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União Europeia ocultou estudo que mostra que a pirataria não reduz vendas legais

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18 semanas atrás
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Encomende um estudo. Pague caro por ele. Receba o resultado. A conclusão é diferente do esperado. Melhor jogar tudo para debaixo do tapete, então. Nenhum órgão sério faria isso, certo? Mas a Comissão Europeia fez: a entidade pagou € 360 mil por um estudo que concluiu que a pirataria não prejudica as vendas de músicas, filmes, livros, entre outros materiais protegidos por direitos autorais, e resolveu esconder tudo.

O estudo foi encomendado no início de 2014 e realizado pela Ecorys, empresa de consultoria e pesquisa baseada na Holanda. O objetivo era justamente o de mensurar o impacto da pirataria online sobre as vendas de materiais com copyright. Mais de 30 mil pessoas em países como Alemanha, França e Reino Unido foram entrevistadas para o estudo.

Bandeira pirata (Por Public Domain Pictures)

Em um documento com 307 páginas (PDF) entregue pouco mais de um ano depois, a Ecorys detalhou com riqueza de detalhes todas as nuances da pesquisa e concluiu: “os resultados não mostram evidências estatísticas sobre queda nas vendas por conta das infrações online de copyright”.

Tem mais: o estudo ainda sugere que a pirataria pode, na verdade, estimular as vendas de jogos por meio de downloads e o streaming legal de vídeos. A pesquisa constatou que apenas a indústria do cinema é impactada negativamente: de cada dez filmes obtidos ilegalmente, apenas quatro resultam na compra de cópias legais.

Essa exceção tem explicação: a Ecorys constatou que os preços de filmes são cerca de 80% mais caros do que os valores que os consumidores estão dispostos a pagar. Com relação a músicas, livros e jogos, os preços (na Europa) correspondem aos valores que os cidadãos consideram adequado.

Chama atenção a constatação de que a indústria de games é bastante beneficiada pela pirataria: muitas pessoas começam pirateando um jogo, gostam dele e, depois, compram versões originais ou conteúdo adicional para aproveitá-lo melhor.

Um estudo amplo como esse é interessante porque pode ajudar toda a indústria do entretenimento a moldar as suas estratégias para não só coibir a pirataria, como também vender mais. De modo geral, a pirataria é efeito da falta de disponibilidade, seja por dificuldade de acesso a determinado conteúdo (um filme que não está disponível em nenhuma plataforma, por exemplo), seja por conta dos preços elevados.

Se é assim, por que o estudo ficou tanto tempo escondido? É uma pergunta que segue sem resposta oficial. O assunto só veio à tona porque Julia Reda, representante do Partido Pirata no Parlamento Europeu, usou o princípio do acesso à informação para analisar o documento e publicá-lo integralmente.

De acordo com a European Digital Rights, grupo que defende os direitos dos usuários na internet, o documento foi ocultado deliberadamente pela Comissão Europeia. Como se não bastasse, a entidade divulgou, no ano passado, um relatório que descreve apenas os efeitos negativos sobre a indústria cinematográfica apontados pelo estudo da Ecorys.

Como não há, pelo menos até o momento, posicionamento oficial sobre o assunto, é de se presumir que a União Europeia não quis confrontar os líderes da indústria do entretenimento ou temeu que a divulgação do estudo sugerisse um enfraquecimento da entidade no combate à pirataria digital.

Com informações: TorrentFreak

  • Henrique Seraph

    Esperando os falsos moralistas chegarem dizendo que pirataria é tudo de ruim etc etc etc.

    • Henrique Seraph

      chegaram

  • Humberto Machado

    Pirataria é crime! Não saqueie navios!

    • Henrique Seraph

      Saqueie e gaste nos bares gerando emprego

  • Trovalds

    Deu uma munição enorme pra donos de sites de conteúdo ilegal que foram condenados ou que tem processos em andamento. Claro, não exime do crime em si mas um argumento importante vai direto pelo ralo.

    • Henrique Seraph

      O principal argumento é jogado no lixo

    • Marcus Araújo

      Bem colocado, as cobranças exorbitantes por direitos autorais, por “dar prejuízo” à indústria, deixam de fazer sentido em vários casos com base na conclusão desse estudo.

