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Ex-CEO do Uber rebate processo e diz que sofreu um “ataque público e pessoal”

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2 anos atrás

Travis Kalanick não está mais à frente do Uber, mas ainda continua se envolvendo em problemas por lá. O mais recente é um processo por má gestão movido pela Benchmark Capital, grupo de investimentos que detém 13% das ações da companhia. Mas, para o ex-CEO, as acusações não têm fundamento: trata-se de um “ataque público e pessoal”.

Para recapitular, a Benchmark foi favorável à decisão que fez o conselho de administração do Uber passar de oito para 11 cadeiras em 2016. Pelo acordo, caberia à Kalanick escolher quem ocuparia os três novos lugares.

Travis Kalanick (Por Wikipedia)

O problema é que, de acordo com a Benchmark, o executivo ocultou informações relevantes que fariam o Uber mergulhar em escândalos nos meses seguintes, como as denúncias de assédio e o suposto roubo de segredos comerciais.

Se pelo menos parte dos problemas tivesse sido exposta aos investidores na ocasião da decisão, muito provavelmente as três cadeiras adicionais não seriam aprovadas. A não revelação sugere que Kalanick não estava atento ao que acontecia, caracterizando falha de gestão, ou simplesmente fez um movimento para evitar que o aumento de lugares no conselho fosse barrado.

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Não termina aí: a Benchmark afirma que, ao renunciar ao cargo de CEO, Kalanick prometeu por escrito passar o poder de escolha de duas das novas cadeiras ao conselho — a terceira cadeira já é ocupada por ele —, mas a promessa não foi cumprida.

A defesa de Travis Kalanick respondeu ao processo afirmando que a Benchmark “iniciou a ação como parte de seu ataque público e pessoal contra Travis Kalanick, o fundador da Uber”. Os advogados completam a argumentação dizendo que a Benchmark agiu de maneira vergonhosa ao iniciar o ataque logo após o executivo experimentar uma tragédia pessoal: a mãe de Kalanick havia falecido em um acidente de barco.

Uber - iPhone

Na época, o executivo recebeu uma proposta de carta de demissão da Benchmark, de acordo com a defesa. Kalanick teria sido avisado de que o documento deveria ser assinado nas horas seguintes, do contrário, a Benchmark iniciaria uma campanha pública contra ele.

Que lado está certo nessa história? Impossível saber, os tribunais é que vão decidir. Mas se a Benchmark Capital conseguir vencer essa disputa, muito provavelmente Kalanick terá que ceder as cadeiras, inclusive a sua, o que o faria abandonar o conselho.

Só não vai ser fácil. A defesa do executivo também alega que a Benchmark não provou as acusações. Além disso, os advogados afirmam que o tribunal de Delaware, onde o processo foi apresentado, não tem jurisdição para conduzir o caso.

Aguarde os próximos episódios.

Com informações: Recode

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