete Único na linha 576C-10, que liga o Metrô Jabaquara ao Terminal Santo Amaro.

Samsung Pay

Samsung Pay

Ainda não há informações sobre quando e como os testes serão feitos, mas Doria já fala em transformar São Paulo em uma “cidade digital”. Além de testar pagamentos via celular, o prefeito prometeu disponibilizar Wi-Fi em todos os ônibus e instalar redes do tipo em mais terminais, parques e praças da cidade até 2020.

Escândalo na Samsung

A visita de Doria à Samsung aconteceu em um momento conturbado: Lee Jae-yong, chefe e herdeiro da companhia, está preso desde fevereiro sob acusação de corrupção na Coreia do Sul.

Questionado pela Folha de S.Paulo, o prefeito afirmou que essa situação não causou nenhum constrangimento. “Ela [a Samsung] atende governos dos Estados Unidos, Europa, Ásia, independentemente de suas questões internas”, disse.

  • Guilherme Alexandre

    Comparado a alguns países como a própria Coréia do Sul e o Japão, vivemos na “idade da pedra tecnológica”, espero que de agora em diante isso comece a mudar…

  • Murilo Rafael De Mello

    São Paulo digitalizada: Chiba City ou Villa Straylight?

    • Gesonel o Mestre dos Disfarces

      As duas coisas. Chiba city nas áreas carentes, Villa Straylight nas áreas nobres, onde reside a família Matarazo-Doria-Ashpool.

  • Ramon Gonzalez

    Aparentemente esse é o caminho. Espero que saia do papel.

  • raphaela1

    Sou contra que a prefeitura adote o Samsung Pay, a menos que a Samsung libere a tecnologia para que outras fabricantes possa fazer o mesmo

    • André Sampaio

      Como foi dito na matéria, a questão é padronizar tudo, ou seja, você não ficaria preso a uma marca de celular para utilizar a ferramenta.

    • Ricardo – Vaz Lobo

      Concordo. Até pro winphone!

    • Gustavo

      Como já disseram, a questão é padronizar tudo. Em Londres é possível pagar pelo uso do transporte público usando pagamento contactless, isso inclui Apple Pay, Android Pay (e Samsung Pay, presumo), e é ótimo, pois tem um limite de tarifação diário (após o limite, não é mais tarifado). Além do mais o metrô de Londres tem várias zonas, então é mais fácil e prático usar o pagamento contactless.

      • Ligeiro

        Do jeito que está anunciado, é como se a padronização na verdade fosse monopolizada pela Samsung.

        O que se faz mais necessário, não só em SP, mas no Brasil, seria a padronização dos cartões de recarga – mas para isso tem que ser um padrão livre e seguro para tal, o que é bem difícil de achar. Os livres não estão 100% seguros (e a mão de obra é cara), e os ao menos 80% seguros não são livres.

        Tem que se deixar na mão de alguém, mas com monitoria para evitar fraudes, desvios e preços altos e cartelizados.

        • Felipe Silva

          Brasil tem aversão a soluções livres, nunca vi tentarem implementar a serio algo livre, nos linux educacional eles contratavam empresas terceirizadas sem planejamento de suporte a longo prazo, cada versão era incompatível com o que tinha sido feito anteriormente.

          • Ligeiro

            Isso é fácil de resolver: bastaria colocar planos futuros. É difícil (digo por experiência própria), mas se botar planos e fiscalizar, vai.

        • Erick Willians

          Mas aqui no Brasil, é monopolizada pela Samsung mesmo. E nem é por vontade dela. Nem temos suporte à Android Pay e Apple Pay por aqui.

  • Gregory Kubya

    Aqui em malaga da pra usar o NFC comum do celular, não precisa ser o samsung..
    http://www.emtmalaga.es/es/tarifas-y-titulos/pago-con-movil-nfc/

  • Felipe

    Meu sonho é usar o RioCard no celular. O problema é que como os créditos ficam salvos primeiro no cartão (e não no sistema) a meu ver o celular teria que ser o meio principal de pagamento, e eu não estaria disposto a aposentar completamente o cartão em prol do celular…

  • Jonas S. Marques

    Como a Apple não libera o NFC do Iphone seria bem engraçado ver os donosde iPhones não podendo usar dessa tecnologia.

