Os vazamentos que precedem o anúncio de um novo iPhone são tão comuns que parece que a Apple não se importa com eles. Mas se importa, sim. A companhia tem regras rígidas para evitar que detalhes sobre produtos se tornem públicos antes da hora. O descumprimento das normas pode resultar até em demissões. Foi o que aconteceu com um engenheiro depois que filha dele fez um “hands-on” do iPhone X.

iPhone X

Brooke Amelia Peterson é filha de Ken Bauer, engenheiro especializado em comunicação sem fio que trabalhava na Apple desde agosto de 2013. Na semana passada, a garota publicou um vlog em seu canal do YouTube mostrando o que deveria ter sido apenas um almoço com seus pais. O problema é que, no vídeo, ela exibe o iPhone X que Bauer, por ser engenheiro da Apple, usa — o aparelho só vai ser lançado oficialmente em 3 de novembro.

O problema começa, na verdade, quando Brooke encontra o pai no campus da Apple, em Cupertino. Ela mostra o encontro, assim como a ida deles para um café no local. Só que a Apple proíbe filmagens em suas dependências, mesmo em espaços de acesso comum, como restaurantes.

Aparentemente feliz com a visita, Bauer descreve o campus enquanto a filha grava. Ela mostra até o momento em que o pai imprime um adesivo de identificação que vai servir de crachá (as empresas também não costumam permitir gravações desse tipo de procedimento). Segundos depois, ela mostra Bauer fazendo pagamento de um pedido no Caffè Mac via Apple Pay com o iPhone X.

iPhone X

Quando eles vão para a mesa, Bauer passa o iPhone X para Brooke, que começa então a mostrar alguns detalhes do smartphone — ela chega a esclarecer que o modelo deve ser chamado de iPhone “dez”, não “xis” (traduzindo para o português).

O canal de Brooke não tem nem 10 mil inscritos, mas o privilégio de ter acessado o iPhone X antes de todo mundo fez o vídeo explodir no YouTube. Rapidamente a Apple descobriu a filmagem. O resultado foi este: no último sábado (28), a garota publicou outro vídeo, mas para relatar que seu pai havia sido demitido por causa da publicação. O vídeo original foi apagado, mas cópias já apareceram.

Muita gente se pergunta se a Apple não foi radical demais. Brooke explica, no segundo vídeo, que liberou a gravação apenas depois de o iPhone X ter sido anunciado e de muita gente ter feito vídeos sobre o aparelho. Por conta disso, ela não imaginou que o vídeo fosse trazer problemas para o pai. “Quando você trabalha para a Apple, não importa quão bom você é. Se você infringir uma regra, eles simplesmente não vão tolerar”, ela comenta.

A posição da Apple é compreensível. Regras como essa visam impedir que detalhes importantes sejam revelados. Por ser de um engenheiro, o aparelho pode conter recursos que ainda não foram liberados e até informações confidenciais. De fato, Brooke chega a mostrar um app de notas que poderia conter dados críticos.

Por outro lado, é difícil não lamentar o ocorrido, mesmo com pai e filha dizendo que compreendem a decisão da companhia: apesar de o erro ser grave, ficou claro que Bauer estava contente com a visita e, acima de tudo, orgulhoso com o projeto do iPhone X.

Até o momento, a Apple não comentou o assunto.

