O Google continua tentando combater as notícias falsas e anunciou nesta terça-feira (25) mudanças no algoritmo de busca para evitar que páginas pouco confiáveis aparecem nos primeiros resultados. O buscador também vai permitir que os próprios usuários deem feedbacks para reportar conteúdos inesperados, imprecisos ou ofensivos.

Google + cérebro

Segundo o Google, aproximadamente 0,25% das buscas retorna conteúdo ofensivo ou claramente enganoso. Para resolver o problema, a empresa atualizou as diretrizes utilizadas pelos avaliadores com o objetivo de rebaixar páginas com “informação enganosa ou forjada, resultados ofensivos inesperados e teorias da conspiração sem fundamento”.

A mudança afeta qualquer tipo de conteúdo, não apenas notícias. Em dezembro de 2016, o Google enfrentou críticas severas ao deixar, como primeiro resultado da busca “o holocausto existiu?”, um tópico de um fórum de discussão que se propunha a reunir os melhores argumentos para afirmar que o genocídio em massa de judeus na Segunda Guerra Mundial não aconteceu. A atualização evita que isso ocorra novamente.

Além das melhorias internas, o Google lançou mecanismo de feedback para permitir que os usuários reportem conteúdo ofensivo, impreciso ou inesperado. A novidade funciona tanto no preenchimento automático quanto nos snippets em destaque — aqueles blocos que respondem à sua pergunta antes mesmo de você acessar algum link. Basta clicar em “Feedback” e enviar um comentário.

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Varg
Existe a banda sueca de industrial metal chamada Pain também. Foda isso...
Adriano
Perceba que, para muitas informações, eu dia 90% delas, existe uma linha muito tênue entre aquilo que é verdadeiro e o que é falso. Há um abismo de subjetividade quando partimos do princípio de que, tudo depende de interpretação individual, com base em uma serie de características e critérios pessoais, íntimos. Posso receber uma notícia verdadeira e por pura convicção, considerá-la falsa e vice e versa. O fato de eu não aceitar algo, pode imediatamente transformar esse algo em conteúdo falso e também vice e versa. Percebe o problema? Em última instância, sempre haverá alguém fazendo juízo de valor e decidindo sobre tudo aquilo que eu e você deveríamos decidir. Se alguém já decidiu por mim, o que é verdadeiro ou falso, então devo aceitar, pura e simplesmente? Cara, isso está errado, e mais uma vez, as pessoas estão aceitando "soluções" como agentes passivos e tudo isso, porque ser um agente ativo, dá muito trabalho, tem que tomar decisões, raciocinar, sair da zona de conforto, e posicionar na maioria dos casos, significa ir contra o pensando vigente, estabelecido e aceito como inquestionável. Nada deve substituir o seu direito de escolha. O que aconteceu com o bom senso das pessoas, à ponto delas precisarem que uma empresa, no caso o Google, que certamente, se utilizará de critérios absolutamente alheiros ao direito individual, decida o que os indivíduos devem ou não consumir? Estamos nos tornando uma sociedade incapaz de tomar decisões por conta própria, por que já aceitamos o fato de que a tecnologia está aí para isso. Deixo aqui minha reflexão sobre esse tema.
CtbaBr©

É preciso acreditar em alguma coisa, senão ficamos só derrubando tudo que se move!

A principio eu considero essa proposta positiva, se vai funcionar como proposto é uma outra historia, que só tempo mostrara!

CtbaBr
É preciso acreditar em alguma coisa, senão ficamos só derrubando tudo que se move! A principio eu considero essa proposta positiva, se vai funcionar como proposto é uma outra historia, que só tempo mostrara!
Adriano
E eu tenho certeza.
Adriano
"nós usuários iremos determinar como esse filtro atuara!" Você realmente acredita nisso?
CtbaBr©

Mas, a matéria fala em "coibir noticias falsas e conteúdo ofensivo".
Eu não consigo imaginar porque alguém iria querer ver nos primeiros resultados da busca uma noticia falsa!

De qualquer forma, pelo que eu entendi, quem ira determinar a falsidade da noticia (ou o teor ofensivo) sera "o próprio individuo", através dos feedbacks dos próprios usuários, ou seja nós usuários iremos determinar como esse filtro atuara!

CtbaBr
Mas, a matéria fala em "coibir noticias falsas e conteúdo ofensivo". Eu não consigo imaginar porque alguém iria querer ver nos primeiros resultados da busca uma noticia falsa! De qualquer forma, pelo que eu entendi, quem ira determinar a falsidade da noticia (ou o teor ofensivo) sera "o próprio individuo", através dos feedbacks dos próprios usuários, ou seja nós usuários iremos determinar como esse filtro atuara!
R0gério
Também suspeito que a coisa vá por aí.
Henrique Queirós
Sim, trabalho exige :/
Adriano
Primeiro passo pra que mesmo? Pra seleção de conteúdo? Mas isso não deveria ser uma prerrogativa de cada indivíduo? Você, teoricamente, não deveria ter o direito de optar por aquele conteúdo que deseja consumir? Estamos caminhando para uma censura da internet. Eu posso prever o resultado disso...todos lendo G1, Veja.com, Folha.com, Estadão.com e lixo similar.
Eduardo Alvim
Usa tantos PCs diferentes assim, todo dia? Ta loco, fi...
CtbaBr©

Tem muita coisa a ser melhorada, mas acho que já podemos considerar isso como um primeiro passo!

CtbaBr
Tem muita coisa a ser melhorada, mas acho que já podemos considerar isso como um primeiro passo!
Henrique Queirós
Como eu disse, uma gama melhor de opções de pesquisa seria uma boa não posso logar minha conta em todo pc que entro todos os dias :/ fica no sonho por enquanto
Exibir mais comentários