Os serviços de streaming para filmes e séries vieram para ficar. Determinada a tirar proveito desse filão, a Apple decidiu seguir o caminho dos grandes nomes do segmento: vai apostar em conteúdo original. De acordo com o Wall Street Journal, a companhia gastará, em 2018, pelo menos US$ 1 bilhão em produções que só poderão ser encontradas em seu ecossistema.

Para quem acompanha de perto o universo da Apple, não chega a ser surpresa. Desde o início do ano passado fala-se sobre a companhia produzir uma série estrelada pelo rapper Dr. Dre. Vale lembrar que o artista é também cofundador da Beats, empresa adquirida pela Apple em 2014.

Dr. Dre

Dr. Dre

Há poucas informações sobre a produção, mas Vital Signs, possível nome da série com Dr. Dre, aparenta já estar em fase de finalização. Deve ser apenas o começo: fontes próximas à Apple disseram ao Wall Street Journal que o plano é produzir cerca de dez programas nos próximos meses com o orçamento de US$ 1 bilhão.

Se a gente levar em conta que a Netflix vai gastar US$ 7 bilhões em 2018 para enriquecer o seu acervo — metade desse dinheiro deverá ir para produções originais —, parece que a Apple está com medo de abrir a carteira. Essa sensação ganha força pelo fato de a companhia ter mais de US$ 250 bilhões no caixa.

Mas a verdade é que as situações são bem diferentes aqui. O streaming de vídeo é o principal produto da Netflix, razão pela qual a companhia precisa jogar muito dinheiro no conteúdo. A Apple, por outro lado, está buscando uma forma de incrementar o seu ecossistema — a companhia continua sendo, fundamentalmente, uma desenvolvedora de software e hardware.

Apple Music

Ir com calma, portanto, é uma boa abordagem: a Apple terá condições de avaliar as nuances do segmento e definir a melhor estratégia. Esse cuidado é necessário porque o mercado de streaming é deveras disputado, você sabe. Além da Netflix, temos Amazon Prime Video e HBO Go, só para dar alguns exemplos.

Inicialmente, o conteúdo exclusivo deverá ser disponibilizado no Apple Music, mas não está descartada a possibilidade de a empresa criar uma plataforma específica para streaming de vídeos.

Para conduzir a sua incursão nesse mercado, a Apple contratou dois executivos de peso: Jamie Erlicht e Zack Van Amburg. Ambos lideraram a Sony Pictures Television até junho e, ao longo de suas carreiras, ajudaram a emplacar produções como Swat e The Goldbergs.

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Gragas
bom se considerar que o itunes tá ai a um bom tempo,a apple music,os serviços de nuvem,a propria app store do ios e diversos aplicativos(alguns não tão bons como o apple maps),dá pra considerar que a apple já é uma excelente prestadora de serviços,apenas não é o seu ponto principal,que no caso é o hardware,caso queira ser mais específico,o iphone.
Valdinei Ferreira
É, acabaram com minha diversão no Carpool Karaoke... Por que tiveram que vender o programa para a Apple? -_-
Paulo Lyrio Cruz
Faz sentido. Os mais “cerebrados” já viram que não há necessidade da troca de aparelhos a cada novo modelo.
Paulo Lyrio Cruz
Até fazer igual a Netflix com Sense8. Cativa um monte de gente e descontinua a série no meio porque 1 bilhão foi só o começo.
Marcus Araújo
Só os vilões dessas produções usarão smartphones Android ahahahha Os "excluídos" vão usar o Windows Phone Mas olhando essa notícia, e considerando o lançamento de apps como o Apple Music, me parece que a Apple, a passos lentos, caminha também para ser uma empresa de serviços. O Google, a Microsoft, sem falar nos óbvios Spotify, Netflix etc, já ofertam serviços. Me parece que a receita da Apple gira muito em torno da venda de hardware com seus softwares exclusivos embarcados. Mas, assim como o PC/Mac e também os tablets, me parece óbvio que a venda dos smartphones também vão desacelerar, como dá indícios: hoje em dia os smartphones possuem configurações que permitem "segurar" um aparelho por mais tempo. Acho que chegaremos num ponto ótimo tal que não fará mais tanto sentido trocar de aparelho a cada ano, e a aposta que fazem para que isso não ocorra é o amadurecimento da realidade virtual (que ainda não disse a que veio para as massas, se apresentando ainda como algo mais de nicho).
vin
O problema que eu vi nos conteúdos originais Apple até agora é que eles são bem feitos demais. É tudo tão perfeito que dá um ar de artificialidade muito grande. Tomara que o expertise adquirido com as contratações dos últimos meses seja bem usado pela Apple.
Renan
O serviço é bom? Apple.
Daniel Ribeiro
Bom, o pontapé inicial disso é o comercial que o "The Rock" fez para a Apple. Propaganda com jeitão de superprodução. Quem ainda não viu, é só perguntar para a Siri "O que você e o The Rock andam fazendo?".
marcos_5000
Claro Vídeo desconta sim. Só o Claro Música que não. O pacote informa só que o Claro Vìdeo vem incluso no pacote, não que ele não será descontado.
Sanic
Virou moda.
Lucas Ribeiro
Seria ótimo se a Apple não criasse uma plataforma para vídeos e publicasse todas as sérias no Apple Music. Sim, sovino. https://uploads.disquscdn.com/images/b97578858e07b689b15ed8dca7285d916ec29ac1e704a86a65a2245bea84eb08.png
Lucas Ribeiro
Aqui dá de boa pela wifi (da net).
Weliton Junior
Claro Vídeo até onde sei não desconta da franquia.
JEFF
Vcs já perceberam que o Claro video é um tipo de propaganda enganosa? Eu tenho esse serviço incluído no meu plano e não consigo usá-lo pela rede wifi, pq ele só funciona pela internet móvel. Sendo assim, não dá para assistir nada, porque o pacote vai embora em num instante.