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Uma olhada no LG G6: tela ampla, visual sóbrio e preço alto

Novo topo de linha tem bons recursos, mas preço de R$ 3.999 desanima

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1 ano atrás
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LG G6

Na noite de terça-feira (25), a LG reuniu a imprensa em São Paulo para oficializar o lançamento do G6 no Brasil. Como todo topo de linha, o modelo tem hardware avançado e alguns recursos que são oferecidos como diferenciais. Mas será que o LG G6 convence? O Tecnoblog deu uma olhada de perto no aparelho para descobrir.

Em vídeo

Tela grande em um aparelho compacto

A LG chama atenção logo de cara para a tela do G6. Do tipo IPS, o componente tem 5,7 polegadas, mas esse tamanho generoso não faz o aparelho ser gigante. Ele cabe confortavelmente nas mãos ou no bolso frontal da calça, por exemplo.

Houve um bom trabalho de aproveitamento do espaço frontal do dispositivo. Além disso, a tela tem proporção 18:9 (ou 2:1, se você preferir). Isso significa que o painel é mais largo em vez de ser esticadão. Esse aspecto também contribui para dar ao LG G6 um aspecto mais compacto. É uma tendência, pelo jeito: o Galaxy S8 tem proporção quase igual, de 18,5:9.

LG G6

O tamanho não é o único atributo: a LG também destaca a resolução de 2880×1440 pixels (QHD+) e o suporte aos padrões HDR10 e Dolby Vision. Com eles, os vídeos compatíveis devem ser mais parecidos com o que vemos no mundo real, por assim dizer — há mais luminosidade, melhor relação de contraste entre áreas claras e escuras, entre outros aspectos.

Visual sóbrio

O LG G6 não é feio, mas, como eu disse no post de lançamento, ele não se destaca pela parte estética. O aparelho segue um estilo clean, com traços pouco ousados e superfícies quase retas — a tela, por exemplo, não seguiu a moda do 2,5D.

LG G6

Apesar disso, dá para notar alguma “personalidade” aqui. O LG G6 tem corpo de alumínio e acabamento em vidro na traseira, o que causa uma sensação de robustez já na primeira pegada.

No Brasil, o modelo será comercializado em duas cores: Platinum (metal) e Astro Black (preto brilhante), ficando de fora a versão branca e rosa. O vidro realmente dá uma incrementada no visual, em ambas as cores. Mas, na versão preta, as marcas de dedo ficam muito mais visíveis que na metálica, mas muito mais mesmo.

Yep, deixaram a entrada para fones de ouvido lá

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Diga “xis”

A LG abandonou o design modular que caracterizou o LG G5 (eu ouvi um “amém” aí?), mas manteve duas câmeras na traseira, assim como o leitor de impressões digitais logo abaixo. Só que, agora, esses componentes não formam “calombos”.

Sei que é questão de gosto, mas para ser sincero, eu não me dou bem com essa posição. Sou do time que prefere o sensor ali na frente (ou nas laterais, a exemplo de alguns Xperia). Mas pelo menos o sensor do LG G6 está em um ponto muito mais cômodo que no Galaxy S8.

Com relação às câmeras, os dois sensores traseiros têm 13 megapixels, mas um vem com abertura f/1,8, estabilização óptica e ângulo de 71 graus; o outro possui abertura f/2,4 e lente grande angular de 125 graus. A combinação das duas facilita o registro de fotos panorâmicas, por exemplo.

LG G6

Não dá para dizer se as câmeras são um ponto forte do LG G6 sem fazer testes cuidadosos (vamos deixar isso para o review, que pretendemos publicar o quanto antes). Porém, no pouco tempo em que brinquei com elas, notei cores fortes (mas sem excessos), níveis aceitáveis de ruído em baixa iluminação e disparo rápido.

Fiquei impressionado com a rapidez com a qual é possível alternar entre as câmeras traseiras e a frontal — na frente, há um sensor de 5 megapixels com lente grande angular de 100 graus e abertura f/2,2 (no LG G5, a câmera frontal tem abertura f/2,0 e 8 megapixels, veja só).

O que mais?

Sobre o Android 7.0 Nougat, o G6 roda a interface LG UX 6.0. Gostei dela. Fácil de usar, bem organizada (inclusive para aproveitar a proporção 18:9), efeitos de transição presentes, mas que não se parecem com truques de mágica, e alguns apps interessantes. O Google Assistant também está lá, vale dizer.

LG G6

Nos poucos testes que fiz, o desempenho me pareceu decente. O LG G6 é equipado com processador quad-core Snapdragon 821 de 2,35 GHz, GPU Adreno 530, 4 GB de RAM e bateria de 3.230 mAh. Trata-se, de fato, de um conjunto respeitável (com alguma reserva da minha parte com relação à bateria, que poderia ter mais capacidade). Mesmo assim, um chip Snapdragon 835 seria bem mais interessante aqui.

Mas o que desaponta mesmo é o preço: a LG pede oficialmente R$ 3.999 pelo G6. Por esse valor, o aparelho deveria ter pelo menos o Snapdragon 835 e oferecer 64 GB de espaço para armazenamento interno de dados — o LG G6 vendido no Brasil vem com 32 GB. Eu também esperava que, por aqui, o modelo tivesse versão dual SIM, mas é só single SIM mesmo.

Assim fica difícil brigar com o Galaxy S8, LG.

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