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Hands-on: Moto Z2 Force é rápido, resistente e insiste na ideia de módulos

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22 semanas atrás

Parece que a Motorola está tendo algum êxito com a linha Moto Z: em um evento hoje em São Paulo, a fabricante disse que cresceu seis vezes no segmento premium de smartphones.

Desta vez, ela está apostando no mercado de smartphones acima dos R$ 2 mil com o Moto Z2 Force. Ele traz uma tela “inquebrável”, vem com especificações top de linha, e insiste na ideia de módulos. Eis as nossas primeiras impressões.

A tela Quad-HD de 5,5 polegadas tem cores mais vivas graças ao display POLED, que a torna resistente a quedas. Um funcionário da Motorola derrubou o aparelho seguidas vezes, sem grandes danos aparentes. No entanto, vale lembrar que a tela é de plástico e por isso risca fácil.

O desempenho é consistentemente rápido, graças ao processador Snapdragon 835, e é possível manter vários apps abertos com os 6 GB de RAM.

O corpo é feito de alumínio série 7000, mais resistente, e tem um visual fosco na traseira que não me agradou muito (eu prefiro a combinação de vidro e metal no Moto Z). Não há entrada tradicional para fone de ouvido, apenas a porta USB Type-C.

A câmera traseira é dupla, e aqui temos um sensor colorido e outro monocromático — ambos têm 12 megapixels. A Motorola diz que isso ajuda a melhorar o alcance dinâmico e a nitidez das fotos.

Graças ao sensor monocromático, você pode tirar fotos preto-e-branco sem aplicar filtros. O sensor duplo também permite usar efeitos de profundidade, tal como no Moto G5 Plus.

Eu testei o efeito de borrar o plano de fundo com uma pessoa na frente de assentos vermelhos no Auditório Ibirapuera, onde foi realizado o evento. A câmera reconheceu bem o plano de fundo, mas acabou desfocando a cabeça do indivíduo:

Moto Snaps

No evento, também tivemos a oportunidade de experimentar novos Moto Snaps. Um deles é o gamepad: ele se encaixa magneticamente em qualquer smartphone da linha Moto Z, e tem botões direcionais, analógicos, A/B/X/Y e mais para você controlar seus jogos.

Ele é bem comprido, então pode ser um pouco estranho jogar nele. O acessório não é dobrável, então vai ocupar algum espaço na sua mochila. Ele tem bateria própria, mais porta USB para carregamento e entrada para fone de ouvido na parte inferior.

Quando você encaixa o gamepad, o smartphone sugere que você instale o Moto Game Explorer, com sugestões de jogos compatíveis. O desenvolvedor não precisa adaptar seus jogos especificamente para o Moto Snap: se ele for compatível com joysticks, será compatível com este gamepad.

É possível controlar a interface do Android com o gamepad, mas apenas parcialmente. Você alterna entre elementos com os controles direcionais; seleciona-os com o botão A ou Y; e volta à tela anterior com o botão B. Há um botão Home no canto inferior esquerdo. Nem todo app tem suporte a esses controles, no entanto.

O outro destaque é a câmera de 360 graus. Trata-se de uma capa que se encaixa magneticamente a dispositivos da linha Moto Z, com as duas lentes sobressaindo na parte superior.

Neste Moto Snap, o logotipo da Motorola é um botão físico que você pressiona para tirar fotos. O app da câmera já precisa estar aberto, no entanto. Ele pode tirar fotos e gravar vídeos em 360 graus, e também capturar imagens de ângulo ultra-amplo.

Para ser sincero, a ideia de módulos ainda não me convence. Por que comprar uma câmera de 360 graus que só pode ser usada com uma marca de smartphone? Por que comprar um gamepad enorme para celular, quando você pode usar um controle Bluetooth que serve para seu console? Eu só consigo entender o Snap de bateria (inclusive tenho um), que compensa os poucos 2.730 mAh no Z2 Force.

O Moto Z2 Force custa R$ 2.999 sem módulos, e vem apenas na cor preto ônix. O Moto GamePad e o Moto 360 Camera chegarão ao Brasil no final de setembro, ainda sem preço definido.

O país também vai receber Style Shells com estilos diferentes, como na foto abaixo. Segundo a Motorola, mais de 50% de usuários da linha Moto Z no Brasil possuem pelo menos um Moto Snap.

  • JoseRenan

    Essa última foto fez doer meu coração..

  • Júlio Cézar Matos

    Eu me amarro na ideia dos Snaps. Um Moto Z Play será meu próximo smartphone.

