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Facebook testa remover posts não-patrocinados do feed de notícias principal

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2 anos atrás

O Facebook é conhecido por suas inúmeras mudanças na interface. Desta vez, eles estão testando oferecer dois feeds diferentes: um deles trará conteúdo da sua família e amigos, mais posts patrocinados; enquanto o outro ficará com posts não-patrocinados de páginas.

Por enquanto, o teste está sendo realizado apenas em seis países: Bolívia, Camboja, Eslováquia, Guatemala, Sérvia e Sri Lanka. Mas já está claro que a mudança não foi boa para as páginas.

Foto por Thomas Ulrich/Pixabay

O gerente de redes sociais Filip Struhárik mostra que, segundo o CrowdTangle, as interações nos posts das sessenta maiores páginas na Eslováquia caíram dramaticamente nos últimos dias, entre 60% e 80%.

Os posts não-patrocinados agora ficam no Feed de Exploração, lançado para todos na semana passada. Ele fica muito escondido na interface, perdido entre as diversas opções do menu “Mais” do aplicativo; enquanto o feed de notícias, é claro, segue como a porta de entrada para o Facebook.

Esse teste indica um futuro em que páginas terão que pagar para que seus posts apareçam para os próprios seguidores. É uma forma de o Facebook aumentar sua receita publicitária — afinal, com quase dois bilhões de usuários, ele não pode ser ignorado.

Interações nas 60 maiores páginas da Eslováquia no Facebook

O Facebook diz, no entanto, que “atualmente não há planos de implementar isso fora dos países de teste, nem de cobrar páginas no Facebook por toda sua distribuição no feed de notícias ou no feed de exploração”.

Adam Mosseri, chefe do feed de notícias no Facebook, explica em comunicado: “as pessoas nos dizem que querem uma maneira mais fácil de ver posts de amigos e familiares”. Por isso, eles estão testando dois feeds. O Snapchat faz algo parecido: as stories dos seus amigos ficam em um lugar, e o Discover — com notícias e afins — em outro.

Mosseri diz no Twitter que o teste nos seis países “provavelmente vai durar meses, pois demora até as pessoas se adaptarem”.

Com informações: Facebook, TechCrunch, Mashable.

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