  • Marsupial radical

    A segurança dentro dos ônibus tem que melhorar, pra esse tipo de tecnologia rolar legal. Não sei da situação, como estão os ônibus de SP nessa questão hoje?

    • No centro expandido, o pessoal usa sem a menor preocupação smartphone no ônibus e tals.

      • Ligeiro

        Esse é o problema. No centro expandido. Periferias sofrem com arrastões. :

        • Henrique Queirós

          Periferias são um problema absurdo em qualquer lugar, não tem segurança que resolva

  • Ricardo – Vaz Lobo

    Pena que a gritaria anti dória vai abafar essa tentativa de evolução no vale transporte.

    • Gesonel o Mestre dos Disfarces

      Apesar de minhas ressalvas com relação à ele, o que é bom tem que ser encorajado. A questão partidária tem que ser colocada abaixo de coisas que, poxa vida, são do interesse comum!

    • Ligeiro

      Nada a haver. A “gritaria anti Doria” é uma coisa (é a implicância em cima do jeito que ele só fica divulgando de forma positiva – a imprensa hoje já está mostrando parte dos problemas dos projetos que ele prometeu e botou para funcionar). A questão do vale transporte é outra e o debate é bem mais profundo.

  • Renato Dantas

    O problema de SP é o mesmo daqui de Brasília: a falta de pontos de recarga.
    Talvez a “monopolização” da forma de pagamento pelo Samsung Pay seja outro problema, principamente se ela não abrir a tecnologia para as demais fabricantes e permitir ampliar o uso.

    • ultimos meses trodas as estações tem auto recarga em credito, debito e dinheiro, achei muito bom, as pessoas n entediam como usa rpoque nao liam instruções basicas na tela e o sensor da nota era muito rigido, diminuiram agora e ate umas mais amassadinhas ja estao sendo aceitas.

      se eu puder fazer isso com meu nfc da xperia e3 ok porque o app nfc do bilhete unico começou a não querer mais aceitar o meu crt pra mera consulta lol

    • LekyChan

      por isso que eu adoraria que a Sony entrasse na briga, pois a tecnologia de pagamentos dela por NFC é excelente.

    • Ligeiro

      São Paulo tinha vários pontos de recarga pela Ponto Certo, mas teve problemas demais com isso.

  • Bruno Santos

    Independente da posição politica, acho uma boa ideia. Nossos gestores pararam no tempo, está na hora de modernizar a coisa.

  • Diego Silva

    E o Samsung Pay para os demais bancos (Itaú, Nubank e etc) que é bom nada né.
    Tecnoblog poderia verificar junto a empresa para ter uma posição oficial.

    • Douglas Peixoto

      Será que essa não é uma questão das empresas e não da Samsung?

  • Renan Batista Sanches

    Nem precisava de tanto, celular com NFC, mais uma “carteira virtual” no app da prefeitura de recarga do bilhete, já deveria ter essa função faz tempo, se usa o celular para carregar créditos no bilhete porque não para validar direto na catraca?

  • Wilson Araujo

    Se a intenção é cortar custos isso vai ficar muito mais caro do que manter o cobrador, vai pensando que a Samsung vai cobrar baratinho vai. Vão passar a conta para os usuários​

  • Henrique

    Vão tirar os cobradores, e haverá mais desemprego e evasão de receita, isto já está a ocorrer em outras cidades, como Jundiaí, por exemplo.
    Resultado, a tarifa irá aumentar, e o passageiro irá pagar a conta.
    Mas isto não será problema, pois teremos o “Samsung Pay”, e seremos “modernos” e “high tec” (sic).

    • Douglas Peixoto

      “Vamos proibir as fabricas de lampada porquê retira-rá o emprego dos fabricantes de vela.”

