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Easy não terá mais transporte por carros particulares no Brasil

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12/09/2017 às 10h59
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No ano passado, o Brasil recebeu uma série de concorrentes ao UberX. Um deles era o EasyGo, oferecendo um serviço de motorista particular com tarifas competitivas. Ele será encerrado na próxima segunda-feira (18).

A Easy confirmou a mudança à revista Exame; e já avisou os motoristas por e-mail. Ela está consolidando suas operações com a Cabify, após ser adquirida em junho por R$ 500 milhões.

Como a Cabify tem maior presença entre serviços de motorista particular, e o EasyGo nunca fez muito sucesso, ele vai acabar. Daqui para a frente, a Easy (antes Easy Taxi) vai se concentrar em seu foco original — os taxistas.

No Uruguai, a situação é inversa: a Cabify deixará de atuar no país em outubro, dando mais espaço para a Easy, que é mais forte por lá.

As opções de transporte sob demanda, via aplicativo, estão diminuindo no Brasil. No ano passado, fizemos um comparativo entre Uber, Cabify, WillGo, Televo e EasyGo; desses, praticamente apenas dois continuam operando.

O Televo era uma alternativa brasileira ao Uber, mas encerrou silenciosamente suas operações: o app para Android não está mais disponível na Play Store; o site televo.me e a página oficial no Facebook não existem mais; e os perfis no Twitter e Instagram não são atualizados desde outubro de 2016.

O WillGo estreou no ano passado com preços baixos e sem tarifa dinâmica. Ele ainda existe, mas cobra uma taxa fixa dos motoristas — isso acabou restringindo seu crescimento.

Atualmente, o transporte sob demanda é uma disputa entre o Uber, que planeja investir R$ 200 milhões no Brasil; a Cabify, que vai investir US$ 200 milhões para se expandir no país; e a 99 (antes 99Taxis), que recebeu US$ 200 milhões em investimentos este ano.

Com informações: Exame.

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  • Saulo Benigno

    Alguém aqui chegou a usar o Easy Go? O que acharam?

    • Dentro da média. E tinha umas promoções boas, até.

    • raphaela1

      Um lixo de serviço, usei durante o trial do Club Easy e era comum esperar cerca de 20min. cada carro, isso quando não tinha ninguem por perto(o que era mais comum) ou cancelavam a corrida. Isso mais queimou a imagem da Easy do que ajudou

  • Nenhuma menção ao 99?

  • Paçaro

    Uso direto esses serviços.

    Uber decaiu em relação à qualidade dos carros e nunca tem promoção.
    Cabify tem carros excelentes, às vezes de Duster pra cima, e direto tem promoção em Curitiba (às vezes até de 50% pra mais), e agora já tá tão rápido quanto o Uber pra achar carro.
    Ontem o 99POP começou aqui mas ainda não usei. Pelo que vi, já tem boas promoções e uma quantidade considerável de motoristas.

    Agora esses outros aí, eu nunca ouvi falar. Esse Easy Go até onde sei nem tinha em Curitiba.

    • Tenho usado Cabify e 99POP com mais frequência em São Paulo (4x+ por semana). Pela minha experiência, o 99POP tem motoristas e carros no nível do uberX (já peguei vários Celta e Uno, mas tudo bem, porque normalmente faço um trajeto curto e estou sozinho). Só que vários motoristas do 99 também trabalham para a Cabify, que tem um padrão melhor. Então depende da sorte.

      • felipecn

        O Cabify costumava ser o mais exigente com motoristas, e até operava só numa pequena área de SP.
        Mas depois da compra do Easy comecei a notar uma queda na qualidade do serviço… Matarem o EasyGo para incorporar ao Cabify explica bastante isso.

        É uma pena, é o serviço que eu sabia que nem sempre estaria disponível mas que tinha uma qualidade garantida.

        • Ligeiro

          Por gentileza pode definir o que seria qualidade aqui? Tipo, é o veículo, a apresentação do motorista? 🙂

          • felipecn

            Mais sobre o andamento da corrida em si – coisas básicas como saber seguir o Waze (acredito, já vi motoristas com problema nisso) ou mesmo ter uma noção boa da cidade e não precisar de muitas direções.

            Ou até mesmo um índice bem menor do “golpe” de aceitar a corrida e ficar vários minutos enrolando pra sair (ou nunca sair) que tem sido bem comum nesses apps.

            Eu sentia que o Cabify tinha mais gente que já tinha experiência como motorista particular, tal qual o Uber no começo. E as restrições deles podiam manter isso, ao contrário do concorrente.
            Não acho ruim gente “se aventurando” como motorista, e é até bom por ter mais disponibilidade de carros. Se souber seguir o Waze, está tudo bem. Mas é bom ter as duas opções.

          • Ou até mesmo um índice bem menor do “golpe” de aceitar a corrida e ficar vários minutos enrolando pra sair (ou nunca sair) que tem sido bem comum nesses apps.

            Pelo que percebi, quando o motorista faz isso, o 99POP automaticamente direciona a corrida para outro. Acaba inibindo essa prática.

