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Google anuncia Project Treble para atualizar o Android mais rápido

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23 semanas atrás
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O ritual já é clássico: o Google anuncia uma nova versão do Android e então todo mundo torce para ter o seu smartphone atualizado. Só que muitas vezes o update não vem. Nos aparelhos confirmados para a atualização, frequentemente ela só aparece depois de meses de espera. A consequência é a tal da fragmentação. Mas uma solução surge no horizonte: um programa que o Google batizou de Project Treble.

Foto por Chao-Wei Juan/Flickr

Às vezes temos a impressão de que determinado fabricante não atualiza o Android de seus smartphones por pura negligência ou simplesmente para forçar o usuário a trocar de aparelho. Isso pode mesmo ocorrer, mas o principal entrave é técnico: não dá para simplesmente colocar o Android 7.0 Nougat por cima do Android 6.0 Marshmallow, por exemplo.

Uma migração como essa tem pelo menos dois passos principais. O primeiro é de responsabilidade dos fabricantes dos chips que equipam os smartphones. Companhias como Qualcomm e MediaTek devem atualizar controladores e outros recursos para que os chips que já estão no mercado se tornem compatíveis com o novo sistema. É claro que essa atualização não é garantida para sempre: os Snapdragon 800 e 801, por exemplo, não funcionam (oficialmente) com o Nougat.

O processo atual de atualização do Android

O processo atual de update do Android

Esse trabalho leva tempo, afinal, uma atualização mal executada pode comprometer o desempenho do smartphone ou abrir brechas de segurança. Mas a fase seguinte é tão ou mais complicada: o software é repassado aos fabricantes que devem então implementar a interface, ajustar apps, otimizar o desempenho e por aí vai.

Pode ainda haver uma terceira etapa, que envolve adição de aplicativos e certificação do update por operadoras de telefonia móvel.

Como o Android é uma plataforma bastante ampla, é difícil pensar em uma solução definitiva para a morosidade dessas etapas. Mas, com o Project Treble, o problema poderá ser sensivelmente amenizado: a ideia é modularizar a arquitetura do sistema para que os fabricantes de smartphones trabalhem em suas implementações ao mesmo tempo em que companhias como Qualcomm e MediaTek cuidam da parte delas.

É uma mudança complexa, tanto que o Google afirma que esta será a maior reestruturação de baixo nível que a arquitetura do Android enfrentará. Mas faz sentido: ao separar a implementação de cada fabricante das camadas mais internas da plataforma, as empresas ganham mais liberdade para trabalhar nas partes que lhe cabem.

Como é e como será

Como é e como será

O próprio Google compara a nova proposta com a Developer API do Android. Com ela, os desenvolvedores podem criar um único aplicativo para rodar em uma infinidade de aparelhos com as mais diferentes combinações de hardware. O Project Treble vem para fazer algo parecido: haverá uma estrutura padronizada de tal forma que os fabricantes de smartphones não precisarão modificar uma grande quantidade de código quando novas versões do Android forem lançadas.

Mas haverá uma desvantagem também: o Project Treble só funcionará com os atuais aparelhos Google Pixel e com os dispositivos lançados com o futuro Android O. Mesmo assim, não deixa de ser um movimento importante.

Mais detalhes sobre a iniciativa devem ser revelados na conferência para desenvolvedores Google I/O, que começa na quarta-feira (17).

Com informações: Ars Technica

  • Anakin

    Poxa, menos um item pra ficar zuando o android =/ hahaha

  • David Diniz

    Acredito -.-

  • Trovalds

    “A partir do Android O”. Ou seja, no mínimo em 5 anos. Primeiro o projeto precisa se consolidar, os fabricantes adotarem e o mercado ter uma base instalada suficientemente grande pra surtir efeito.

  • Alessandro

    Tenho um dúvida, tenho o moto x2 com a CM14, que é Android 7.1.1, mas a matéria diz que o meu processador é incompatível.
    Como funciona isso?

    • Vanderlei Gomes Fotografia

      porque é desculpa de fabricante

      • Louis

        Exato. No momento estou usando um LG G3 com Android 7.1.2 desenvolvido pela Lineage OS e está muito melhor que qualquer ROM feita pela LG. Todos os sensores funcionam e inclusive a câmera e a tela apresentam qualidade superior a versão de fábrica do Android.

    • Leon

      Mesma dúvida aqui… Moto X2 com Snapdragon 800 rodando Android 7.1.2 https://uploads.disquscdn.com/images/0c25b197462d4e99342e5257c9c94ae75ea375cf67e7791585df71d9f9d09378.png

      • Alessandro

        A LineageOS está funcionando de boas ou tem alguma instabilidade motox2?

        • Leon

          A versão que eu estou usando aqui está BEM estável, nenhum bug perceptível até agora… Recomendo.

