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SpaceX quer usar foguetes para viagens intercontinentais que duram meia hora

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29/09/2017 às 12h11
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A SpaceX, do bilionário Elon Musk, é conhecida por lançar e aterrissar foguetes com sucesso. A ideia é reutilizar esse equipamento, que custa milhões de dólares, em vez de descartá-los como é feito atualmente.

A empresa quer aplicar esse conceito para transportar pessoas: dessa forma, seria possível fazer uma viagem de Nova York até Paris em apenas 30 minutos.

Basicamente, a SpaceX levaria os passageiros até uma altitude onde a nave quase não enfrentaria resistência do ar ou do vento, aumentando a velocidade e a eficiência no uso de combustível. Assim, seria possível voar de Los Angeles para Nova York em 25 minutos, ou de LA para Toronto em 24 minutos.

Os passageiros embarcam em uma plataforma de lançamento na água. O foguete vai até a estratosfera e retorna à Terra a uma velocidade máxima de 27.000 km/h, descendo até outra plataforma na água. Musk não deu um prazo para isso se tornar realidade.

Curiosamente, os planos para enviar humanos até Marte estão mais desenvolvidos; ele revelou detalhes sobre isso no Congresso Internacional de Astronáutica (IAC), na Austrália. Primeiro, a SpaceX quer começar “pequeno” pousando na Lua, e depois levar uma missão tripulada para o planeta vermelho.

Para tanto, eles vêm desenvolvendo um foguete enorme, apelidado BFR (Big Fucking Rocket), com 106 metros de altura. Ele poderá levar 150 toneladas até a órbita terrestre no modo reutilizável — que volta à Terra após liberar satélites, por exemplo — ou transportar 100 pessoas em uma viagem para Marte.

O BFR terá até 40 cabines, uma cozinha e um abrigo a ser usado durante tempestades solares. O volume total é de 825 m³; como nota o Ars Technica, isso é apenas cerca de 100 m³ a menos do que a Estação Espacial Internacional. Para levar tudo isso ao espaço, o foguete usa 31 motores Raptor.

Musk diz que a produção do BFR pode começar no segundo trimestre de 2018. Ele espera levar duas missões de carga para Marte até 2022, para analisar riscos em potencial e transportar suprimentos e infraestrutura para os primeiros colonos. Então, em 2024, será feita a primeira missão tripulada.

Antes de Marte, a SpaceX quer fazer missões até a Lua. “É 2017, já deveríamos ter uma base lunar”, disse Musk. O BFR também poderia ser usado nesse caso.

Como nota o The Verge, o interesse em nosso satélite natural é uma boa jogada de negócios: Mike Pence, vice-presidente dos EUA e responsável pelo Conselho Espacial Nacional, quer que a NASA volte à Lua; e alguns membros desse conselho também querem realizar missões tripuladas para lá. A SpaceX pode ser uma parceira nisso, e conseguir dinheiro para chegar até Marte.

Com informações: TechCrunch, The Verge, Ars Technica.

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  • Diogo Paiva

    Tudo em vão. Li por aí que a terra é plana…

    • É apenas uma teoria, hahaha…

    • Rodrigo Moralles

      Pobre Musk, seus foguetes vão se chocar com a abóboda celeste.

      • betacaroteno

        Já q a Terra é plana…

    • Programador Front-End

      kkkkkkkkkkkkkkkk

    • HelbinK

      mas é mesmo. =)

  • Ricardo – Vaz Lobo

    Queria muito ver no que daria um encontro entre o Richard Branson dos anos 80 e Elon Musk.

  • Jose X.

    mais hype…ele entrega muito, mas também não entrega muito, como suas promessas mirabolantes de vôo tripulado a Marte, coisa pra uns 20 ou 40 anos ainda

  • Programador Front-End

    Ta ai uma coisa que eu venho pensando ultimamente. Viagens pela estratosfera seriam mais rápidas e eficientes que avião, e uma boa fonte de renda pras empresas aeroespaciais

  • Hugo Piovesan

    “apelidado BFR (Big Fucking Rocket)”

    Como não amar a SpaceX?

    • Ed. Blake

      Tive a mesma sensação quando, na época dos inúmeros testes de pousar o foguete na balsa, nomearam a plataforma de Of Course I Still Love You.

      Essa galera é demais!

    • Islan Oliveira

      E os nomes dos carros da Tesla? Modelo S, Model 3, Model X e o próximo deve ser o Model Y. E lembrando que o Model 3 só não se chamou Model E por causa da Ford.

  • O Concorde – avião comercial mais rápido já construído – foi descontinuado porque seu custo operacional era apenas “o dobro” do custo de um avião convencional.

    A SpaceX vai ter que se esforçar demais para reduzir o custo operacional de uma viagem dessas. E eu vou te falar: Vai ser um milagre se conseguirem chegar em “apenas 10x o custo atual”.

    • Programador Front-End

      A notícia do momento é conversa voltada pros investidores. Eles estão mostrando o que podem fazer com a tecnologia deles se os investidores continuarem colocando dinheiro. Se vai acontecer ou não tem muita decada pra rolar ainda.

    • GuilhermeSMello

      É que o foco da SpaceX não é a aviação comercial, ela seria apenas um modo para diluir o custo da exploração espacial, utilizando frota e infraestrutura ociosa enquanto não estão em missão espacial.

    • Trovalds

      Fora que só transportava menos de 100 passageiros, não tinha pistas de pouso longas o suficiente ao redor do mundo, os pilotos tinham que ter um treinamento especial pra pilotar a aeronave (as outras são praticamente iguais), os passageiros tinham que ser dispostos de forma a aeronave ficar equilibrada, muitos passageiros tinham problemas com o boom da quebra da velocidade do som, a manutenção era caríssima e muito mais frequente do que em outras aeronaves e por aí vai. Custo ser “apenas o dobro” é uma simplificação.

    • Roberto

      Acho que existe gente no mundo disposta a pagar 10x mais para ir de NY a Tokyo em poucas horas…

      • Certamente existe… mas será que existe gente suficiente para manter uma empresa funcionando? Na época do Concorde não existia… os 20 ou 30 super-ricos interessados nisso não eram suficientes para manter a operação.

  • Guaip

    Algo me diz que os “aeroportos” seriam bem mais longe da cidade que JFK e CDG. E se o processo todo de um vôo internacional já leva mais que 2h, imagina para embarcar num foguete?