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Cientistas criam "pâncreas artificial" que controla diabetes usando o smartphone

Felipe Ventura Por

O diabetes afeta mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Muitos sofrem do tipo 1: é quando o sistema imunológico ataca as células do pâncreas que produzem insulina, hormônio que controla os níveis de glicose no sangue.

Diversos cientistas estão trabalhando para criar um "pâncreas artificial", isto é, uma tecnologia para pessoas com diabetes que controla automaticamente o nível de glicose no sangue. Um grupo da Universidade Harvard teve sucesso nessa empreitada.

Foto por momboleum/Flickr

Pessoas com diabetes tipo 1 não conseguem transformar a glicose em energia para o corpo. Os níveis de açúcar no sangue sobem após as refeições, causando fraqueza, fadiga e sede excessiva. Sem tratamento, podem surgir problemas nos rins, lesões nos olhos, entre outros.

Por isso, os pacientes têm que injetar insulina em períodos regulares. No entanto, o excesso desse hormônio também traz problemas: a hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue) causa palpitações, fraqueza, visão embaçada e inconsciência.

Pensando nisso, pesquisadores de Harvard testaram um pâncreas artificial que fornece automaticamente os níveis adequados de insulina.  O "órgão" — uma bomba de insulina com monitor de glicose — se conecta via Bluetooth através de um smartphone.

Um algoritmo no smartphone controla o pâncreas artificial, regulando os níveis de açúcar com base em critérios como atividade física, refeições e sono. Ele vai refinando os níveis de insulina ao longo do tempo, aprendendo com a rotina do paciente; e envia os dados via 3G/Wi-Fi para os médicos.

Durante o teste de doze semanas, 30 pacientes com diabetes tipo 1 nos EUA seguiram suas rotinas diárias normais, enquanto o pâncreas artificial monitorava seus níveis de glicose e dosava automaticamente a insulina no sangue.

O algoritmo MPC (controle preditivo por modelo) não tenta manter um valor constante de glicose no sangue. Em vez disso, ele define uma zona aceitável para a glicemia, e controla as variáveis (doses de insulina, horário de refeições etc.) para permanecer dentro desse intervalo.

E deu certo! Os pacientes tiveram uma redução na hemoglobina glicada, que indica o "excesso" de açúcar no sangue; e também ficaram menos tempo em hipoglicemia. O estudo foi publicado na revista Diabetes Care.

Ainda são necessários mais testes e aprovações regulatórias para isso chegar ao mercado, mas a tecnologia é promissora. Em 2014, pesquisadores da Universidade de Boston criaram um pâncreas artificial controlado por um iPhone modificado. E no ano passado, o engenheiro de software Jason Calabrese usou um módulo Intel Edison e software de código aberto para monitorar a glicose do filho e aplicar insulina automaticamente.

Com informações: Harvard, Engadget.

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Saulo Benigno
Entendi sim. Valeu :)
Krosna Terrestre
Na verdade ele falou quando ja estava manipulando a maquina, tanto que ela caiu no chao alguns segundos depois. Mas enfim, acho que vc entendeu o perigo.
Saulo Benigno
É serio isso? E aí ela vai e remove a bomba de insulina e pronto.

Como isso cria pânico em alguma pessoa? :o
Krosna Terrestre
coincidentemente, foi exatamente o que aconteceu no ultimo episodio de flash. Um meta-humano com poderes de controlar tudo que possui tecnologia. tentando matar um garota através da bomba de insulina.
Carlos Taylor
Com certeza. Se tem bluetooth já sabe né.. Caso tirem o bluetooth a segurança se torna maior. Mas isso é problema pra ser discutido daqui a um tempo (eu espero)
John Smith
Mais uma coisa com potencial de ser visada por hackers e trazer grandes prejuízos...
Hugo Vinícius
Bem observado. Esse monte de coisas conectadas à Internet tem suas vantagens, mas a desvantagem em ser hackeado é complicada.
Islan Oliveira
Será se há o risco de alguém conseguir hackear o dispositivo para prejudicar o usuário, como por exemplo, realizar uma super dosagem de insulina?