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Facebook demorou três horas para remover vídeo de usuário cometendo crime hediondo

Felipe Ventura Por

Há alguns anos, um executivo do Facebook previu que a rede social seria composta "na maior parte por vídeos". Acho que a empresa não esperava que vídeos extremamente problemáticos seriam um de seus destaques.

Foto por Thomas Ulrich/Pixabay

Steve Stephens, de 37 anos, é acusado de atirar aleatoriamente em um idoso e matá-lo no domingo de Páscoa. Ele enviou o vídeo do crime para o Facebook, que só decidiu removê-lo três horas depois. Cópias estão sendo compartilhadas na rede social, e uma delas acumula mais de 1,6 milhão de visualizações.

O vídeo mostra o suspeito saindo do carro e conversando rapidamente com Robert Godwin Sr., de 74 anos, na cidade de Cleveland, Ohio. A vítima é então baleada sem motivo aparente. Stephens diz que está com problemas com a namorada; ela está agora sob proteção policial.

Segundo a polícia, Stephens também postou um vídeo dele rindo sobre o assassinato, e alegando que havia matado mais de dez outras pessoas. Depois de uma busca na área, nenhuma outra vítima foi encontrada. Acredita-se que o suspeito tenha fugido de Ohio.

Relatos iniciais indicavam que Stephens havia usado o Facebook Live para transmitir o crime. No entanto, descobriu-se mais tarde que ele enviou o vídeo algum tempo depois de gravá-lo. No entanto, ele fez livestreaming em um momento do dia; e postou um vídeo dizendo que iria "matar tantas pessoas quanto pudesse"; sua conta foi encerrada pelo Facebook.

Em comunicado, a rede social diz:

Este é um crime horrível e não permitimos este tipo de conteúdo no Facebook. Nós levamos muito a sério a responsabilidade de manter as pessoas seguras no Facebook, e estamos em contato com a polícia em situações de emergência quando existirem ameaças diretas à segurança física.

O Facebook Live foi lançado para todos os usuários há um ano e já foi usado antes para transmitir atos hediondos de violência, como uma criança sendo baleada, um adolescente com necessidades especiais sendo torturado, e agressões sexuais.

Às vezes, o Facebook consegue ajudar nessas situações. Em março, a rede social detectou que um usuário estava ao vivo ameaçando se enforcar em uma cidade de Santa Catarina; a polícia local foi alertada e conseguiu impedir a tentativa de suicídio.

Com informações: TechCrunch, Ars Technica.

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