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É o fim da linha para a Juicero, máquina “inteligente” de US$ 400 que extrai suco

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2 anos atrás

Nós falamos por aqui sobre a Juicero, máquina que espreme pacotes de polpa fresca para fazer suco. Ela tem algumas complicações desnecessárias — lê um QR code na embalagem e conecta-se à internet para ver se os ingredientes estão frescos — e pior: é possível espremer o pacote com as próprias mãos.

A Juicero recebeu US$ 120 milhões de investidores no Vale do Silício, incluindo KPCB e GV (antes Google Ventures). Era uma solução em busca de um problema, e claro que não deu certo: a empresa avisou na sexta-feira que não vai mais produzir a máquina, nem os pacotes para suco.

“Após vender mais de um milhão de Produce Packs, precisamos avisar a vocês que vamos suspender imediatamente a venda da Juicero Press e dos Produce Packs”, diz a empresa em comunicado. Quem comprou a máquina poderá solicitar reembolso nos próximos 90 dias.

Ela diz que, nos últimos meses, se dedicou a reduzir o preço da máquina e dos pacotes, “identificando formas de obter, fabricar e distribuir a um custo menor”. A conclusão: isso requer uma infraestrutura que ela não consegue alcançar por conta própria — por isso, a empresa está à venda para “quem possa levar adiante a missão da Juicero”.

Os Produce Packs eram extremamente caros, custando de US$ 5 a US$ 8 (R$ 15 a R$ 25) para um copo de suco. A máquina em si foi lançada por US$ 700, mas o preço caiu para US$ 400 e a empresa tinha o objetivo de chegar a US$ 200 — o que ainda é muito caro, dado que é possível espremer os pacotes com a mão:

Ainda mais irritante era o fato de que a Juicero tem basicamente um sistema de DRM, exigindo conexão constante à internet para funcionar, e para checar se o pacote de suco é original e não está vencido. Como a empresa interrompeu as atividades, as máquinas deixarão de funcionar.

O fundador Doug Evans disse anteriormente que queria popularizar a Juicero tal como a Apple popularizou computadores pessoais — um Steve Jobs das prensas para suco. Infelizmente, o sonho não vingou.

Com informações: Juicero, Fortune.

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