  • Marcus Araújo

    “Essa exceção tem explicação: a Ecorys constatou que os preços de filmes são cerca de 80% mais caros do que os valores que os consumidores estão dispostos a pagar. Com relação a músicas, livros e jogos, os preços (na Europa) correspondem aos valores que os cidadãos consideram adequado.”

    Posso chover no molhado aqui, mas isso me parece meio óbvio com o entendimento que temos hoje em dia. Basta ver o sucesso de plataformas como Netflix e Spotify para notar que as pessoas querem consumir conteúdo legalizado e não se importam em pagar se acharem que vale o preço. Caso contrário, em vez de pagar por esses serviços, recorreriam à pirataria, como sempre foi o caso.

    • Henrique Seraph

      óbvio é, porém veementemente negado

    • Tom

      Alem de barato tem que ser prático.

      • Marcus Araújo

        Sim, o preço que se paga compensa o trabalho gratuito de buscar torrent ou site, baixar etc. O serviço torna tudo muito cômodo, acessível e legal. Sem falar que muita coisa dos acervos não se acha tão facilmente na internet.

    • Guaip

      Exatamente isso. Netflix e Spotify reduziram drasticamente a pirataria porque tem um preço bom e são muito fáceis de usar.
      Se a HBO saísse da TV à cabo e criasse um serviço de streaming da qualidade do Netflix com todo seu acervo (desde The Wire e Six Feet Under até Game of Thrones e Silicon Valley) e mais uns filmezinhos diferentes da Netflix, eu assinaria na hora e nunca mais baixaria uma série deles na vida.

      • Marcus Araújo

        Um ponto no seu comentário me chama a atenção para outra coisa também. IMHO, esse será o futuro desafio: convencer o consumidor a assinar diversos serviços de streaming, uma vez que muitos estão saíndo da Netflix para fortalecer ou fundar suas próprias plataformas. Aparentemente estão se encaminhando para isso. A Fox e a Disney já estão bem encaminhadas para isso, aliás.

        • Henrique Seraph

          Isso vai ferrar todos os serviços de uma vez. Não tem sentido em assinar serviços de streaming onde se passa filmes/séries de apenas UMA EMPRESA. Seria muito gasto ter que assinar muitos serviços. Aposto que logo se unem.

          • Marcus Araújo

            Concordo, eu também não estou disposto a pagar por diversos serviços. Talvez assine futuramente o serviço da Amazon, ou mesmo o Hulu quando (e se) chegar por essas bandas. Gosto de muitas séries da HBO, mas assinar os canais não me apetece, bem como acho o serviço HBO Go ruim (de que adianta liberarem GoT se ninguém consegue assistir na plataforma, tendo que esperar dias?). Por enquanto, fico na Netflix e recorrendo a meios “alternativos” para assistir Game of Thrones, é o jeito. Adoraria que estivesse na Netflix, ou que o HBO Go prestasse e não precisasse da assinatura dos canais.

          • Guaip

            Sim, o HBO Go definitivamente não é um “serviço de streaming da qualidade do Netflix” como citei. É uma atrocidade que é, em parte, limitada pelos contratos com as operadoras. Não funciona nem aqui e nem lá fora. Mas um “Netflix” com todo acervo do HBO eu pagaria fácil.

          • Alessandro

            Tá aí uma coisa que seria interessante, se fosse possível assinar canais como a HBO dentro da Netflix, por um preço aceitável. Mas acho isso meio impossível nesse mundo de que lucro pequeno não vale a pena.

          • Rodrigo

            Nem é só isso… ô app ruim esse do HBO Go. Frequentemente estou assistindo a um filme e o app trava, sai do filme, reinicia o chromecast… Curioso que na Netflix não dá esses problemas.

          • Guaip

            E aí se criará… a TV À CABO! 🙂
            Prefiro que seja separado. Se todos custarem o mesmo que a Netflix, assinarei só a quantidade que estiver disposto a pagar. Se ficar tudo muito caro, é mais fácil o mercado se regular quando eles estão SEPARADOS. Juntos, vira TV à cabo: 2 ou 3 operadoras e com preços altos para centenas de canais que não precisamos.