  • Arlindo Pereira

    Tenho vontade de comprar um celular da linha Moto Z (certamente não o Z2 Force, pelo preço) com o snap de controle. Controles bluetooth são interessantes na teoria mas ruins na prática: há o problemas de lag e conexão intermitente em joysticks como os da iPega. Testei 3 iPega diferentes e o processo de utilização é chato, é preciso parear em modos diferentes etc. Usar controles como o do PS3 com suporte plástico é igualmente ruim.

    Este seria similar aos controles MFI da série iPhone, parecendo bastante com o Logitech PowerShell Controller para iPhone 5/5C/5S/SE.

    https://cnet2.cbsistatic.com/img/DnomreiPE7dKt4GlUqznfpjPrcc=/770×433/2014/01/14/7748ae36-84b8-11e3-beb9-14feb5ca9861/Logitech_G_Powershell_35832650_01.jpg

    • evefavretto

      Segredinho: controle USB (ou o dongle de um sem fio não-Bluetooth) funciona por USB OTG). Não é bonito e não tão elegante, mas funciona.

    • Caio Soares

      Cara eu uso hj um Dobe Ti 582 e não tem latência. Antes eu tinha um ipega 9017 e era uma bosta. Se usasse o controle e mais alguma outra coisa via Bluetooth ao mesmo tempo já tinha atraso, coisa que não acontece com o Dobe.

  • Como assim?

    Cadê o vídeo?

  • Rodrigo Moralles

    Poxa, depois do lançamento do S8 qualquer smartphone que eu vejo com esses espaços pouco aproveitados nas partes superior e inferior me passa uma impressão de tecnologia ultrapassada =(

  • nanz0

    Amo a ideia dos moto snaps, porém são caríssimos, um módulo de som ou bateria não sai por menos de 500 reais, o que era pra ser no máximo uns 200 na minha opinião, quando a tecnologia se difundir melhor, quem sabe os preços não caem…

    • Renan Dias Serrou

      Concordo, preço eh um problema, e ainda mais se considerar que pra cada snap existe uma solução às vezes até mais prática e resolve o problema. Vide o snap de som, vc consegue uma caixinha Bluetooth da JBL pela metade do preço e ainda não tem o inconveniente de ter que deixar o celular na mesa junto da Caixa.

  • evefavretto

    Esses novos Style Shells são os com Qi e PMA? Se forem, sou capaz de comprar um pro meu Z Play pra deixar ele dormindo em cima de noite

  • O “BURRO”!

    Ainda não é dessa vez que comprarei um smartphone acima de 1000 reais.
    Talvez quando tiverem a capacidade de proporcionar algo novo.

    Gostaria de fazer uma pergunta aos nobres colegas que compraram um smartphone top de linha:

    O que mudou na vida de vocês após a compra?

    • Lucas gonsaga

      Virei um guardião da Galaxia…DAnnnnnnnnnnnnnn

    • Tom

      Sempre usei hi-end esse ano comprei um mid-end, Nao sinto falta de nada.

      • O “BURRO”!

        Ok Tom.Mas o que eu quero saber é se quando tinha um top de linha,você:
        1ª) pegava mais mulheres;
        2ª) conseguiu alguma promoção no trabalho;
        3ª) vivia cheio de amigos;
        4ª) tinha mais saúde;
        5ª) todas as alternativas acima.

        Existe algo que justifique a pessoa ficar 3/4 mil mais pobre para ostentar um top de linha?

        • Tom

          Na época que comprei meu último top de linha paguei uma 1800 reais pois o dólar era 2 por 1, não não fiz nada dessas coisas acima pois era um Sony que não é ostentação como o iPhone, naquela época os tops tinham Maior diferença dos mid end, camera de 13 megapixels, filmava Full-hd, nfc, tela Full HD, 2 giga de ram, coisas que o os mid end naquela época não tinham, hoje sim tudo que um hi end faz um mid tambem faz.

  • Anayran Pinheiro

    O dia que lançarem um motosnap que possua mais bateria e entrada P2 por um preço decente ou um armazenamento externo mais algum bônus útil, aí sim podemos dizer que a ideia vai vingar.

  • Edson Laerte Ev

    Parece que a Motorola está tendo algum êxito……kkkkkkkk….a Motorola ou Moto está deixando muitas marcas comendo poeira ou, será que criador desta matéria esqueceu que por traz destes smartphones está a gigante Lenovo.