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Quantum Muv Up: bom para o básico

Custando R$ 999, modelo oferece bom conjunto de recursos, mas tem desempenho apenas ok.

Por
52 semanas atrás
8

Prós

  • Nada de versão antiga do Android
  • A câmera traseira é um tanto lenta, mas faz bons registros

Contras

  • Tampa traseira esquisita
  • Aparelho perde fôlego em aplicações mais exigentes

Primeiro smartphone lançado pela Quantum em 2017 — e o quinto modelo da marca —, o Muv Up chegou com a missão de oferecer bom desempenho e recursos atuais sem se distanciar da barreira dos mil reais: intermediário, o aparelho tem preço oficial de R$ 999 ou, se comprado a prazo, R$ 1.099.

Para essa faixa de preço, a configuração básica é boa. Temos aqui uma tela de 5,5 polegadas, processador MediaTek octa-core, 3 GB de RAM e 32 GB para armazenamento interno de dados. Resta saber se esse conjunto convence e, portanto, faz o dispositivo se sobressair na relação custo-benefício.

É por isso que eu usei o Quantum Muv Up como meu smartphone principal por alguns dias. Conto as minhas percepções nos próximos parágrafos.

Review em vídeo

Design

Laterais curvadas feitas de metal e cantos arredondados. Apesar de muito explorado pela indústria, esse estilo de design não é enjoativo, conseguindo dar um ar de produto bem-acabado ao Quantum Muv Up. Eu não diria que o smartphone é o mais bonito da categoria, mas também não o considero feio.

Quantum Muv Up

Mas aí chegamos à traseira. Dificilmente tenho problemas com o componente, mas a tampa (removível) que cobre a parte de traz do Muv Up é, no mínimo, estranha. Foi essa a impressão que eu tive do primeiro ao último contato com o dispositivo.

Quantum Muv Up

A tampa tem uma textura áspera e fosca que a Quantum classificou como “preto asfalto”. Sério. Para mim, olhando, a superfície lembra uma lixa. Uma lixa bem suave, mas uma lixa. Talvez fique mais fácil compreender essa textura se você pensar em um papel camurça endurecido ou desgastado.

Quantum Muv Up

De modo geral, a superfície da tampa causa estranheza ao toque. Além disso, ela meio que retém líquidos como se fosse um tecido. Se você estiver com a mão só um pouco suada, pode ter certeza que seus dedos vão marcar a superfície. E se você passar um paninho úmido ali para limpar, precisará esperar um pouco para a água secar.

Não duvido que alguém aprecie essa textura, mas para ser honesto, eu não gostei dela. Mesmo assim, tenho que reconhecer: ela dá uma aderência e tanto. Deixar o Quantum Muv Up escorregar da mão é uma tarefa deveras difícil.

Quantum Muv Up

Ao remover a tampa, dois detalhes me chamaram a atenção. O primeiro é que, apesar de o formato nano SIM já ser amplamente usado, o Muv Up tem dois slots micro SIM. O outro é a bateria: o componente não pode ser removido, mas apenas um adesivo a recobre.

O slot para microSD está lá. A Quantum não cometeu o pecado de deixá-lo integrado à entrada do SIM card, o que te obrigaria a usar um ou o outro. Você pode inserir ali cartões de até 128 GB.

Quantum Muv Up

Tela

O Quantum Muv Up é para quem curte telas grandes: como eu disse no início do review, o display do dispositivo tem 5,5 polegadas. Porém, eu fiquei um pouco decepcionado quando descobri que a resolução é de 1280×720 pixels. Não sei se você concorda comigo, mas eu acho que uma tela desse tamanho deveria ter resolução full HD.

De qualquer forma, não dá para distinguir pixels com facilidade ali. Além disso, a tela exibe cores fortes, mas sem excessos, e tem bons níveis de contraste.

Quantum Muv Up

O painel é LCD, portanto, as cores — principalmente o preto — perdem um pouco de tonalidade quando o dispositivo é visualizado a partir de ângulos variados. Já a intensidade máxima do brilho não é das mais altas, mas permite que você visualize as informações da tela em ambientes fortemente iluminados.