          • Henrique Seraph

            Então se torna Looping e as pessoas continuaram apelando pra pirataria. Ou viram um canal com preço acessível com muitas operadoras, ou todas vão acabar meio que no prejuízo. E Eu? Deixo elas lutarem entre si para produzirem cada vez mais conteúdos bons e fico de boa na pirataria

          • Marcus Araújo

            Por isso acho que precisariam convencer o consumidor a assinar.

            Eu não pretendo assinar o serviço de streaming da Disney, há outras maneiras de consumir legalmente os conteúdos da Disney que me interessam (ao menos que cortem essas maneiras também, impedindo que sejam transmitidos por canais e em cinemas), diferentemente dos exclusivos da Netflix, que não passam em canais e em cinemas.

            Fox então, nem se fala, os canais são pura reprise. Pra que assinaria o streaming deles? O jeito seria me adequar para assistir nos horários que estivessem disponíveis nos canais, o que não é difícil dado o número de reprises.

            Vamos ver o desenrolar disso…

        • Guaip

          Pelo menos separados nos dão opção. Na Net para cada canal interessante tem que pegar um pacote de mais R$ 50,00 com outros 20 canais inúteis.

          Como falei ali em outro comentário, que existam uns 5 ou 6 “Netflixes” de R$ 25,00. Eu provavelmente não precisarei de mais que 3, e se ficar caro, como são plataformas independentes, o mercado dará um jeito de regular.

          Esse da Disney se tiver todos Star Wars, filmes, desenhos, etc já lançados é um baita negócio do ponto de vista deles. Não tem pai que não vá assinar – e adultos também por causa dos filmes legais.

          • Marcus Araújo

            Essa é a questão principal, eu acho: será que vai compensar para as produtoras de conteúdo? Porque, veja bem: eu não assinarei o streaming da Disney, posso assistir no cinema ou na TV a cabo. Se estivesse disponível na Netflix, pelo menos ganhariam um trocado pela licença do conteúdo.

            Pra ser viável pra eles (considerando aqui todo o investimento em infraestrutura, marketing etc), primeiro precisa convencer o consumidor. E eu sinceramente só estou disposto a pagar no streaming aquilo que não encontrei em outros meios legais, como canais de TV e cinema. Por isso assinaria a Amazon e o Hulu, mas não assinaria a Disney.

          • Guaip

            É uma boa pergunta, mesmo.

            Eu não sei se assinaria. Um canal tem que ter muita bala na agulha para se garantir num serviço de streaming (por isso cada vez mais o Netflix investe em conteúdo original). A HBO eu tenho certeza que seria uma boa, disponibilizando tudo que já fez e faz (em tempo real com o lançamento).
            A Disney eu não sei. Pra quem tem criança em casa, acho que valeria se liberassem simplesmente TUDO (de ducktales a ducktales), todos filmes da Disney: filmes disney A, filmes disney B, filmes da marvel, filmes e derivados da lucasfilm, todo o conteúdo que passa nos disney channel da vida. Não parece tão ruim.
            E será que levariam a ESPN junto?
            Também fico curioso.

            Num mundo perfeito, a Netflix alugaria sua plataforma para cada canal poder colocar seu conteúdo por um valor extra (HBO + R$10, Disney +R$ 10, etc).

          • Marcus Araújo

            Sim, isso que penso. Imagine que prover bem um serviço desses para diversos países, como faz a Netflix, não é barato, então tem que ver se há demanda. O problema da HBO Go me parece ser que não há uma infraestrutura. É um serviço que nasceu para enriquecer a experiência dos assinantes do canal, para ser uma segunda tela, e não comporta hoje quando precisa dar conta de muita demanda, sem falar que a experiência em geral com o serviço deixa a desejar.

            Minha relação com os conteúdos da Disney na Netflix é: assisto se tiver, mas se não tiver, tenho TV a cabo ainda onde posso ter acesso. Por digo que não assinaria. Talvez a Disney fizesse como a Netflix e lançasse exclusivos. Personagens e universos de peso ela tem pra dar e sobra, então seria interessante nesse cenário.

