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Bitcoin ultrapassa US$ 2.000, mas perde espaço para outras criptomoedas

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48 semanas atrás
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O valor de um bitcoin atingiu mais outro recorde: a criptomoeda mais popular do mundo ultrapassou o marco de US$ 2.000 pela primeira vez. No entanto, ela vem perdendo espaço para outras moedas virtuais, que rapidamente se tornaram muito valiosas.

Foto por antana/Flickr

O bitcoin, criado pelo misterioso programador Satoshi Nakamoto, é uma moeda que independe de controle governamental e se baseia em provas criptográficas para autorizar transações. Todos podem ver a qual carteira pertence um bitcoin, mas apenas os seus proprietários podem ter acesso a esse dinheiro.

Em 2013, o bitcoin ultrapassou o marco de US$ 1.000 pela primeira vez, mas seu valor caiu desde então devido a uma série de fatores, incluindo a derrocada da MtGox, maior casa de câmbio de bitcoins na época.

No final do ano passado, a criptomoeda retornou à faixa dos US$ 1.000 em parte graças à sua regulamentação na China; até dezembro, mais de 90% das transações de câmbio envolviam yuans (a moeda chinesa).

Então, em poucos meses, o bitcoin dobrou de valor. Um fator que ajudou a impulsionar o preço é a crescente influência do Japão, onde a criptomoeda foi regulamentada: ela é considerada um método legal de pagamento desde abril.

Ao mesmo tempo, o bitcoin vem perdendo espaço para moedas alternativas: sua capitalização total de mercado representa apenas 47% do total das criptomoedas, segundo a CoinMarketCap. Por muitos anos, isso esteve acima dos 80%:

O que aconteceu? Segundo a Forbes, o bitcoin está tendo problemas à medida que se torna muito popular. No último ano, as taxas de transação aumentaram de cerca de US$ 0,11 para US$ 1,70, e o tempo para confirmar uma transação quase dobrou para 20 minutos.

Enquanto a comunidade de desenvolvedores de bitcoin não decide uma solução, as alternativas prosperam. O ripple, moeda centralizada que pretende ser um protocolo de liquidação para grandes bancos, subiu mais de 10 vezes em menos de um mês. O ethereum, projetado para funcionar como uma plataforma de computação para desenvolvedores, dobrou de valor no último mês.

Há também uma onda de novos lançamentos chamados de “oferta inicial de moedas” (fazendo um paralelo com a “oferta inicial de ações”, quando uma empresa estreia na bolsa de valores). Essas moedas têm objetivos mais específicos: por exemplo, a filecoin visa facilitar pagamentos entre computadores que precisam de mais armazenamento e computadores com espaço sobrando; enquanto os Golem Network Tokens são usados ​​para pagamentos entre computadores que precisam de poder de computação extra.

Essas ofertas iniciais de moedas são um terreno fértil para especulação. Por exemplo, a Gnosis criou uma plataforma para prever o valor futuro da moeda ethereum. Em abril, ela arrecadou fundos vendendo tokens, da mesma forma que uma empresa tradicional obtém dinheiro vendendo suas ações na bolsa de valores, e foi avaliada em US$ 300 milhões. Esses tokens aumentaram de valor desde então, e a companhia agora vale US$ 1,2 bilhão.

Segundo a CoinMarketCap, todas as criptomoedas têm atualmente um valor de mercado de US$ 80 bilhões. Isso equivale a menos de 1% das reservas de ouro no mundo, com valor estimado de US$ 8,2 trilhões. Ainda assim, o crescimento desse mercado é notável, e deve continuar: alguns estimam que o bitcoin chegará a US$ 10.000 ainda este ano.

Com informações: TechCrunch, Forbes.

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