E se você é do tipo que prefere deixar o ajuste do brilho no automático (meu caso), saiba que o sensor de luminosidade do smartphone funciona bem: não há demora ou alterações inconsistentes.

Software

Smartphone lançado na primeira metade de 2017 tem que vir com Android 7.0 Nougat, certo? Certo. O Quantum Muv Up não só traz essa versão da plataforma como atende aos anseios de quem gosta de Android (quase) puro: não há efeitos de transição exagerados, interface excessivamente modificada e outras firulas aqui.

Também não há trial de games, antivírus pré-instalado, nem outros aplicativos de gosto duvidoso. Além dos apps tradicionais do Google, o aparelho vem como ferramentas básicas, como player de música, gerenciador de arquivos, gravador de áudio e rádio FM. A única extravagância, se é que posso usar esse termo, é o app que dá acesso à comunidade online Quantum+.

Quantum Muv Up

O resultado é um software fácil de usar e que tem comportamento consistente. Aqui, a ideia de que menos é mais faz bastante sentido.

Câmeras

A câmera traseira do Quantum Muv Up tem sensor de 13 megapixels, lente com abertura f/2,0 e flash dual LED. Trata-se de um conjunto de recursos que se adequa bem à categoria do smartphone. Mas o que a gente precisa saber é se os resultados são bons.

Quantum Muv Up

E são. Há perda de definição e ruídos até mesmo nas fotos com bastante luminosidade, mas nada que comprometa a experiência. Os níveis de cores são bons, não havendo falta ou excesso de tonalidade causada por pós-processamento exagerado.

Muitas vezes você vai ter resultados mais interessantes se utilizar o HDR, embora esse modo possa gerar mais ruídos em ambientes fechados. Dependendo das circunstâncias, as fotos podem sair mais escuras do que realmente são se o recurso não estiver ativado. Outra opção para conseguir imagens mais claras é regular os níveis de balanço de branco e exposição (para quem tem paciência) — o app de câmera dá acesso a essas configurações.

Sem HDR

Sem HDR

Com HDR

Com HDR

Sem HDR

Sem HDR

Com HDR

Com HDR

Sem HDR

Sem HDR

Com HDR

Com HDR

Sem HDR

Sem HDR

Com HDR

Com HDR (com mais ruído)

De modo geral, eu gostei dos resultados da câmera, mas um detalhe me desapontou: o tempo de focagem. Apesar de a câmera traseira ter PDAF (Phase Detection Auto Focus), recurso que faz o foco ocorrer em apenas 0,3 segundos, na prática, o componente demorou mais para fazer esse trabalho do que outros smartphones que eu testei recentemente.

Por conta disso, a maioria das fotos que tirei exigiram que eu parasse e segurasse o smartphone com firmeza por alguns segundos. Isso aconteceu mesmo com o modo HDR desativado. Quando falta iluminação, a sua concentração para não borrar as fotos é maior e, ainda assim, é bastante provável que você tenha que tentar duas ou três vezes para conseguir um resultado agradável.

Câmera frontal, em HDR

Câmera frontal, em HDR

Na frente, a câmera também tem sensor de 13 megapixels, além de flash LED. Curti os resultados. Boa coloração, perda de definição em níveis aceitáveis e um modo de embelezamento que, mesmo quando ativado, não te deixa com cara de cera.

Desempenho e bateria

Processador octa-core MediaTek MT6753 de 1,3 GHz (núcleos Cortex-A53), GPU Mali-T720MP3, 3 GB de RAM e, para armazenamento interno de dados, 32 GB de capacidade. É uma configuração boa para um smartphone mediano, mas que não faz milagres: na prática, o aparelho sofre para executar tarefas exigentes.

Redes sociais, navegadores de internet, reprodutores de mídia e outros apps do cotidiano rodam numa boa. O trabalho em multitarefa quase sempre é bem executado, mostrando que os 3 GB de RAM fazem diferença.

Quase porque vez ou outra eu notei certa letargia na resposta — às vezes o teclado demorava um tantinho a aparecer quando um campo de digitação era acionado, por exemplo. Também percebi que o aparelho frequentemente precisa de um ou dois segundos para renderizar uma foto em tela cheia.

