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Facebook testa interfaces cérebro-computador para digitar com a mente

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31 semanas atrás
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Grandes empresas de tecnologia costumam ter um laboratório para explorar ideias fora da caixa. É o caso do Facebook e sua divisão de pesquisa e desenvolvimento chamada Building 8, que apresentou novas interfaces cérebro-máquina durante a conferência F8. Isso inclui um projeto de digitação cerebral, e também uma forma de “ouvir” através da pele.

Foto por Asa Mathat for PopTech/Flickr

Regina Dugan

“E se você pudesse digitar diretamente a partir do seu cérebro?”, perguntou Regina Dugan, chefe do Building 8. Então, ela exibiu um vídeo demonstrando o projeto Type With Your Brain: uma paciente consegue digitar oito palavras por minuto graças a um sensor implantado por cirurgia.

Ela explica que o Facebook agora quer fazer isso sem implantes, e espera que o sistema evolua em poucos anos para digitar cem palavras por minuto. “Isso é cinco vezes mais rápido do que você pode digitar em seu smartphone”, diz Dugan.

A equipe começou a trabalhar no projeto de digitação cerebral há apenas seis meses, mas já está colaborando com diversas universidades nos EUA e com pesquisadores especializados em aprendizado de máquina para decodificar fala e linguagem.

Mesmo com esse dispositivo, você poderia controlar quais pensamentos seriam transformados em texto. O Facebook explica ao TechCrunch que “não se trata de decodificar pensamentos aleatórios, e sim de decodificar as palavras que você já decidiu compartilhar e que foram enviadas para o centro de fala do seu cérebro”.

Dugan também descreveu a ideia de um “mouse cerebral” para realidade aumentada. O Facebook está pesquisando métodos de imagem óptica que permitirão filtrar fótons balísticos (que viajam em linha reta) para enviar sinais sem fio entre seu cérebro e um computador.

Há também o projeto Hear With Your Skin. Trata-se de um método silencioso de comunicação usando o tato.

Uma braçadeira com atuadores de movimento foi capaz de transmitir um vocabulário tátil de nove palavras diferentes a uma mulher. Ela aprendeu a “sentir a forma acústica” de uma palavra em seu braço, e foi capaz de interpretar com precisão um conjunto de comandos silenciosamente enviados para ela.

Tudo isso soa bastante futurista, e é mesmo. Dugan foi contratada no ano passado para liderar o Building 8, e já foi chefe da DARPA (divisão de pesquisas do Pentágono) e da ATAP, divisão de tecnologia avançada do Google.

Claro, talvez nem todas essas ideias deem certo: a ATAP, por exemplo, tentou desenvolver um smartphone modular — o Project Ara — e não teve muito sucesso. Pode ser que a digitação cerebral ou a audição pela pele não vinguem também, mas este é um vislumbre do futuro que o Facebook está explorando.

Com informações: TechCrunch, Mashable, SlashGear. Atualizado às 18h11.

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  • Henrique Queirós

    Isso abre espaço para tantas possibilidades que chego a me arrepiar. A inclusão de deficientes e coisas do tipo, pessoas que perderam totalmente a mobilidade poderiam, por exemplo, “conversar” com seus parentes. Entre outras mil possibilidades. esse é o tipo de tecnologia que me deixa deslumbrado…

  • Marsupial radical

    Não entendi o trecho “(…) uma paciente consegue digitar oito palavras por minuto graças a um sensor implantado por cirurgia. ‘Isso é cinco vezes mais rápido do que você pode digitar em seu smartphone’, diz Dugan.”

    • Henrique Queirós

      Fiquei confuso com isso também

      • Ricardo – Vaz Lobo

        tô olhando noutras publicações que dizem “meta de 100 palavras/minuto”.

    • 안토니오

      Será que eles não quiseram dizer “oito palavras por segundo”?

      • Marsupial radical

        Palavras acho meio tenso, talvez letras…

        • 안토니오

          Faz sentido.

    • Felipe Ventura

      Uma dessas frases estava no parágrafo errado. Atualizamos o texto, valeu pelo toque!

  • Deviam estar ouvindo o disco machine head na hora.

  • Ricardo – Vaz Lobo

    Legal essa tecnologia que permite ao portador de deficiência se comunicar escolhendo o que será digitado.
    Quero ver quando tiver uma impressora na sala do patrão printando o que pensamos dele “involuntariamente”.

  • Rubens dos Santos

    Quando isso realmente evoluir para as “cem palavras por minuto” chegaremos ao ápice do sedentarismo. Tem um filme que retrata uma humanidade futurista completamente obesa kkkkkk parece que é verdade. Brincadeiras a parte, essa tecnologia pode ser benéfica em diversas formas, uma delas é para pessoas que possuem LER e acabam perdendo seus empregos, esse “device” seria uma solução cabível. Sobre os pontos negativos… só uma quarta temporada de Black Mirror poderia nos dizer. 😀

    • Henrique Queirós

      A questão é que o humano NO GERAL não pensa em 100 palavras por minuto em um diálogo;

      • Rubens dos Santos

        diz isso pro Bluehand kkkkkkkkk mesmo que n chegue a tanto, só em se tornar algo mais prático já é uma solução

        • Henrique Queirós

          kkk ele é exceção pô
          sim, quanto mais prático melhor