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Finney promete ser o primeiro smartphone seguro para armazenar criptomoedas

Felipe Ventura Por

Você pode guardar criptomoedas, como bitcoins, em lugares como uma carteira online ou mesmo um disco rígido. A Sirin Labs está desenvolvendo um smartphone para fazer isso de forma segura.

O Finney — nomeado em homenagem a Hal Finney, pioneiro do bitcoin — promete ser o primeiro smartphone seguro o bastante para armazenar criptomoedas.

O aparelho será lançado em uma campanha de crowdfunding em outubro, e a empresa adiantou algumas de suas especificações: tela de 5,2 polegadas com resolução 2560×1440, 8 GB de RAM, 256 GB de armazenamento, e câmeras de 16 MP e 12 MP.

O Finney vai custar US$ 999. Ele roda um sistema operacional da Sirin baseado no Android e projetado para aplicativos de blockchain, como carteiras criptografadas e acesso seguro para trocas. Há também recursos de segurança, como autenticação de três fatores e proteção contra intrusos baseada em blockchain.

A Sirin também planeja lançar um computador tudo-em-um de US$ 799: o Finney PC terá tela 2K de 24 polegadas, 8 GB de RAM, 256 GB de armazenamento e sensores biométricos.

A ideia é usar os dispositivos Finney para criar uma rede independente de blockchain, que vai funcionar de forma descentralizada e sem mineradores, usando o token SRN como moeda padrão.

Moshe Hogeg, CEO e fundador da Sirin, explica ao The Next Web:

Por exemplo, você pode usar os dispositivos como um centro de recursos compartilhados. Se você e eu estivéssemos viajando e eu precisasse carregar meu celular, você poderia compartilhar sua bateria comigo em troca de tokens. Eu poderia compartilhar meu plano de dados com alguém em troca de tokens ou oferecer um hotspot.

A Sirin vai vender o token SRN, e esta será a única moeda aceita para comprar seus dispositivos. O pagamento poderá ser feito em dinheiro convencional, bitcoin e ether. Resta ver se o projeto dará certo: um smartphone de US$ 999 (mesmo preço do iPhone X) para uma nova criptomoeda pode ser um nicho pequeno demais de mercado.

A Sirin é conhecida pelo smartphone Solarin de US$ 14 mil, que prometia ser o mais seguro do mundo, mas não deu muito certo: dez meses após o lançamento, a empresa demitiu um terço de seus funcionários.

Com informações: The Next Web, Engadget, TechCrunch.

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