        • Yumeko

          Criar mais plataformas etc, significa mais competição, e na competição normalmente existe algo chamado concorrencia, o que faz com que baixem os preços dos produtos, ou tentem criar um melhor que o outro… criando assim um monopolio natural, em que a que fizer o melhor serviço fica na frente

      • Nicolas Gleiser

        *HBO GO é de qualidade
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        duvidável .

    • Jefferson Rodrigues

      Ainda tem muita gente que prefere a pirataria ou então comprar a senha do Netflix de alguém.

    • Uriel Dos Santos Souza

      Os caras já tiveram lucros no cinema. Tem lucros vendendo as TVs, e canais de streaming e querem comer o nosso figado cobrando preços altos.

    • Nicolas Gleiser

      O motivo da galera(pelo menos que eu conheço) em contratar netflix, spotify … e serviços semelhantes não é nem essa história de poder consumir um conteúdo “legal” pagando o preço justo, a maioria só contrata pois é mais pratico .

      • Marcus Araújo

        Isso vale para todos os assinantes. Ninguém pagaria por um serviço legal se não houvesse a contrapartida de ser um excelente serviço. Esse é o ponto.

        • Nicolas Gleiser

          Meu ponto é que que o motivo principal da contratação do serviço, não é ele ser legal.
          Tanto que o popcorntime chamou muita a atenção dessas empresas por ser tão simples quanto o netflix, eu só contratei o netflix quando começou a ficar ruim o popcorntime

          • Marcus Araújo

            O Netflix sempre foi popular, e 80% dos que conheço e assinam nunca ouviram falar em Popcorn Time. O ponto de se pagar pelo conteúdo não é só simplesmente o preço, obviamente, mas também disponibilidade e facilidade de consumo. Aliás, é por isso que o Netflix é um serviço e não uma mera revendedora de produtos (lojas online de filmes e músicas, como o iTunes, sempre existiram há bastante tempo e nunca fizeram o mesmo sucesso que o Spotify e o Netflix, embora o iTunes tenha se saído relativamente bem em vender músicas, mas não era algo popular).

  • Adriano

    Só faltava um estudo aprofundado para solidificar aquilo que eu sempre acreditei. O combate à pirataria, é muito mais para restrição de acesso do que qualquer outra coisa. Também é evidente que quem cria, tem todo o direito de cobrar pela sua obra entretanto, está bem longe de ser essa tragédia grega que os estudios e gravadoras tanto alardeiam.

  • Thiago Moraes

    Eu acredito bem nesse estudo hein. Acredito também quanto a prejuízo pra indústria do cinema mesmo. Se vendessem filmes com preços mais justos seria ótimo comprar filmes em vez de baixá-los.

    • Rafael F. Silva

      Eu nunca comprei DVDs, mas uma vez vi uma promoção na americanas por 19,90 quando estava viajando, e comprei 5 de uma vez, só porque estava barato mesmo.
      Se esse preço fosse praticado na minha cidade, provavelmente eu compraria mais.

  • Verdade que pirataria dá lucro para os produtores de conteúdo, sempre soube disso. Mas lucro ou prejuízo resultante de uma ação não é argumento para classificar essa ação como correta ou errada, seja legalmente ou moralmente falando.

    Mesmo que a pirataria seja muito benéfica a ponto de parecer que foi induzida pela própria produtora (caso da HBO que teve vazamentos “sérios” e foi noticiada em todos os veículos e comunicação gerando muito mais lucro do que prejuízo), na minha opinião ainda parece moralmente errado.

    Queria realmente ver aqui um argumento justificável de quem consome pirataria. O único que vi até agora foi de um cara que baixa jogo pirata e caso goste, compra o jogo, como se fosse uma degustação, achei muito bom.
    Mas o no caso de filme/serie/software? Alguem aqui consome pirataria porque é muito caro? Ser muito caro não é motivo pra roubar, quero argumentos.
    Alguém aqui consome pirataria porque quer dar mais lucro pro produtor, como mostra o estudo? Duvido.

    Sério galera, to querendo entender… na minha opinião se pirataria não fosse errado nem tinha esse nome.