            No Cabify não (isso já aconteceu duas vezes). Mas quando isso ocorre, eu deixo o app do motorista que acha que é esperto travado e peço por outro app.

    • Emanuel Schott

      Aqui só temos o velho taxi. Mas é loteria. Se chamar um, pode vir um Mille 2003 ou um Corolla 0 Km. Não tem padrão nenhum.

  • Moro no interior e aqui não tem nenhum desses serviços. Claro que a realidade é outra, mas penso que esses aplicativos são essenciais pra diminuir um pouco do caótico trânsito das cidades e eliminar a necessidade de ter carro particular em alguns casos. Tomara que se expandem para cada vez mais lugares.

    • Ligeiro

      É a questão da demanda. Se onde você mora não há uma demanda representativa, não adianta – não vai haver gente para nem pensar em investir em criar uma empresa para isso. Aí fica tudo na mão do “sistema comum” (táxi e transporte público).

      Lembrando que há cidades que são bem mais rigorosas quanto a isso.

  • Mickey Sigrist

    Menos concorrência nunca é algo bom.

    • Ligeiro

      Mas para justamente o pessoal entender que transporte é algo que não é aquela coisa que “trabalha com concorrência”. Se fosse assim, toda cidade teria gente “disputando a tapa” pessoas para serem transportadas.

      Transporte trabalha com demandas e mobilidade de pessoas em um lugar. Não é algo lucrativo de cara. Vide que a maioria dos serviços de trens é estatal ou tem mão estatal.

      Neste caso, não é que “menos concorrência” é ruim. Só está mostrando a realidade, que muitos não caíram a ficha.

    • Emanuel Schott

      Impedir a concorrência não é algo bom. Você por exemplo não deve sentir falta de um buscador pra concorrer com o Google né? Não há concorrente forte para ele, mas nada impede de surgir um. Por isso a qualidade dele não cai.

  • David Matheus

    Engraçado é que em Goiânia eu peço EasyTaxi e pelo menos duas vezes veio um carro comum.

    De todos, pelo menos de segunda a sexta o que sai mais barato é ele com a promoção do Visa Checkout.

  • raphaela1

    Horrivel a minha experiência com o Easy Go, usei durante o trial do Club Easy e era comum esperar cerca de 20min cada carro na região da Av. Paulista e Zona Norte de SP, isso quando ninguem aceitava a corrida(o que era mais comum) ou cancelavam a corrida. Isso mais queimou a imagem da Easy do que ajudou

  • Ligeiro

    Esse é o mercado como ele realmente é. O pessoal clama por concorrência, mas ignora que as concorrências são canibais.

    • Paçaro

      Normal. Melhor concorrência surgindo e desaparecendo porque tem coisa melhor do que concorrência nenhuma, como quando só tinha taxi.

      • Ligeiro

        E no dia que não tiver mais serviço nenhum por falta de regulamentação, como fará?

        • Emanuel Schott

          Regulamentação é o que faz diminuir a oferta de serviços.

          • Ligeiro

            Na verdade ela adéqua a oferta e a demanda conforme as condições.

            Não dá para sair ofertando em excesso com baixa demanda. Os preços abaixam e a qualidade abaixa junto.

            No caso de transportes, o ponto de equilíbrio é a oferta adequada a demanda conforme a necessidade da sociedade.

            Vide: São Paulo tem problemas com sua infraestrutura de transporte pois até hoje é um dilema ofertar serviços com alguma qualidade e intervalos baixos, sendo que a população faz mais uso do serviço de forma “pendular” – o velho movimento casa – trabalho.

            Os serviços de motorista particular (ou melhor, de fretamento eletrônico) atendem de forma mais diversa, mas ao mesmo tempo gera o dilema de que como muitas pessoas fazem uso de forma mais exclusiva e individual, um excesso destes veículos gere um congestionamento, que gera atraso para outros como este. Isso explica porque táxis são regulamentados a operar em um limite de número de veículos e porque a cidade limitou também o número de veículos de fretamento eletrônico.

            Sem regulamentação, os serviços ficam sem uma linha base de onde pode trabalhar e ganhar. E também não são criados mecanismos de substituição ou reorganização em casos necessários.

    • Renan

      O que teve de canibal nessa concorrência?

      • Ligeiro

        Dumping, concorrência desleal, atitudes vis (os aplicativos de investigação do Uber por exemplo).

    • Emanuel Schott

      Mas isso é normal. Significa que algumas não conseguem se sobressair, seja por qualidade, preço ou por qualquer outra coisa. Quem não se adapta tem que pular fora mesmo.

      • Ligeiro

        O problema no caso do Uber e similares é que depende de um fator extra – seu colaborador.

        Conversei com amigos tempos atrás e muitos já reclamaram do Uber e suas condições de trabalho. Só poucos que conheço que ainda estão no Uber. Outros (inclusive ex-taxistas) migraram para serviços como Cabify e outras.

        Em uma época onde a gente vê a marca como uma entidade, um ser, acabamos depositando nela – e não no seu colaborador – a responsabilidade do serviço.