      • Carlos Alberto

        Provavelmente drivers genéricos. Quase tudo nas custom roms utiliza drivers genéricos pra fazer o seu hardware funcionar, excetuando aqueles em que as fabricantes disponibilizam os drivers na página de desenvolvedores.

        • Leon

          Deve ser isso mesmo… Só pode ser isso.

        • Marks William

          A Sony é uma das mais camaradas com a comunidade. Sempre disponibilizando o código do kernel de seus aparelhos.

      • Rod

        ROM alternativa não precisa passar pelo CTS

      • Luciano Lima

        Há quanto tempo você usa o X2? E a bateria do X2 aumentou a sua autonomia após a instalação do LineageOS?

        • Leon

          Mais ou menos um 1 ano e 3 meses… Sobre a autonomia da bateria, notei uma leve melhora em relação a ROM stock da Motorola, pra ser sincero, outra coisa também que contribuiu pra melhora foi o novo sistema de gerenciamento de energia do Android 7.1, se me engano o tal de “Dove”… Mas enfim, o pessoal da LineageOS está fazendo um belo trabalho, mesmo com pouco recursos… Os cara tem o meu respeito. 😉

        • Leon

          Mais ou menos um 1 ano e 3 meses… Sobre a autonomia da bateria, notei uma leve melhora em relação a ROM stock da Motorola, pra ser sincero, outra coisa também que contribuiu pra melhora foi o novo sistema de gerenciamento de energia do Android 7/7.1, se não me engano o tal de “Modo Doze”… Mas enfim, o pessoal da LineageOS está de parabéns pelo belo trabalho, mesmo com pouco recursos… Os caras tem o meu respeito. 😉
          https://uploads.disquscdn.com/images/f301a2770bcb23ee17fcb35a4c6396a7a24e716fe64f1ac180e65cf708fc7cd0.png

    • Mateus B. Cassiano

      Dispositivos Android que oferecem os serviços do Google precisam passar pelo CTS. A partir do Nougat, o CTS passou a exigir que o dispositivo ofereça suporte ao OpenGL ES 3.1 ou ao Vulkan, coisa que a Adreno 330 do Snapdragon 800/801 não tem e nem vai ter porque a Qualcomm se recusou a disponibilizar drivers atualizados pra esses SoCs.

      Se o dispositivo não passa no CTS, nada de serviços do Google (Play Store, Gmail, etc), por isso que nenhum smartphone com esses SoCs foram atualizados oficialmente (Moto X2, Xperia Z2/Z3/Z3 Compact, LG G3, Nexus 5, etc). É aí que entra as custom ROMs, seguida de um pacote do GApps…

      • abraaocaldas

        Já tentei explicar isso para esse povo, culpa é sempre da fabricante final, como se ela fizesse todos os componentes e drivers…

    • Islan Oliveira

      Por que você está usando uma ROM e os desenvolvedores dela deram um jeito de burlar o problema.

  • Enquanto isso num fórum de Android qualquer:

    “Jente, quando sair a atualisação para o meu Moto G 4º?”

    • Leon

      Androidpit é tenso… Aquilo lá virou uma mistura de Tecmundo com Tudocelular há tempos.

  • Ótima notícia.

  • Deilan Nunes

    não deixaria o SO mais “pesado” ?

  • Jefferson Rodrigues

    Mas quem dá a palavra final é a fabricante do aparelho, e não a Google. Vamos continuar na mesma.

  • André G

    A Google Play Services veio como forma de diminuir o problema da fragmentação, conseguiram, quero ver se esse treble vai ser implementado com eficiência.

  • Diego

    Não entendi direito como vai funcionar ._.

    • Yurih_Oliveira

      A fragmentação será um pouco menor portanto as fabricantes não precisarão sempre mandar atualizações para os soquetes (processador, placa, câmera), isso já vira instalado no Android. vamos ter os drivers genéricos no Android portanto vai ser um trabalho a menos para fabricante, uma coisa que você vai notar a diferença será as atualizações mensais da Google que como não tem fragmentação (será menor) isso já virar automático sem precisar passar pela fabricante.

  • Olegario Souza

    Que bom. Já que irei mesmo definitivamente ir para um Android no final do ano.
    Para quem, como eu, ficou anos esperando as promessas da MS no setor mobile (celular) sempre no “Em breve”, “No momento certo”, está de bom tamanho.
    Ao menos há bilhões de Android em centenas de marcas diferentes e até a MS está engajada em levar seus aplicativos e serviços para Android e iOS.
    A vida que segue.

  • Por que não é assim desde o começo? Coisa mais amarrada.

  • Macgyver Freitas

    Até hoje não sei pq não adoram o mesmo método de distribuição do Linux no desktop, em q o sistema atualiza sem nenhuma interferência da fabricantes, ou msm q a fabricante fizesse uma distro, não seria necessário readaptar para cada hardware