    • Marcus Araújo

      Às vezes se consome pirataria também por falta de alternativa. Por exemplo, um filme que não está nas plataformas de streaming e que não há outro meio legal de adquirir no Brasil. A pirataria acaba sendo a solução mais prática e rápida do que, sei lá, a importação.

      É um exemplo específico, porém.

      • Marcus, mas você não é obrigado a ver o filme. Uma alternativa pra pirataria seria não ver o filme. Tem muita coisa que eu, por não ser rico não tenho acesso. Se eu quiser ter uma ferrari não tenho alternativas se não comprar uma ou roubar uma.

        Seu argumento simplesmente não responde a questão moral e simplesmente reforça a questão legal que eu citei.

        • Marcus Araújo

          Desculpe, mas não é uma opção. Diferentemente da Ferrari, que eu não posso pagar, tampouco vou roubar, pelo filme eu pagaria para assistir, poderia perfeitamente pagar para assistir, o dinheiro não é um problema como na questão da Ferrari, mas eu simplesmente não tenho opção.

          Poderia não assistir ao filme? Poderia. Mas eu QUERO assistir ao filme e poderia pagar por isso se tivesse oferta, mas não tem.

          • Entendi. Nesse caso, concordo com você. Nesse caso específico, não consideraria moralmente errado.

          • Mas o senso de moral varia de região, cultura e mesmo de família para família. Eu avalio do ponto de vista ético esse ponto, ao meu ver não é errado.

          • Ligeiro

            Nisso entra um fator extra: o quão uma sociedade tem de desigualdade dentro dela.

            Sociedades onde boa parte da população tem uma renda fixa razoável, adquirir produtos culturais sai barato e até justo. A pirataria só se justificaria no caso dito do Marcus, quando na sociedade não tem aquele item em exposição ou venda. Isso explica porque também há muito movimento de pirataria de produtos japoneses de mídia: lá eles produzem em grande volume, rápido e para consumo “imediato”.

            Em sociedades como a brasileira, onde há uma desigualdade na renda e no acesso a cultura, a pirataria ganha uma justificativa extra: ela dá poder a quem antes não tinha como adquirir um produto de mídia, seja um software, áudio ou vídeo.

            No Brasil, há também muitas vertentes: com a popularização das mídias eletrônicas, hoje é fácil alguém produzir, distribuir e repassar seus produtos. Parte da cultura musical atual, salvo engano, é feita de pessoas que pegam CD virgem, gravam com a música que produziram e revendem nas ruas. Ou do cara que faz a música, manda o vídeo no Youtube ou nas redes sociais e divulga.

            A pirataria, quando falamos no ramo de computadores, tem tanto a de “réplica de equipamentos de hardware”, o que é mais condenável e também evitável, e a “réplica de software”, na qual estamos em uma eterna discussão pois há trocentas coisas dentro deste conceito – dos direitos autorais até o que pode ou não usar.

          • Helmut

            E é por isso que essa questão vai ser, para sempre, um cabo de guerra sem fim.

            Você QUER, mas você não PODE, mas quem disse que você não pode? Você é livre pra fazer o que quiser, inclusive o que não pode, mas… mas….

          • Marcus Araújo

            Bem isso, só trocaria a frase para algo como:

            “Você QUER, mas você não DEVERIA CONSUMIR ILEGALMENTE, mas quem disse que você não PODE?”

            E esta formado um dos grandes dilemas da sociedade ahahaha

        • marcosnsouza

          Quem ganha se eu vejo o filme pirata: eu
          Quem ganha se eu vejo o filme legalmente: eu e os donos
          Quem não ganha nada se eu não vejo o filme porque sou moral demais pra piratear: ninguém