      • Henrique

        Douglas,
        E, não é preciso dizer que cada pais e cidade possuem a sua cultura, e que, infelizmente, a cultura brasileira quanto ao respeito que é público e coletivo não é das melhores. Se você usa o transporte coletivo em São Paulo, já deve ter visto “espertos pulando a catraca” de ônibus, metro ou trem.
        Isto é fato no sistema de transporte coletivo da grande São Paulo, e na maioria das médias e grandes cidades brasileiras.
        Nos modais metroferroviários, há seguranças próximos às catracas para inibirem esta prática de pular a catraca. Nos modais rodoviários urbanos, os cobradores fazem este papel.
        Portanto, ter um cobrador, não é simplesmente uma questão de “ter quem cobre” o valor da passagem. Mas sim, de haver alguém que iniba as atitudes que aumentam a evasão de receita.
        E nas poucas cidades brasileiras em que não há cobradores, isto só é possível pois as empresas recebem por distância percorrida (km rodados) e não por passageiro transportado.
        Ou seja, o prejuízo da evasão é pago pela sociedade como um todo.
        A cidade de São Paulo tentou adotar este modelo, na gestão da Erundina, se não me falha a memória, porém, rapidamente, os recursos acabaram. E a prefeitura teve que rever os contratos. Será que a prefeitura terá dinheiro desta vez? Acho que não.
        Mas ai, você irá dizer que nos países europeus, no Japão e na Coreia não há cobradores, e lá funciona.
        Neste caso, até concordaria com você, porém, lá a cultura é outra, e há leis e fiscais e multas pesadas para quem não paga a passagem. Como nos exemplos abaixo:

        http://www.metrolisboa.pt/informacao/informacao-legal/

        http://www.multas.pt/viajar-sem-bilhete-em-transportes-publicos-da-coima-nas-financas

        Porém, no Brasil, nossa legislação dificulta a cobrança deste tipo de multas/coima para as pessoas físicas, e os poucos exemplos, exigem a presença de algum tipo de força policial ou guarda civil:

        http://extra.globo.com/noticias/rio/multa-para-quem-nao-pagar-vlt-ja-esta-valendo-usuarios-acham-valor-excessivo-20054821.html

        Será que não sai mais caro este modelo? Pois você terá que tirar um policial do serviço de segurança pública, para “cobrar” multa de passageiro. Diante do atual quadro de criminalidade no Brasil, Isto interessa? Acho que não.

        Outro fato, é que, em todos estes países, as empresa que operam o sistema, recebem pela gestão e pelas metas atingidas, não pelo passageiro transportado.
        Volta a perguntar, será que São Paulo, ou outra cidade, terão dinheiro para isto? Mais uma vez, acho que não.
        Outra questão que você pode argumentar, é que, sem o custo da mão-de-obra dos cobradores, o preço da tarifa poderia diminuir. Isto seria verdade, se a evasão não aumentasse, porém, até agora, como já expliquei, não é algo que costuma ocorrer no Brasil.
        Portanto, possivelmente, a única vantagem de adotar tais meios de pagamento, é que, haverá menos dinheiro em espécie circulando no modal rodoviário. E, a princípio, deverá haver uma diminuição do interesse dos bandidos em fazerem assaltos dentro dos ônibus.
        Porém, como já foi comentado aqui, este sistema de pagamento por celular, exige aparelhos com antenas NFC, que no Brasil, costumam ser mais caros. Neste cenário, talvez os bandidos poderiam mudar o seu foco: ao invés de assaltarem a empresa, roubariam os celulares dos clientes dos sistema de transporte.
        Portanto, não é simplesmente defender o emprego de uma categoria, mas sim, de analisar a complexidade de um sistema de transporte coletivo, e de leis e costumes brasileiros que não colaboram para a defesa dos interesses e da coisa pública.
        Abraços.

  • A ideia é valida, só que tem 2 pontos importantes que precisam ser levantados:
    1. As chances de assalto vão aumentar, não é qualquer smartphone que tem NFC, e quando tem é acima do nível intermediário;
    2. A padronização terá que ser global, com a Samsung fazendo isso será um “jeitinho” de empurrar o SEU padrão.

    • Felipe Silva

      Talvez seja possível aceitar diversos padrões ao mesmo tempo, ai diminui um pouco o problema da padronização.
      Por exemplo, aceitar Samsung pay e Apple pay ao mesmo tempo.

  • Marco Aurelio Nessker

    Meu sonho seria pagar a tarifa do ônibus pelo celular. Direto esqueço meu bilhete único em casa ou ele está sem recarga. Mas tem que ser válido para todos os modelos de cel, principalmente IOS e android

    • Felipe Silva

      Celular tem de ter NFC, a Samsung é a unica que tem incluído essa tecnologia na maioria dos celulares, as outras fabricantes somente nos top.