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Facebook vai contratar 3 mil pessoas para revisar vídeos de violência

Emerson Alecrim Por

Você já deve ter se deparado com vídeos de violência no feed de notícias do Facebook. Esse tipo de conteúdo é tão presente por lá que a empresa decidiu agir: 3 mil funcionários serão contratados nos próximos meses só para filtrar publicações inapropriadas. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (3) pelo próprio Mark Zuckerberg.

Provavelmente, a decisão tem relação com a promessa feita pelo Facebook no mês passado de apagar rapidamente vídeos violentos. Apesar de o problema ser antigo, a companhia passou a ser duramente criticada por não agir rápido contra esse tipo de conteúdo depois que um homem matou um senhor de 74 anos nos Estados Unidos e divulgou o vídeo da ação no Facebook.

Facebook

A principal crítica diz respeito ao tempo que o serviço leva para analisar um conteúdo suspeito e então executar a ação cabida. Segundo Zuckerberg, os 3 mil novos funcionários estão sendo contratados justamente para agilizar os processos de revisão. Eles se juntarão a um time global de 4,5 mil pessoas que já lidam com isso.

Zuckerberg também explicou que, além de vídeos, os revisores trabalham na remoção de todo tipo de conteúdo relacionado a outras violações dos termos de uso da rede social, como discursos de ódio e exploração infantil.

O melhor jeito de o Facebook descobrir um conteúdo inapropriado é recebendo denúncias de usuários. O problema é que, conforme explicamos aqui, o procedimento para reportar uma publicação é mais trabalhoso do que deveria ser.

Por conta disso, Zuckerberg reforçou que a rede social simplificará os meios de denúncias e enfatizou o quão importante é analisá-las com rapidez: foi graças a um alerta que, na semana passada, o Facebook conseguiu avisar as autoridades e impedir que um usuário cometesse suicídio.

Foto por Anthony Quintano/Flickr

São medidas bem-vindas, certamente, mas que podem não ser suficientes devido ao número gigantesco de usuários que a rede social possui. É por isso que, além de análise humana, o Facebook desenvolve ferramentas para filtrar conteúdo nocivo automaticamente. Mas essa também é uma tarefa complicada: os algoritmos ainda não conseguem pegar todo tipo de conteúdo proibido e, pior, podem bloquear publicações legítimas.

Apesar disso, a melhor abordagem parece ser mesmo a de combinar revisão humana com filtragem automática: o Facebook já vem fazendo isso, por exemplo, para coibir a chamada pornografia de vingança (revenge porn), outro problema sério na rede social.

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Lucas Carvalho
Mas algo que aconteceu no mês passado não necessariamente foi na semana passada.
Marcelo Ariatti
"São medidas", faltou um "S" alí.
Henrique Queirós
Ignorando o "Talvez" visto que seu comentário não agregou em nada também, agradeço a parabenização;
Rafael Garbulho
Eu mesmo já reportei alguns videos de violência e apos a demora recebi um aviso de q não feria a politica do Facebook. Cheguei a comentar q isso só mudaria se o markinho imaginasse seu filho(a) assistindo e curtindo isso. Q mundo ele iria viver... Parece q as coisas estão mudando. Vc não muda o mundo mas da sua parte q é mto importante
Matheus
E a semana passada não foi mês passado?
Marco Antonio
Eu, que por sua vez, gostei da sensibilidade como vocês levaram esses comentários inúteis. E esse é outro, talvez, mas para parabeniza-los pela postura ante os 5 comentários desnecessários, 6 talvez. um abraço.
Adriano
Não gostei das respostas além das mesmas não terem utilidade alguma.
Ramon Gonzalez
o loco! temos um representante do Facebook entre nós!
Gastal
Gostei da sua crítica à observação feita sobre o seu comentário inicial, porém venho informar que ela, mais uma vez, em nada agregou coisa alguma. Como esta minha observação também não fez.
Henrique Queirós
Não trabalho no facebook, não é minha obrigação, e sim deles. Also, gostei de sua resposta, mas não agregou em nada também.
Dayman Novaes
Gostei do seu comentário, mas não acho que ele agrega nada para a solução do problema.
Lucas Carvalho
O suicídio evitado pelo Facebook, foi semana passada? não foi mês passado não?
Henrique Queirós
Gostei da atitude, mas não acho que vai resolver