    • PAULÃO 2017

      tem motorista da Uber que diz que ganha 300 reais livres por dia, outros que ficam no prejuizo, acabam com o carro e não ganham nada. Vai saber???

      • Ligeiro

        Mas é isso que a galerinha tem que entender.

        É que tou com preguiça, mas um exemplo é pegar as histórias sobre a origem dos táxis: se voltar lá para mais de 100 anos atrás, quando os automóveis começaram a se popularizar, havia algo parecido com o que o Uber é hoje: pessoas que aproveitavam seus novos veículos para oferecer serviços de transporte. Tal como na época cavaleiros e charreteiros faziam.

        Em um resumo: lembrando que na época da revolução industrial e da produção em massa, automóveis começaram a se popularizar rapidamente. Mais pessoas tinham automóveis, mais pessoas congestionavam as antigas vias feitas para cavaleiros, e também por consequência, tiravam o mercado dos charreteiros.

        Ao mesmo tempo, a concorrência se acirrava: sem uma regulação, qualquer um poderia “ofertar um frete” e ganhar dinheiro, não importa o valor, muitas vezes sendo este valor bem inferior ao que a pessoa precisa para ao menos fazer a manutenção e abastecimento do próprio veículo.

        Em um dado momento, os preços estavam tão baixos que quem realmente trabalhava como motorista se irritava com a então “concorrência”. Se organizaram, buscaram meios de melhorar seus serviços e mensurar melhor isso (gerando o taxímetro) e após ações políticas (e também os políticos verem o caos do transporte), o resultado foi a regulação do serviço de transporte particular, gerando os táxis.

        O Uber chega em um vácuo onde os táxis tem problemas devido aos excessos de regulações e movimentos políticos internos que travam suas melhorias (a adoção de tecnologias como Easy e 99 demoraram e ainda houve muita relutância). Soma-se a agressividade de ações no mercado, e a propagandas que tentavam conquistar os outros com promessas de ganhos rápidos e fáceis, e vemos o resultado em seu comentário.

        Há pessoas que eram táxistas de frota, que pagavam no mínimo 200 reais por dia para rodar com seu carro nas ruas para tentar ganhar pelo menos 100 reais a mais. Estes são os exemplos de pessoas que foram para o Uber (e similares) e ganham os 300 – pela experiência e dedicação, sabem como se comportar, conduzir e trabalhar. Ganham boas pontuações e recompensas. Lembrando também que Uber tem mecanismos internos para outros tipos de recompensa, como indicação de novos profissionais por exemplo (tal como o pessoal de “marketing multinível faz”).

        Quem acaba no prejuízo, em uma generalização burra, geralmente são pessoas que viram no Uber uma forma de lucro rápido (tal como ancap comprando Bitcoin por causa de anúncios nos comentários e perde 100 reais logo de cara com o anúncio de “caça as bruxas” na China). Há também bons profissionais que também ficam no prejuízo, depende das condições. O Uber (não sei outras empresas) acaba tratando o sistema como um jogo onde as pessoas ganham dependendo da “caçada” que faz ao então futuro passageiro. Regiões mais densas e que há uma demanda são como pescaria de peixes para estes.

        Existe matérias que falam por exemplo de pessoas que ficavam em uma região próxima ao Aeroporto para esperar passageiros que pagam viagens longas. Não duvide que isso ocorra em eventos e outras situações onde há uma alta demanda de pessoas.

  • leoleonardo85

    Não vejo ninguém falando da 99, cada vez mais pessoas falam do Cabify e o Uber todo mundo fala, mas muita gente critica.

    • Renan™

      99, em minha concepção, tem se mostrado muito melhor que o UBER. Os preços não apenas são melhores, como também os motoristas são infinitamente menos sacanas que os do UBER que vivem fazendo de tudo para você cancelar a corrida para eles ganharem a taxa de R$ 7,00. Também não tem o alto número de “troca-troca” de motoristas no app.

  • Diego

    Agora ta explicado porque a 99 manda SPAM TODO DIA, via SMS. Tem que torrar USD200 milhõeszinhos.

  • Richardson

    Eu estou quase largando o Uber por conta dos preços ridículos que estão sendo ofertados atualmente.

    Um trajeto que sempre fiz duplicou, às vezes é até o triplo do valor sem motivo algum, quer dizer, há manipulação da frota disponível pelos próprios motoristas o que afeta a fórmula de cálculo, mas também houve a alteração na tarifa por ela. Se ameaçar chover então acham que podem multiplicar por um fator maluco deles.
    Estão dando tiro nos pés e nas mãos, tanto empresa quanto motoristas.
    Do jeito que está vou tentar utilizar o 99 mesmo.

    O problema do Táxi não é nem o preço – às vezes, nos casos do Uber caro eu podia ter pedido um Táxi, mas só de lembrar da qualidade do serviço péssima, de quando te deixam na mão constantemente (preferem uma arriscar esperar uma corrida longa do que uma mais curta não aparecendo quando combinado) e ainda tratar a gente como se estivesse fazendo um favor, sendo que estão prestando um serviço pago.