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Huawei Kirin 970 é um processador móvel preparado para inteligência artificial

O novo chip equipará o futuro Huawei Mate 10

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2 anos atrás

A Huawei quer ser tão grande quanto Apple e Samsung no segmento móvel. Pelo menos é isso o que a gente pode pensar da participação da companhia na feira IFA 2017, em Berlim. Não estamos falando de um smartphone novo (ainda não), mas de algo que indica quão avançados os aparelhos da marca poderão ser: no evento, a Huawei apresentou o Kirin 970, chip especialmente preparado para lidar com tarefas de inteligência artificial.

Kirin 970

Será que a Huawei está planejando criar algo similar à Siri ou ao Bixby? Aparentemente, não, mas o Kirin 970 promete tantos atributos que pode chegar perto disso ou até trabalhar com assistentes de voz já disponíveis, o que não é nada improvável: o Huawei Mate 9, por exemplo, foi um dos primeiros smartphones a ter compatibilidade com a Alexa, assistente da Amazon.

Quais atributos são esses? Em primeiro lugar, a gente precisa saber que o Kirin 970 é um processador octa-core de 2,4 GHz complementado por uma GPU de 12 núcleos (Mali G72MP12). Tal como o Snapdragon 835, que equipa o Galaxy Note 8 (dependendo do país) e o LG V30, por exemplo, a novidade da Huawei tem tecnologia de fabricação de 10 nanômetros.

Esse é um chip pequeno, mas poderoso, portanto. A Huawei fala que o Kirin 970 conta com 5,5 bilhões de transistores em uma área de apenas 1 cm². Com todos esses números, o chip é capaz de processar mais de 2 mil imagens por minuto sem exagerar no consumo de energia, explica a companhia.

Richard Yu, CEO da Huawei

Richard Yu, CEO da Huawei

Mas o que mais nos interessa aqui é a NPU (Neural Processing Unit). Graças a ela, os smartphones equipados com o Kirin 970 serão “mais conscientes” do perfil de uso da pessoa, de forma a oferecer recursos personalizados em tempo hábil.

Em outras palavras, o Kirin 970 promete ser mais ágil em atividades associadas à inteligência artificial, como reconhecimento de imagens, tradução em tempo real, realidade aumentada, interpretação (contextualizada) de comandos de voz e assim por diante.

Obviamente, parte desses recursos depende de comunicação constante com as nuvens. Com o Kirin 970, essa relação continuará existindo, mas a ideia é permitir que o próprio smartphone execute nativamente determinadas atividades complexas com base nos dados que possui (oriundos dos sensores e das câmeras, por exemplo) para agilizar tudo.

É um processo longo, mas a Huawei está otimista. A companhia já confirmou que o Kirin 970 equipará o Mate 10: a ser anunciado no dia 16 de outubro, o smartphone vem para ser o mais novo topo de linha da marca.

Com informações: ZDNet

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