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Não, o MP3 não está “morto”

Paulo Higa Por

No último final de semana, diversos veículos de comunicação noticiaram a morte do MP3. Depois de 22 anos, o Fraunhofer Institute, que detém patentes do conhecido formato de áudio, teria declarado oficialmente que a tecnologia morreu. Só que a informação está incorreta.

A informação partiu da rádio americana NPR, que publicou na quinta-feira (11) um artigo intitulado “O MP3 está oficialmente morto, de acordo com seus criadores”. A notícia logo foi replicada por outros veículos, inclusive no Brasil, com títulos como “O MP3 está oficialmente morto”, “Criadores aposentam licenças e o MP3 está morto” e “Criadores de MP3 decretam a morte do formato”.

Headphone

Na verdade, apesar do título sensacionalista, o artigo da NPR informa que o programa de licenciamento do MP3 foi encerrado. O MP3 é um formato proprietário, portanto, as empresas que desenvolvem produtos com suporte à tecnologia, como players de áudio e equipamentos de som, tinham que pagar royalties aos detentores das licenças. Como as últimas patentes expiraram em 2017, não há mais como licenciá-las.

Isso não significa que o MP3 está morto. Pelo contrário: significa que o formato está livre de patentes e pode ser utilizado por qualquer um sem pagar royalties, como noticiamos há duas semanas. Na prática, todos poderão criar livremente produtos com suporte ao MP3 sem medo de serem processados — até hoje, muitas distribuições Linux vinham sem o codec de MP3 nativamente por questões de licenciamento, por exemplo.

Dizer que o MP3 morreu porque o programa de licenciamento acabou é como dizer que a caneta esferográfica morreu, já que a patente de sua invenção expirou em 1908.

Ok, talvez a caneta esferográfica tenha morrido sim.

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Paulo Verde

Morreu? FDC. Nunca me fez diferença alguma. CDs, DVD-A, Blu-ray, SACD, Fitas k 7, e até vinil seguem vivos. Mas , na impossibilidade de ter algo tangível, um formato lossless / tipo flac que é 'aparentemente sem perdas, até vai... Já o mp3, quebra o som original pra compactar, então fdc.

Richelmy Monteiro
Groove usa WMA, assim como os arquivos que ele baixa na memória interna quando deixa offline.
Rubens dos Santos
Quem sabe um dia o MP3 morra mesmo e seja substituido pelo ogg (vorbis)....
Fabio Alvez
Serviço de streaming nenhum vai tocar meus funk melody antigassos que eu garimpei por todos esses anos na internet! Pra falar a verdade, nunca utilizei um Spotify da vida por meia hora.
Cleber
Amigo não tenho muito tempo pra ficar de papo na neto não, mas você está se contradizendo: "Mas aí nesse caso, os próprios apps de streaming têm modo offline. O Deezer, pelo menos, deixa salvar na memória do celular"... o download é automático e reproduzido por demanda... já o serviço off-line vc pode estar dentro de um cofre de chumbo que vai funcionar. Abra sua mente amigo... assim como o mundo virtual não existe sem o real, os serviços on-line precisam de estruturas ou tecnologias físicas e perenes para funcionar. Isso é básico irmão...
Marcos Oliveira
Mas aí nesse caso, os próprios apps de streaming têm modo offline. O Deezer, pelo menos, deixa salvar na memória do celular (só não deixa vc copiar em mp3 pro computador). O que eu quero dizer é que a nossa forma de lidar com essa tecnologia mudou. Eu achava importante ter um rack repleto de CDs e uma estante com dezenas de DVDs. Hoje me basta ter acesso às músicas e filmes onde eu estiver! É uma tendência evolutiva da tecnologia, não um modismo. E como eu disse lá no início, o mp3 não vai morrer, assim como as mídias físicas! Essa semana eu assisti ao filme Moana com a minha filha, alugado do NETNow. Minha filha tem 5 anos e nunca viu (nem vai ver) uma locadora de filmes. Ao mesmo tempo, a escola de balé me mandou um DVD da apresentação dela, com a capa decorada com fotos e tal (daria pra fazer isso via Netflix???)
Cleber
Tendência? Em tecnologia não existe tendência. Existe avanços com prudência. Não existe moda na tecnologia. Um serviço não deve depender apenas da Internet. Deve existir um plano de contingência no caso de não ser a conexão ser possível. A tecnologia precisa ser possível em situações adversas. Um arquivo mp3 ou seja qual for o algoritmo de compressão e vídeo se reproduz off-line já os serviços que dependem exclusivamente de um acesso on-line, não. Foi o que quis dizer. Aliás, quando você escuta um áudio via atraem ele baixa localmente, o áudio vem em pacotes e são executados a medida que o download de cada pacote é baixado. A diferença é que não fica armazenado localmente e sim temporariamente em memória cache que depois é liberada...
Marcos Oliveira
Sim. E por isso é que ele ainda não morreu. Mas cada vez mais vale a pena usar um serviço de streaming (pago, inclusive) e até o plano de dados, do que gastar tempo baixando/convertendo/copiando MP3. Então a tendência é essa!
Cleber
O arquivo mp3 não depende de internet meu chapa... Simples assim...
O Jack Sin
Gostei da matéria esclarecendo, mas ao final, dizer que a caneta esferográfica morreu??? Falta de noção de realidade, ainda que tenha sido uma piada.
Gustavo Diniz
Hoje existem mtos sites hoje que "replicam" as notícias sem ao mesmo ler ou ouvir. Vocês do Tecnoblog estão de parabéns pelas ótimos posts desmentindo as "replicas".
junniors
Apple Music: 256kbps AAC Spotify: 320kbps OGG Google Music: 320kbps MP3 Deezer: 320kbps MP3, 1411kbps FLAC Tidal: 1411kbps FLAC, 320kbps AAC
junniors
Somente Deezer e Google Music usam MP3. As outras utilizam OGG, AAC e FLAC.
Tom
Pois é, eu prefiro acc, só baixo mp3 quando não acho m4a para baixar.
Tom
Ate que tem bastante torrent com músicas em acc eu prefiro baixar nesse pela qualidade e pelo fato das músicas já virem com as capas e com as informações tudo certo.
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