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Novo Kindle Oasis: design de alumínio, tela maior, proteção contra água e preço alto

Uma olhada de perto na segunda geração do e-reader mais caro da Amazon

Paulo Higa Por

Prestes a completar dez anos de mercado, o Kindle ganhou uma atualização, mas talvez não seja um modelo que você queira comprar: trata-se da segunda geração do Kindle Oasis, o e-reader mais completo (e caro) da empresa, que chega com tela maior de 7 polegadas, acabamento de alumínio e, pela primeira vez, um design com proteção contra água.

O novo Kindle Oasis segue as ideias da primeira geração: ele é extremamente fino na maior parte do corpo e possui uma “lombada” em um dos lados que deixa a pegada mais confortável. É um design que funciona: com a mudança do centro de gravidade, o peso fica mais concentrado na palma da mão, passando a sensação de que ele é mais leve que os 194 gramas da ficha de especificações técnicas.

Na primeira olhada, o design chama a atenção por ser prateado; a traseira agora é de alumínio. Na segunda olhada, eu percebo que as bordas em volta da tela estão menores. O painel e-ink de 7 polegadas, contra 6 dos outros modelos, tem definição de 300 pixels por polegada (o mesmo do Paperwhite e do Voyage), brilho automático (disponível no Voyage, mas não no Oasis anterior) e uma iluminação mais uniforme, com 12 LEDs.

Outra mudança é que o novo Kindle Oasis é o primeiro e-reader da Amazon com certificação IPX8 — outras empresas, como a Kobo, já tinham um modelo à prova d’água há anos. Em teoria, isso significa que ele pode ficar submerso em água fresca por 60 minutos a uma profundidade de 2 metros; na prática, a Amazon diz que ele aguenta “espirros de água na praia ou no caso de cair na banheira, jacuzzi ou piscina”.

Também há novidades no software, mas que serão liberados gratuitamente aos Kindles atuais. Você pode escolher entre novos tamanhos de fontes e intensidades de negrito. Além disso, quem possui sensibilidade à luz pode ler com o esquema de cores invertido: o fundo da tela fica preto; o texto, branco. E, para quem tem problemas com o justificado, é possível deixar os textos sempre alinhados à esquerda.

Por fim, os detalhes que ninguém precisa se preocupar em um Kindle: a bateria tem seis semanas de autonomia e o armazenamento interno pulou para 8 GB. Nos Estados Unidos, haverá uma versão com mais capacidade de memória devido à integração com o Audible: quem tiver uma conta americana da Amazon pode baixar audiolivros e escutá-los por meio de um fone de ouvido Bluetooth.

No Brasil, o novo Kindle Oasis entra em pré-venda a partir desta quarta-feira (11), com preço sugerido de R$ 1.149 (250 reais a menos que o modelo passado) na versão com Wi-Fi. No entanto, diferentemente da geração anterior, a capa não vem mais junto com o produto: você poderá escolher entre modelos de tecido impermeabilizado (R$ 169) ou de couro (R$ 199).

Tecnocast 075

Ainda não saiu, mas tem tudo a ver com o lançamento de hoje. Este post será atualizado. 🙂