    • Henrique Seraph

      A pirataria leva para todos serviços que são destinados apenas para alguns. Moral? isso é pessoal, toda e qualquer “moral” é pífia e dependente apenas de quem crê nela. Nunca vai ser legalizado, nunca vai ser “moral”. Mas não torna esse serviço ruim. Graças a pirataria, milhares de pessoas tiveram acesso a entretenimento, informação e diversão que era exclusivo para quem pode pagar pelo serviço.
      Inclusive, Na união soviética, bandas como Scorpions eram achadas exclusivamente através de pirataria no mercado negro (vi isso no próprio documentário deles). Pirataria traz liberdade, e como foi provado pela pesquisa citada acima, não afeta diretamente quase nenhum serviço. Milhares de pessoas não podem pagar pelo windows, e, graças a isso, só tem acesso ao mesmo por pirataria. é justo que apenas quem pode pagar, pode ter o serviço? Bom, a resposta é questão de opinião. Eu acho extremamente injusto que, graças a eu não ter dinheiro para comprar um CD com a obra completa de Mozart, eu não possa de forma alguma ter acesso a essa cultura. Serviços de streaming tem ajudado de verdade a combater pirataria, sim, mas falemos de quem não pode pagar. Imagino as milhares de pessoas que, sem acesso a pirataria, mal saberiam o significado de filme.

      • Henrique, eu também acho que muitas coisas deveriam ser mais acessíveis para pessoas que menos poder aquisitivo, mas tudo isso que você colocou também é muito relativizado. Se o Scorpions não é acessível por uma questão do Estado, então na minha opnião quem ta errado aqui é mais o Estado mesmo. Se mercado negro é a única opção pro Scorpions ser difundido na Russia, então acho de boa.

        Mas veja só, você tem acesso à computador e internet para poder ter acesso à Mozart pirateado. Mas quem não tem dinheiro nem para isso, é justificável a pessoa comprar computador roubado e fazer gato de internet para poder ouvir música clássica?

        • Henrique Seraph

          gato e compra de roubo sempre prejudica alguém.
          A pirataria citada no texto não prejudica as empresas no geral. Esse é o ponto.
          Pirataria não tem afetado faz anos, pelo contrário

          • Então se for comprovado que gato e compra de roubo faz mais mal do que bem, você vai achar de boa? As vezes a grande corporação que produz o computador vai ser pouco afetada por essa venda que não fez (bem provável), e o computador roubado vai ser usado para difundir cultura entre as pessoas que não tinham condição de comprá-lo (bem provável). Nesse caso então é justificável?
            Só pra deixar claro, eu gostaria muito que a cultura, educação, tecnologia fosse mais difundida, seria muito bom se as grandes empresas se preocupassem menos com lucro e mais com a humanidade. Mas ainda sim, pirataria e roubo não é justificado pela desigualdade social.

          • Henrique Seraph

            estamos falando de conteúdo digital aqui, pirtaria. Você está usando conteúdos físicos, tente fazer comparações justas.

          • Então se eu posso pagar por um conteúdo digital, eu devo pagar pra consumir, mas se não posso pagar, é de boa consumir sem pagar?

          • Henrique Seraph

            Se isso não afeta o produtor diretamente, pelo contrário, ajuda, qual é o problema?
            Pelo que vejo, é problema MORAL, e moral é questão ideológica pessoal.

          • Sinceramente é. Alguem acima chamou de “roubo”, mas considerando a legislação nem furto isso pode ser classificado, afinal não toma o arquivo da outra pessoa, vc faz uma cópia. Considero justificável se o beneficio é maior que maleficio, respeitando a integridade física dos envolvidos,

          • Ligeiro

            A sua moral é a sua moral. Se não pode pagar ou não dá para adquirir de forma legal, cabe à necessidade se vale a aquisição ilegal. Em tempos: não é tão diferente de adquirir legalmente, a única diferença entre as duas é que no legal o “produto” foi pago, e no ilegal, não.

            No entanto, tendo em mente que o custo de replicação geralmente é “zero”, uma cópia de um “produto” apenas é uma cópia de um produto e nada mais.

            A definição de pirataria veio de pessoas que tinham intenções morais piores, se quer saber.

      • Marcos Silva

        Falou muito bem, Henrique! Pirataria é um caso bastante complicado, imagine um garoto que quer bastante ter acesso a diversos livros, porém seus pais não tem condições de pagar. A única maneira pra ele será realmente baixando na net, PRINCIPALMENTE alguns livros mais antigos que é mais dificil de serem encontrados. O mesmo vale para documentários, biografias, etc.
        A “pirataria” é vista por muitos como nada mais que um acesso livre a cultura e ao conhecimento e pra outros é vista como algo terrível e que deve ser duramente combatido.
        Pirataria é algo complicado e deve ser bastante discutido. Felizmente já existem licenças como a Creative Commons que dão um pouco mais de liberdade pras pessoas.

