O Ubuntu recebe duas grandes atualizações todo ano, em abril e outubro. Enquanto os updates anteriores traziam um conjunto de pequenas melhorias, a versão 17.10 se destaca pelo novo visual.

No Ubuntu 17.10 “Artful Aardvark”, a Canonical desistiu de fazer uma interface própria e adotou o Gnome com algumas modificações.

O dock lateral permite fixar programas e ver quais estão abertos (denotados por um ponto). Na parte inferior, há um ícone para abrir a lista de aplicativos instalados no PC; você pode ver quais são mais usados, e fazer uma busca digitando no teclado.

A barra superior passou por algumas modificações. Ela exibe o menu do programa ativo; um widget de agenda, que também permite controlar a reprodução de músicas; e um menu unificado de status para gerenciar conexões, volume e usuários.

Pressione a tecla Windows, ou clique em “Atividades” no canto superior esquerdo, para ver os programas abertos — é algo semelhante ao Exposé do macOS. É possível arrastar as janelas para uma barra na lateral direita, que reúne suas diferentes áreas de trabalho. O dock exibe ícones de todas as áreas de trabalho que você tiver abertas, não importa qual você esteja visualizando.

Os botões minimizar/maximizar/fechar agora ficam do lado direito nas janelas; é possível mudar isso nas configurações. A Canonical colocou esses botões do lado esquerdo em 2010, para implementar alguns conceitos de interface que nunca vingaram. (Esses botões ficam do lado direito no Gnome padrão, então será menos trabalhoso adaptá-lo para o Ubuntu.)

Além disso, a tela de bloqueio está diferente, exigindo que você pressione uma tecla para inserir a senha; o aplicativo de configurações passou por um redesign; e o servidor gráfico Wayland é usado por padrão automaticamente nos sistemas onde é suportado. (Você pode alternar para o Xorg na tela de login.)

O Ubuntu é a distribuição mais popular do Linux para computadores, e tentou se expandir para outros tipos de dispositivos, como smartphones e tablets. Para convergir essas experiências, a Canonical trabalhou por anos na interface Unity, que nunca esteve realmente pronta. O projeto não vingou, daí o retorno ao Gnome — ele era o shell padrão até 2011.

O Ubuntu 17.10 está disponível para download apenas em versão 64 bits. Quem está em uma versão anterior em 32 bits, no entanto, não ficou completamente de lado: você pode atualizá-la para o 17.10 em 32 bits. Também é possível ficar no Ubuntu 16.04 LTS, que terá suporte até 2021.

Com informações: OMG Ubuntu, How-To Geek.

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Gesonel o Mestre dos Disfarces
Sim, o layout de barra no topo e dock embaixo. isso nem de longe é uma critica ao mate (acho que quis dizer cinnamon, desculpa), ou a qualquer GUI do Linux.
Francehelder Santos
MATE tentando imitar o MacOS?
Airon de Souza (Nash)
Onde você leu que rodava mal? Disse que achei "pesadão", mas daria pra usar tranquilamente, entretanto, somado a alguns bugs que experimentei e fatores de gosto pessoal e falta de saco pra ficar modificando o sistema, optei por não utilizá-lo.
Molinex
"Creio que não, pois tem mais coisa a se considerar." Exatamente isso, tem muita coisa pra considerar entre essa barra, e esse dock, mesmo considerar a diferença dessa barra e desse dock, com outras barras e outros docks... Vai por mim, o jeito de se manusear o GNOME é unico. Não existe nada parecido. Por exemplo, usar GNOME lembra mais o jeito de se usar o android, do que outra interface para desktop... Ainda quero pegar um desses dois em um, com tela touch, só pra instalar uma distro com GNOME nele. A experiencia deve ser da hora...
Molinex
Exatamente de novo
Gesonel o Mestre dos Disfarces
cara, tem uma barrinha lateral de aplicativos que aparece quando clicamos em "atividades" (salvo engano). era isso que eu tinha chamado de dash, desculpa a confusão.
Jose X.
na verdade o Fedora não tem o dash visível por padrão, o Fedora usa o GNOME sem nenhuma extensão, a única coisa que tem é a barra superior mesmo para acessar os aplicativos usa-se a tecla WIndows ou coloca-se o mouse no canto superior esquerdo, para o desktop entrar em modo "overview" aí aparece o dash à esquerda, os desktops virtuais (parcialmente) à direita, e as janela abertas no desktop atual em tamanho menor o dash é parecido com o dock do Ubuntu, tem um ícone que mostra todas as aplicações (além das favoritas e das que estão abertas) a gente pode digitar para procurar uma aplicação pelo nome, automaticamente o fedora já vem com algumas extensões que podem, das quais as mais úteis são apps-menu, drive-menu, places-menu, e windows-list (para quem quer uma taskbar inferior com a lista das janelas abertas),
Daniel Serodio
Eles não "reinventaram a roda" quando criaram o Chrome? Um navegador sólido e liso como o Firefox não vai surgir... :)
Gesonel o Mestre dos Disfarces
Opa, não sabia disso! meu contato com Gnome veio por meio do fedora, que tem uma dash. Fico pensando agora qual a forma, no gnome puro, de acessar seus aplicativos.
Gesonel o Mestre dos Disfarces
Salvo engano no macOS (quando se chamava macOS X) já havia a possibilidade de colocar a dock à esquerda. Sendo assim o Unity estaria imitando o Aqua? Creio que não, pois tem mais coisa a se considerar. O lance é que o layout de barra no topo e dock na base foi inaugurado pelo macOS
Molinex
Pode ser, mas e se pegar o dock do OSX e colocar ele na esquerda, o Aqua estará imitando o Unity? Acho que deixar a dash embaixo é só um lugar mais logico pra encontrar meus programas, é só uma questão de preferencia.
Molinex
Exatamente
Desv
Windows ainda é mais prático e roda tudo
Jose X.
por padrão o GNOME 3 não tem dock (que no GNOME é chamado "dash") visível, isso aí e uma customização do cara o GNOME 2 tinha duas barras, uma superior e uma inferior o GNOME 3 só tem barra superior, mas o visual é customizável por extensões...normalmente as dsitribuições "enterprise" (RHEL, SLES) vêm com o GNOME 3 customizado para parecer um desktop mais "tradicional"
Jose X.
acompanho os dois desde as versõe 0.9, nunca consegui gostar do KDE...GNOME fanboy here :)
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