A TIM enviou uma pesquisa a um grupo de clientes pedindo opiniões sobre uma futura oferta que permitiria assistir aos vídeos do YouTube pela internet móvel sem descontar da franquia. O TIM Turbo YouTube, como está sendo chamado, é apenas um estudo por enquanto, e nada garante que ele realmente será lançado — mas não deixa de gerar discussões.

A pesquisa, que eu também respondi, começa com questões genéricas sobre gastos com celular e depois passa a se concentrar no YouTube, perguntando quais conteúdos mais te atraem e em quais horários você mais acessa o serviço. Então, a TIM pergunta quão interessante é “uma oferta onde você paga um valor fixo para poder acessar o conteúdo do YouTube pelo seu celular sem descontar da sua franquia de internet”.

Várias possibilidades de ofertas são exibidas. Uma delas é ter 2 horas de YouTube em resolução 480p sem descontar da franquia por R$ 1,99 ou R$ 2,49. A outra é recarregar a partir de R$ 30 e ganhar streaming ilimitado entre 0h e 8h durante uma semana, também em definição padrão. O intuito é descobrir qual é a chance do cliente fazer uma recarga com o valor mínimo ou pagar pelo serviço avulso.

Curiosamente, nesse último caso, a operadora já possui uma oferta semelhante. O TIM Pré Facebook, que custa R$ 9,90 por mês, tem como principal chamariz o acesso à rede social sem descontar do pacote, mas inclui uma franquia gorda de dados justamente no período que está sendo estudado pela pesquisa do Turbo YouTube: são 15 GB para serem consumidos livremente entre 0h e 8h. É uma forma de tentar lucrar num horário em que a rede está ociosa.

Ainda assim, em todas as opções mostradas na pesquisa, a TIM ficaria atrás do que é oferecido no exterior. O plano unificado da T-Mobile, por exemplo, tem música e vídeo ilimitados (também com resolução 480p), sem restrição de tempo ou horário, e com mais opções: além do YouTube, a operadora americana libera Netflix, HBO Now, Spotify, Google Play Music e outros serviços sem descontar do plano.

No Brasil, a oferta da TIM ainda pode esbarrar na neutralidade de rede, estabelecida no Marco Civil da Internet, que proíbe a diferenciação de tráfego entre serviços — no entanto, as operadoras brasileiras há anos vêm oferecendo WhatsApp ou serviços de música, como Claro Música e TIMmusic, sem descontar da franquia, e não estão sofrendo sanções.

Procurada, a TIM confirmou ao Tecnoblog que enviou a pesquisa para um grupo aleatório de clientes, mas não informou se ou quando pretende lançar oficialmente a oferta.

Você pagaria para ter acesso ao YouTube sem descontar da franquia?

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Eustáquio Pinto Rocha
Desde que não seja tão caro
Eustáquio Pinto Rocha
O ideal é ter acesso ilimitado a todos os conteúdos sem restrições de horários por um valor fixo no pré pago ou no pós.
Lairton Gomes
me convida
Jeferson Borges
Paulo, SAC não é Redação e TIM não é tecnoblog. Fiz uma crítica construtiva, então respeite meu comentário.
Rafael
Plano TIMasturba
Rafael
Acesso grátis de madrugada? É o 'Plano TIMasturba'.
Jefferson Viana
Colocar tarifas mais baratas pra todos não quer, agora receber jaba do YouTube e inventar "promoção" aí e bom pra Tim
JN Marcos
Meu, passasse do entendimento mesmo. Tá claro no meu comentário que não sou favorável a um sistema que não exista o Estado: "Mas quanto a sua afirmação dos modelos e utopia, eu concordo. Não vejo sendo possível um mundo que seja comunista nem tampouco anarquista.", logo um livre mercado total (sem um Estado), não. Você confunde href="https://www.jusbrasil.com.br/topicos/289724/sabotagem">sabotagem, que é um crime, com regulação do mercado. Um bom senso já seria suficiente para entender que assim como homicídio, a sabotagem é uma anomalia. Uma empresa ter "direito" de sabotar a outra seria algo tão ridículo, quanto uma pessoa ter "direito" de matar outra. E se olhar bem, a sabotagem é uma ação negativa, de impedimento da ação normal do mercado. Você enxerga livre mercado como algo que as empresas podem fazer o que quiser, passar por cima de tudo e todos. Não há leis. Eu contesto isso. Não faz sentido. Há leis. E as leis tem de ser obedecidas. E a sabotagem é uma lei a meu ver que evita a desregulação do mercado, não o contrário como você quer. O que vejo que muitos liberais contestam é a grande participação do Estado em decisões que em princípio deveriam ser do mercado. Concordo em partes, porém, acho exagerado como muitos comportam como se o Estado fosse inimigo (como no caso acima, na qual o cara "defendeu" como se a empresa quisesse sabotar a outra, poderia). Assim como estadistas podem ver as empresas como inimigas. Pelo o que vi, você tem posicionamento semelhante a mim. Realmente, não estou entendendo.
Rodrigo
Meu amigo, a ideia do livre mercado é justamente não haver leis regulamentado o mercado! Meu Deus, de onde tu saiu? Como é que podes defender algo que nem conhece direito? Segundo essa teoria econômica não cabe ao estado regular porra nenhuma. Esses problemas seriam resolvidos pelo próprio mercado. Se o estado precisa intervir é porque essa teoria se mostrou impraticável e não consegue resolver seus problemas. Você até pode defender uma economia que tenha elementos de livre-mercado, mas livre-mercado puro non ecziste. Não é você que define o que é ou não livre-mercado. O que você acha pouco importa. Respondendo às suas perguntas, qualquer lei que o Estado faça que regule o mercado é interferir e já não é mais livre mercado. Simples assim. Conceitua aí qual é a definição de livre-mercado usual que você cita no começo do artigo. O problema de vocês deslumbrados é que defendem algo sem nem ao menos saber direito do que se trata. "Queremos livre mercado". Aí quando não sai a contento "nossa, essa empresa tá abusando, cadê o Estado pra quebrar esse monopólio?"
Lucas Dantas

Pessoal desapega de pacotes, de planos e de letras muidas venha pra uma nova operadora www.veek.com.br #veekcode: #vkrio

JN Marcos
Bem, falei isso quanto a definição de livre mercado usual. Não se pode dizer que uma empresa se "teve o azar" de uma outra entrar em seu caminho, utilizando de táticas sujas, seja considerado livre mercado. O que você disse tem muito a ver com o conceito de liberdade, no qual até hoje é debatido. O que é ser livre? Uns consideram fazer o que quiser. Outros já dizem que é fazer qualquer coisa que não interfira na liberdade de outrem (aí já entra o grau de interferência. O que é interferir?)... Ou seja, no comentário apenas contestei sobre, pra mim, uma falsa liberdade. "Uma empresa sabotar outra, é livre mercado?". Pra mim, nunca. Mas quanto a sua afirmação dos modelos e utopia, eu concordo. Não vejo sendo possível um mundo que seja comunista nem tampouco anarquista.
Rodrigo
Cara, o livre mercado é tão utópico quanto o comunismo. Se tem regulamentação, já não é livre. É livre, pero no mucho.
Jefferson Rodrigues
Não tenho interesse nesse pacote por ser caro para o meu perfil.
Cell
Cara corre atrás de ser Beta 10gb ou Lab. Eu não sei como funciona o diário mas esse que tenho é bão demais. Aqui na Zona Sur de SP bate 10mbps de velocidade fácil.
Guilherme Almeida
Se a Tim oferecesse instagram sem desconto já resolveria meu problema kk
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