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Uber reduz prejuízo após realizar 150% mais corridas

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24/08/2017 às 09h10
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O Uber está envolvido em uma miríade de controvérsias, incluindo uma disputa judicial entre um grande investidor e seu ex-CEO. Mas esse drama não atingiu o desempenho financeiro da empresa: ela está fazendo cada vez mais corridas e reduzindo seu prejuízo.

Entre abril e junho deste ano, o Uber realizou 150% mais corridas que no mesmo período do ano anterior. Enquanto isso, a receita líquida dobrou para US$ 1,75 bilhão.

Uber

A empresa ainda não tem lucro, mas está conseguindo reduzir seus enormes prejuízos. Ela teve perdas de US$ 645 milhões no segundo trimestre, queda de 14% em relação ao ano passado.

A parte mais preocupante: as reservas financeiras do Uber caíram de US$ 7,2 bilhões para US$ 6,6 bilhões. Talvez pareça pouco, mas segundo o VentureBeat, isso significa que a empresa está queimando mais de US$ 2 bilhões por ano — se ela não conseguir ter lucros, ou se não conseguir mais investidores, isso será um problema.

Para ter lucro, há basicamente dois caminhos: reduzindo custos, ou aumentando os preços. Segundo a Reuters, para cada dólar que o Uber gasta, os usuários pagam só 41 centavos. Trata-se de um subsídio que não deve durar para sempre.

Em Hong Kong, o Uber recentemente aumentou a tarifa mínima em 80% para HK$ 40, contra o mínimo de HK$ 24 para táxis. Isso deixou a empresa menos competitiva para corridas curtas, mas ela ainda é mais barata para distâncias maiores.

E a pressão por lucros deve aumentar, já que o Uber está preparando uma estreia na bolsa de valores. A empresa está melhorando sua estrutura interna, promovendo sete executivos para posições de vice-presidência; e segue na busca por um novo CEO.

Com informações: Axios, VentureBeat.

O futuro dos apps de transporte

O Uber, que já foi visto como uma empresa inovadora e disruptiva, conseguiu se envolver em incontáveis polêmicas apenas no último semestre. Enquanto tenta se reestruturar, os concorrentes avançam. Como será o futuro desses serviços? Conversamos sobre o assunto no Tecnocast 068. Aperte o play e confira!

  • Trovalds

    A famosa estratégia do “vamos nos firmar no mercado primeiro depois a gente resolve como lucrar”.

    Só que a empresa não contava com as inúmeras trapalhadas.

    E o Uber desde sempre foi pensado pra ser uma empresa com veículos autônomos. O motorista ser remunerado é uma parte da equação que vai ser eliminada.

    • Ed

      Se conseguirem eliminar a remuneração do motorista a empresa passaria a ser (bastante) lucrativa, eu acredito. E ironicamente, hoje à empresa só é a gigante que é, graças aos motoristas…

      • Marco Antonio

        O problema é que com os carros autônomos a própria uber teria que arcar com os custos do carro e não o motorista.

    • Afonso Sateles

      Isso é discutível.
      Se a Uber dispensar os motoristas como ela faria para ter veículos a disposição?
      Seria necessário um aplicativo tipo Uber para isso?
      Será que não vai surgir algo como carona compartilhada sem a necessidade de um intermediário?
      São muitas as questões.
      Li um artigo que diz que o aumento do lucro da Uber seria de aproximadamente 5% caso adote os carros autônomos.
      Fato é que o tempo está acabando para os apps começarem a apresentar resultado positivo.

      • Jose X.

        eu nem acho que é “discutível”, acho que é besteira mesmo…carros autônomos para uso generalizado estão bem longe no horizonte, coisa pra uns 30 ou 40 anos ainda

    • Renan

      No segundo episódio, ex-motoristas do Uber se unem a taxistas para vandalizar veículos autônomos experimentais

  • Vinicius Chouzinho

    Canoa furada e muita gente pulando fora a bolha vai estourar.

  • Eu ainda não entendo como esse modelo de negócios da Uber pode dar prejuizo: os gastos são do motorista (combustível, seguro, carro) o Uber cobra um percentual das corridas, o maior gasto é com a infraestrutura dos apps, com impostos e os funcionários da gestão!

    • ochateador

      Infraestrutura para manter o aplicativo/sistema funcionando.
      Pagamento com quem implanta melhorias no sistema, pagamento de cafezinho, salários, etc.

    • Renan

      Empresas com foco na expansão acelerada gastam bastante com marketing e propaganda. Em 2016, 23% dos empregados da Uber no Brasil eram gerentes de marketing [1]. Outro fator que eleva o custo operacional é o lobby para legalizar o serviço e os processos judiciais. Advogados custam caro em qualquer lugar. No país da burocracia mais ainda.

      [1] http://s.conjur.com.br/dl/juiz-reconhece-vinculo-emprego-uber.pdf Página 29.

  • O “BURRO”!

    Modelo de negócio na se sustenta no longo prazo.
    Carros 100% autônomos ainda vão demorar pelo menos uma década para produção em massa.