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Marcia G Ch
Também acho que as cores fazem muita falta! Não tenho o Kindle , o meu é Lev. Considero a grande praticidade dos leitores digitais, mas cores são fundamentais! PDFs? acabo lendo no tablet...
Cérebro
Estou esperando também. Tenho a primeira geração do paperwhite, com wifi+3G. Considerando que ele tem iluminação própria, densidade de 300 PPI (igual esse oasis da matéria) e eu não preciso de wifi pra baixar os ebooks, so o trocarei quando lançarem uma versão com tela colorida, ou quando ele bichar de vez. o que vier primeiro :P
Cérebro
Correto. Eu tenho a primeira geração do paperwhite. E não o trocarei por outro tão cedo.
leoleonardo85
"Tecnocast 075 Ainda não saiu, mas tem tudo a ver com o lançamento de hoje. Este post será atualizado. ?" me senti enganado ahaha
Jhonathan Vieira
Eu pesquisei um pouco mais a fundo e descobri que a tecnologia foi desenvolvida pela Qualcomm ao longo de de quase 7 anos. Existiam modelos à venda na China e Pior Coréia, a autonomia é semelhante (3 semanas com uma carga) mas o grande problema aparentemente foi a abordagem e o preço do produto, ele foi vendido como um tablet por cerca de, até US$300 (aí variava de cada empresa e modelo), colocaram touch e umas firulas pra competir com Apple e Samsung, sendo que esses tinham produtos melhores e a própria Qualcomm largou de mãr do Mirasol. Há quem aposte em uma nova tecnologia de e ink colorido, chamada "Advanced Color E Paper" e talvez daqui uns meses veremos algo mais sobre, lembrando que pra entrar nesse mercado é necessário que a fabricante possua uma grande loja virtual pra comercializar os livros, se a Amazon tentasse, todos seguiriam. Só achei noticias e matérias em inglês, aqui os links caso queira saber um pouco mais: https://goodereader.com/blog/electronic-readers/the-kyobo-mirasol-ereader-is-discontinued https://goodereader.com/blog/electronic-readers/e-reader-companies-will-adopt-color-e-paper-in-2018 http://appleinsider.com/articles/15/12/15/apple-has-taken-over-qualcomms-imod-mirasol-display-lab-in-taiwan http://blog.the-ebook-reader.com/2012/01/12/hanvon-c-18-mirasol-color-ereader-photos-and-videos/ https://en.wikipedia.org/wiki/Interferometric_modulator_display
Bruno Vieira
Mas aí a autonomia seria bem menor, não? Reproduzir cores ia exigir muito mais energia na minha opinião. Quem sabe mais pra frente, né? Também ia adorar ler quadrinhos de forma virtual num aparelho desses :D
Jhonathan Vieira

Meu sonho é que lancem e-readers coloridos, seria ótimo ler quadrinhos num dispositivo com essa autonomia, fora livros mais técnicos que dependam de figuras e cores como os sobre design. Li que em 2010 uma empresa chinesa lançou um aparelho assim, mas o mercado não foi afetado e estamos no P&B ainda infelizmente...

Themyscira

Concordo com você sobre a questão de artigos científicos. Já tentei fazer de tudo para tentar ler um de forma confortável no kindle, mas até agora não deu. Também deixo para ler no tablet mesmo.

Themyscira

Se aprecia a leitura, o Kindle Paperwhite tem o melhor custo beneficio na minha opinião. Achei meio caro quando comprei, mas valeu cada centavo. A iluminação parece uma coisa besta inicialmente, mas faz uma diferença muito grande depois, permitindo ler em qualquer ambiente. Além, é claro, da maior densidade de pixels.
Só vou trocar o meu quando quebrar, hehe!

Matheus Alexandre
Eu tenho um Kindle básico e realmente dá pra perceber a densidade de pixel baixa. Mas isso não tem muita importância se for fazer aquilo que o aparelho foi feito, ler. Só não recomendo o Kindle básico para quem pretende ler em ambientes escuros ou até mesmo em lugares com sombra, porque já fica difícil de ler.
Paulo Higa
Esse Kindle estava conectado a uma conta de testes da Amazon (provavelmente americana), não minha. :-)
Celso Pinto
A capa ainda tem a função de carregamento do ereader?
Maicon Bruisma
De tão feio achei bonito. Mas esse valor é alto num e-Reader.
João Castello
Paulo, tu usa a loja americana pra acessar o goodreads ou é algum macete?
John Smith
Rapaz. Eu já estava ficando full pistola aqui achando que a Amazon tava sendo espertinha nesses preços... que "bom" que era um erro (eu desconhecia os valores desse aparelho)!
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