Com informações: Business Insider

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gabriel
Só uma curiosidade: aquela caixa branca redonda na mesa é a famosa caixa de pizza patenteada pela apple para reduzir a perda de calor. https://www.theverge.com/2017/5/16/15646154/apple-pizza-box-patent-come-on
Jairo ??
Estudar os dados ? Metodologia aplicada? Quer que eu faça uma tese? Não sou fodão em nada , longe disto , mas simplesmente não concordo com as afirmações e muito menos com a arrogância dele, falta conteúdo prático e vivência .
Leonardo Caldas
Tive a curiosidade de acompanhar a discussão desde o início e fica nítido para quem a lê que você não tem argumentos para defender seu ponto de vista. A pessoa com quem você está discutindo não está se apoiando em achismos, ao contrário de você e também (até certo ponto) não está emitindo juízo de opinião (também ao contrário de você). Recorrer ao "sou fodão, vivido e se estou dizendo que assim é porque é, até porque você não passa de um qualquer" chega a ser infantil de sua parte. Mais saudável seria, se quisesse, você estudar os dados a que o outro se referiu e quem sabe chegar a conclusões diferentes e refutá-los. Aí sim seria uma discussão baseada em argumentos bem fundamentados de ambos os lados.
Jairo ??
Nossa , e o pombo derrubou mais um pe?ozinho tsc tsc
Senhor Bean
https://uploads.disquscdn.com/images/897d1847cd8a9c883a8a6e82a2f706d1a888d9d5bfb4265c01b792ea50432180.jpg
Jairo ??
Eu, com a minha visão reducionista e limitada vou ganhando a vida , viajando , produzindo , contratando , dispensando ......e não , não estudei em uma escola técnica alemã , apenas (quando necessário) contrato está mão de obra e trago para o Brasil , Argentina , Chile .......é sim, desejo sucesso na sua pesquisa , quem sabe algum dia o contrate como consultor.
Senhor Bean
Cara, você lê o que escreve? Não é possível. Sabe quando a produção de iPhones vai para os EUA? NUNCA? Sabe porque? Porque se isso acontecer, a Apple quebra. De onde você tirou um absurdos desses? Um presidente lunático sugerir que a Apple faça isso é uma coisa, ela fazer é outra completamente diferente. E outra, como pode alguém que diz que viajou tanto ter uma visão tão reducionista e limitada? Já ouviu falar em pensamento científico? Vou simplificar pra você: 1) identifique um problema; 2) formule uma hipótese; 3) defina um referencial teórico; 4) vá a campo colher dados que provem ou refutem sua hipótese; 5) formule uma tese; 6) publique os resultados para a comunidade científica; 7) receba as críticas e as analise; 8) volte ao passo 4. Você quer comparar dois séculos de pesquisa com metodologias rigorosamente definidas com a sua visão do mundo? Só a minha pesquisa já acontece há 13 anos. Ela vem desde a minha graduação (Unicamp e UCLA), a desenvolvi no mestrado (UFSC e Paris 1) e continuo estudando no doutorado (UFSC e quem sabe Stanford). Onde você estudou? Nunca escola técnica alemã? Mataria o velho Jürgen Habermas de desgosto.
Jairo ??
Diga vc , a produção dos iTrecos foram transferidos da Foxconn Br para os EUA , com certeza a Apple não está perdendo com isto , outrossim lhe informo que existe uma diferença entre escola técnica e curso superior a nível de tecnólogo ,no caso alemão são 4 a 6 semestres depende da área ,são as famosas TFH , eu visitei unidades chinesas em Shenzhen , província de Guangdong , eu fiquei surpreso com a qualidade (excelente) é graduação da mão de obra direta deles , talvez seja interessante , caso possível , vc sair um.pouco da teoria e viajar , conhecer in loco , só teria a ganhar.
Senhor Bean
Como eu disse anteriormente, eu pesquiso outro tipo de trabalho (setor de serviços), porém, a grande maioria das pesquisas sobre trabalho produzidas nos últimos dois séculos são sobre trabalho produtivo. Temos dois séculos em dados estatísticos sobre trabalho e os números não comprovam seu ponto, até porque numa produção em série, o ritmo de trabalho é definido pela esteira mecânica (ou maquinário equivalente, de novo, não é a minha especialidade), sem isso não existe produção em série. Porém, vamos supor que sim, que o metalúrgico alemão é mais produtivo por ser mais qualificado. Você acha mesmo que qualificação é importante para o Capital? Se fosse, a China não teria se transformado na fábrica do mundo. Apple, Dell, Nike e Zara são exemplo de empresas que migraram a sua produção para a Ásia e/ou para a América Latina, e não, não foi atras de força de trabalho qualificada. O que aconteceria se a gente pegar, por exemplo, a produção do iPhone e levar para a Alemanha? O suposto aumento de produtividade que você defende que existe vai dar conta de compensar o aumento do custo da folha de pagamento? Obs.: Escola Técnica não é graduação.
Jairo ??
Lamento lhe informar , mas um metalúrgico alemão , na sua grande maioria , possue a " Technische Fachochschule" , merece ganhar mais , produz mais e é melhor qualificado , eu conheço muito bem a formação e produtividade tanto do alemão quanto do brasileiro , viaje e tire as suas conclusões .
ʞǝʌǝɥs
Jose X.
mesmo ? http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/10/1931318-justica-do-trabalho-e-lenta-e-pouco-efetiva-para-o-empregado.shtml
Senhor Bean
Te garanto que o metalúrgico alemão não tem doutorado (sequer é, normalmente, graduado) e realiza o mesmo trabalho que seu colega brasileiro, só que ganhando (analisando o poder de compra e não simplesmente convertendo de Euro para Real) de duas a três vezes mais. Uma teoria científica não é baseada em achismos, é baseada em dados empíricos. Uma teoria constrói um modelo de análise da realidade baseada em dados quantificados que essa realidade nos apresenta.
Jairo ??
Compare a qualificação de um metalúrgico da VW da Alemanha com a do Brasil.
Anakin
Mas ele não sabia da regra? Porque ele até ajuda ela a falar informações do aparelho, muito provavelmente sabendo que ela estava gravando para o canal dela.
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