    • Alexandre Copi

      Não posso comentar com relação a software, mas como o Marcus já comentou, existem filmes/seriados que não passam aqui, e nem são vendidos aqui. E a única maneira de assistir é achando um torrent.

      Outro ponto, você diz que “se pirataria não fosse errado nem tinha esse nome”. Mas aí a gente já vai entrar numa discussão bem mais complexa do por que e por quem foi dado esse nome.

      • Ligeiro

        O termo “pirataria” veio realmente da “indústria da música”, no começo do século. Tinha uns textos aqui ou no Gizmodo que falava sobre. Mas o texto acho que é de cinco anos atrás.

    • Rafael F. Silva

      Hoje em dia, consumo zero de produtos piratas. Músicas eu coloco playlists no youtube, filmes e animes pelo netflix e crunchroll, e jogos no ps4 e steam com livros pela amazon.

      Mas uma coisa que eu acho um grande absurdo é com relação aos preços praticados por e-books no brasil. Há um cartel de livrarias que regulam o preço dos e-books para o mais alto possível, algumas vezes igual ou até mesmo maior que o preço de livros capa dura.
      Nesse caso, eu fazia e apoio quem pirateia o livro, pois NADA justifica um e-book pelo mesmo preço que um livro físico.

      Hoje não pirateio mais livros, pois comprei tantos em promoção na amazon por pechinchas que tenho livros por vários meses ou anos, até uma próxima promoção. Mas deu um certo desgosto ontem, quando fui ver o preço de um e-book que acabou de lançar, em que o físico custa 29,90 e o e-book 28,21.

      • Henrique Seraph

        ha, maioria das playlists do YT advém de pirataria.;

        • Rafael F. Silva

          No copyright souds, suicide sheep, Two steps from hell (canal oficial), Vevo de alguns artistas específicos. São alguns dos canais que acesso.

          Inclusive já comprei dois albuns do Two Steps from hell no play music.

        • Anderson Antonio Santos Costa

          Tem muita pirataria no YouTube atualmente. E o Content ID não faz nada… Principalmente com lives da Globo, de séries dubladas e até de animes que mal saíram do Japão… Com relação às músicas, é muitíssimo raro vc não encontrar a música que vc quer no YouTube….

      • Marcus Araújo

        Eu não digo que tenho consumo 0 de pirataria, mas hoje em dia pago 98,5% de tudo que consumo, diferentemente de anos atrás. Tenho minhas licenças de softwares, não uso nenhum software pirata (e se preciso de algum famoso software pago corriqueiramente, tento me virar com uma solução similar gratuita e tem dado certo) e assino streaming de músicas, filmes e séries (ainda quero assinar algum “Netflix de e-books”, estou avaliando as opções, mas por enquanto permaneço antiquado nos livros físicos).

    • Alexandre Roberto

      pelo meu avatar, vc já tem uma idéia do estilo musical que curto. Algumas bandas lançam por selos que distribuem tambem no BR…e outras não.
      Aí….fico com a opção de esperar que um dia esses selos tenham representação aqui e possa comprar o “play”…que pode levar anos….ou baixar em algum torrent, ouvir……adorar e aí sobra a opção de importar ou não o que gostei (que é o que faço normalmente).
      Quando vem para o BR, compro ingresso pro show, gasto uma passagem extra de avião (não moro mais em SP)…mais consumo
      Foi via torrent que conhecí muitas das bandas q são meu setlist atual…e foi através desses torrents que eu comprei o material oficial…que em muitas vezes nunca chegou à terra brasilis…e não teria sido consumido…e muito provavelmente sequer “descoberto”.

