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HTC U11 é um smartphone potente e “apertável”

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22 semanas atrás
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Rumores diziam que a HTC estava preparando um smartphone “apertável”, com bordas sensíveis à pressão que ativariam recursos sem você tocar na tela. De fato, este é um dos destaques no HTC U11; confira os detalhes.

O HTC U11 traz um processador Snapdragon 835, 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento expansível por microSD. Haverá uma versão para determinados países (provavelmente a China) com 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento.

A tela LCD de 5,5 polegadas possui resolução 2560 x 1440 e vidro curvado Gorilla Glass 5. E as bordas de metal têm sensores de pressão abaixo das teclas de volume e liga/desliga.

O Edge Sense diferencia entre apertos rápidos e longos: dessa forma, você pode segurar com força para ativar a câmera, e apertar novamente para tirar uma foto sem nunca tocar na tela (enquanto usa luvas, por exemplo). O aparelho é robusto e não flexiona quando você faz isso.

O recurso é bem menos versátil do que os vazamentos prometiam, basicamente equivalendo a um botão físico. Da mesma forma que você pode pressionar o botão Bixby no Galaxy S8 para ativar o assistente da Samsung, você pode pressionar as laterais do HTC U11 para abrir o Google Assistant (ou qualquer outro atalho).

Inclusive, este aparelho virá com três assistentes. Fora o Google Assistant, ele terá a Amazon Alexa, e você também pode ativá-la com a voz. O U11 possui quatro microfones, e um deles sempre estará atento a uma palavra-chave; ao ouvir “OK Google” ou “Alexa”, os outros três microfones são ligados instantaneamente, será realizado um rápido cálculo direcional, e o microfone apontado na melhor direção ficará ativo.

Além disso, o U11 virá com o Sense Assistant da própria HTC: ele vai analisar seu dia a dia e comportamento para oferecer sugestões, como levar um guarda-chuva para o trabalho.

O aparelho tem uma nova versão do BoomSound: há um alto-falante na parte superior, e outro “escondido” na parte inferior que trabalham em conjunto para produzir um som bastante alto.

Não há a tradicional entrada de 3,5 mm, mas os fones de ouvido HTC USonic que acompanham o aparelho trazem alguns recursos bacanas. Eles se conectam via USB-C, possuem cancelamento de ruído ativo, e usam um pulso semelhante a um sonar para analisar os contornos do seu ouvido e ajustar os sons de acordo.

Na traseira de vidro, você encontrará uma câmera de 12 megapixels com lente f/1,7 e estabilização óptica de quatro eixos. O autofoco Dual-Pixel substitui o foco por laser do antecessor HTC 10.

Esta câmera é considerada a melhor do mercado no DxOMark com nota 90, à frente do Google Pixel (89) e do Galaxy S8 (88). No entanto, esse benchmark nem sempre reflete o desempenho de mundo real; portanto é melhor esperar outros comparativos.

A câmera frontal, por sua vez, tem 16 megapixels e lente grande-angular de 150 graus. A bateria de 3.000 mAh tem suporte à tecnologia Quick Charge 3.0 da Qualcomm, mas não oferece carregamento wireless. O corpo tem resistência IP67 à água e poeira. O aparelho roda Android 7.1.1 Nougat com a personalização Sense.

O HTC U11 está em pré-venda nos EUA por US$ 649 e começará a ser distribuído em junho. A fabricante não tem representação oficial no Brasil.

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  • Renato Santos

    Nada de excepcional, ao menos pra mim
    O preço tambem não ajuda em nada =

    • McFake

      Ajuda na decisão de NÃO COMPRAR.

  • Danilo Schreiner

    Não sei. Estou com a impressão que os smartphones chegaram ao seu limite natural. Cada ano é mais do mesmo, com um clock a mais aqui, uns mha de bateria a mais ali. Se não aparecer nada novo vão começar a entrar em decadência as vendas, igual aconteceu com os computadores.

    • Breno

      Concordo com vc. Celular tá meio estagnado quando se fala em inovações.

      Mas o processamento sempre vem crescendo.

      Quanto cair igual notebook, acho improvável. Acontece que muitos usuários abandonaram o notebook para usar apenas o smartphone. E hoje não existe substituto pro smartphone. O que pode acontecer ele o smartphone manter suas vendas, parar de crescer, mas cair… ainda não.

    • DumbSloth87

      Enquanto tiver gente nascendo vai ter gente comprando smartphone. Só será substituído pelo implante maroto do Black Mirror.

  • Wololo ✔

    Esse recurso de apertar não parece ser relevante.

  • Diogo Nóbrega

    É muito assistente pra pouca memória…

  • Robson

    Lembro de um artigo que li uns anos atrás falando como os aparelhos da Nokia na época pareciam desenvolvidos pelos engenheiros e como o iphone, novidade na ocasião, parecia desenvolvido por gente que pensava o design para uso real. Na comparação, foi mencionado que o n95 já possuía acelerômetro, mas que o sistema operacional simplesmente não fazia uso por não haver drivers prontos, enquanto o iphone mudava a orientação da tela automaticamente…

    Ultimamente, com exceção da Samsung, os fabricantes parecem movidos pela ansiedade de lançar alguma feature matadora, antes mesmo de avaliar e inserir esse recurso no uso do aparelho. Até a Apple tá dando a sensação de “lança primeiro e pensa depois”

    Depois da diferenciação do “toque-lento” e do “toque-longo”, eu não vejo grande utilidade em nenhuma das novas tentativas de interação por toque (pressão na tela, pressão na lateral, force qualquer coisa, etc).

    Taí os smartwatches que servem de exemplo do problema que essa pressão por lançamentos provocam

    • Quer algo mais “lança primeiro, pensa depois” que o Edge display?

      • Robson

        Esse é um bom exemplo, mas o “depois” alcançou o lançamento e a coisa toda (embora de utilidade questionável) virou diferencial de design

        Mas a lista é gigante
        – Amazon Fire com tela 3D (e se não me engano mais fabricantes embarcaram na onde 3D)
        – iPhone com tela/lente/espirito de safira
        – Camera com duas lentes (questionável mas ainda há potencial)
        – 95% dos smartwatches
        – Aqueles aparelhos mini da Samsung (abre teclado virtual e acabou 90% da tela… parabéns viu, esse não pensaram nem depois)
        – Os primeiros androids com teclado físico (que era requisito do sistema, depois passou a ser um diferencial interessante por… 5 minutos depois de ligado)
        – os modulos do LG G5, e mais da metade dos módulos do Moto Z (calma crianças, guardem paus e pedras!) em função do custo beneficio e praticidade mesmo. Poxa, módulo para funcionar como walkie talkie?!?

        e por ai vai

  • Legal… “Não há a tradicional entrada de 3,5 mm.” Não acho mais legal!