Nos jogos mais pesados é que a situação fica complicada. Need for Speed No Limits até rodou bem, com apenas uma ligeira congelada aqui, outra ali. Mas, com Unkilled, a queda na taxa de frames foi insistente, mesmo com as configurações gráficas em nível intermediário. Só consegui matar zumbis sem sofrer deixando os gráficos no mínimo.

Pontuações no AnTuTu 6.2.7, 3DMark e Geekbench 4

Pontuações no AnTuTu 6.2.7, 3DMark e Geekbench 4

Durante a jogatina, eu prestei bastante atenção na saída de som. O alto-falante fica na parte traseira e tem níveis de volume satisfatórios. O problema é que, no volume máximo, você pode notar uma distorcida ocasional.

Ali na traseira também está o sensor de impressões digitais. Uns aprovam essa posição, outros preferem que o componente fique na frente, então nem vou ponderar essa questão. O importante é saber que o sensor funciona bem, fazendo desbloqueio rapidamente, mesmo quando o dispositivo está em standby.

Com 3.000 mAh, a bateria não impressionou, mas também não desapontou. Executei as seguintes tarefas para avaliar a autonomia: filme O Poderoso Chefão (2h57min) via Netflix e tela no brilho máximo, Need for Speed No Limits (30 minutos), Unkilled (20 minutos), navegação via Chrome (20 minutos), Deezer (meia hora) e uma chamada (5 minutos).

Após essas tarefas, a carga da bateria caiu de 100% para 41%, considerando que o tempo de ociosidade entre elas, somado, foi de aproximadamente meia hora.

Na recarga, a bateria precisou de 2h10min para ir de 10% para 100% com o carregador que acompanha o Muv Up. O modelo não é compatível com carregamento rápido.

Conclusão

Quantum Muv Up

O Quantum Muv Up tem câmeras aceitáveis, 32 GB de espaço (25,6 GB livres) e outros recursos que correspondem ao que esperamos de smartphones intermediários atuais. Mas alguns detalhes, com destaque para o desempenho, nos fazem perceber que o aparelho é indicado para quem não precisar ir muito além do básico.

A traseira esquisita (para quem tem opinião igual à minha) pode ser remediada com uma capinha ou outra tampa, eventualmente. A câmera principal apresenta alguma lentidão na focagem, mas isso só vai te atrapalhar em cenas movimentadas (o modo “Ação” nas configurações de cena pode te dar uma ajudinha com isso).

Em contrapartida, é perceptível que o hardware básico não tem muito fôlego. Se tudo o que você precisa é acessar redes sociais, enviar e receber emails, assistir a vídeos no YouTube, registrar uma ou outra foto, dá para usar o Muv Up sem passar apuros. Mas qualquer atividade mais exigente vai testar a sua paciência.

Apesar disso, considero o Quantum Muv Up um smartphone decente para a sua categoria. Mas ele é o tipo de aparelho que faz a gente, intuitivamente, dar uma boa olhada no que a concorrência tem a oferecer antes de decidir pela compra.

O review em vídeo será publicado em breve.

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Especificações técnicas

  • Bateria: 3.000 mAh;
  • Câmera: 13 megapixels (traseira) e 13 megapixels (frontal);
  • Conectividade: 3G, 4G, Wi-Fi 802.11n, GPS, Bluetooth 4.1, USB 2.0, rádio FM;
  • Dimensões: 153,3 x 76,9 x 8,9 mm;
  • GPU: Mali-T720MP3;
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 128 GB;
  • Memória interna: 32 GB;
  • Memória RAM: 3 GB;
  • Peso: 149 gramas;
  • Plataforma: Android 7.0 Nougat;
  • Processador: MediaTek MT6753 octa-core de 1,3 GHz;
  • Sensores: acelerômetro, proximidade; luminosidade, impressões digitais;
  • Tela: IPS LCD de 5,5 polegadas com resolução de 1280×720 pixels.

Notas Individuais

Design
7
Tela
8
Câmera
8
Desempenho
7
Software
10
Bateria
8
Conectividade
8