      Compro tudo que baixei para ouvir? Com certeza não, tem muito lixo e muitas vezes 1 ou 2 musicas boas em um play com outros “8 musicas porcarias ou medianas”….mas é muito melhor do que quando moleuqe,onde eu ia até a galeria..babava nas vitrines, conversava com o tiozão da hellion ou ouvia a opinião de um amigo, gastava uma bolada em um vinil importado para ouvir e descobrir que só tinha 1 música que prestava e nunca mais comprar nada desta banda.
      Podes crer que compro muito mais “plays” hoje do que fazia quando era moleque

      • Alexandre Roberto

        aliás…essa lógica é basicamente a mesma para animes/mangas….

        • Sim. Nesses ultimos anos foi justo a pirataria que incentivou publicadoras a lançarem certos mangas no Brasil.

  • Darkside of Universe

    O estudo apenas comprovou o que os usuários já falavam entre si faz tempo: Se eu gosto do que estou usando, a probabilidade de eu comprar depois original é maior.
    Tirando filme, porque filme que eu ja assisti é improvável que eu queria assistir novamente, mas jogos, musicas, e outras coisas semelhantes eu vou querer estar usando sempre várias e várias vezes.

  • Mago Erudito®

    Isso é meio que óbvio, é só pensar hoje quantas séries são conhecidas e que não teriam apelo suficiente para que milhões de pessoas assinem TV a cabo ou comprem os DVDs.

    Sem contar artistas ganharam uma fama absurda com músicas de gosto duvidoso. Sem a pirataria isso dificilmente vingaria.

    Se as pessoas pirateiam é pq gostam e muitas vezes indicam para outros então muitas vezes é uma relação interessante para ambos os lados.

  • Jose X.

    isso sempre foi óbvio prá mim, é só pensar quantas pessoas tem condições técnicas de ficar baixando de torrents…

    aliás, outro dias vi uma estimativa absurda de x milhões de pessoas que baixaram um episódio de GOT…número absurdamente inflado

  • Eu tenho spotify pago por 2 anos, Netflix e Amazon Prime, mas as séries que sai no exterior eu pirateio sem dó, até porque pra distribuição chegar até o país é uma demorada do caramba, Obrigado aos sites de Séries e aos Legenders.

  • Molinex

    E a faculdade no rio que faliu e esta penhorando sua sede porque usava windows pirata…

    • Alexandre Roberto

      Ai ja entra no campo de querer ser esperto demais…
      A MS praticamente subsidia windows e office para instituicoes de ensino…em 2006 eu trabalhava na TI de uma instituição superior de ensino e o valor anual que pagávamos por cada licença de windows xp e office era ridículo, cois de 12 dolares….inclusive nesse valor era previsto a liberação de uma licença gratuita de office para os alunos da instituição durante o período que estivessem matriculados.

      • Molinex

        Justamente. Achei o fim da picada uma universidade trabalhando com software pirata. E veja que a penhora do prédio é só pra garantir os custos com os advogados, fora toda a grana que perdeu no processo em si…
        Esse estudo pode dar margem pras pessoas pensarem que pirataria não dá nada, por isso é bom dizer que um ou outro ainda se ferra tentando ser esperto demais. Principalmente quando tem o que perder…

  • Jefferson Rodrigues

    Eu só procuro filmes, em sites piratas, quando esses não estão disponíveis em plataformas de streaming. Eu costumo alugar filmes na Google play.

  • Garage Sale

    Agora me digam como, morando no exterior, lingua estranha, sem acesso a TV a cabo na nossa língua, ou serviços de streaming como Netflix, como fazer para assistir alguma série ou filmes sem recorrer a sites de filmes e séries na Net!? Hoje em dia nem se fala em baixar nada, mas mesmo assistir online é contra a lei, pela forma de sua distribuição!!
    Estaremos condenados ao ostracismo?! Excluídos de toda forma de apresentação de conteúdos nas telas?!

  • rsss, esse estudo ficou escondido, mas apareceu e agora muitos vão amar, rsss

  • Achei que era baseado na comparacao da variacao dos numeros de vendas com a variacao dos numeros de pirataria. Mas não, é na opiniao de pessoas (que podem falar qualquer porcaria fora da realidade)… NEXT!

  • Fabio Nakagawa

    Isso é a UE, meia dúzia de burocratas tomando conta de um continente. E as pessoas ainda ficam surpresas pela democracia mais antiga em atividade ter caído fora dessa aberração.