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Empresa arrecada US$ 347 mil em criptomoeda e some

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2 anos atrás

Quando uma empresa quer levantar dinheiro — seja para crescer ou se renovar — ela tem algumas opções: pedir um empréstimo, procurar investidores, ou abrir o capital na bolsa de valores.

Mais recentemente, surgiu outra forma de fazer isso: criar e vender tokens baseados em criptomoeda. Uma startup fez isso, arrecadou US$ 374 mil e, segundo o Motherboard, desapareceu da internet.

Ethereum

A Confido prometia desenvolver um app para realizar pagamentos e acompanhar o trajeto de mercadorias usando o blockchain (saiba mais sobre essa tecnologia aqui). Ela fez um ICO vendendo tokens baseados em Ethereum entre 6 e 8 de novembro.

O ICO, sigla em inglês para “oferta inicial de moedas”, consiste em vender tokens (geralmente baseados no Ethereum) para investidores. Você pode ficar com essas moedas até que a empresa decida comprá-las de volta; ou pode vendê-las para outros usuários — é como negociar ações na bolsa de valores.

Então, no domingo, a Confido apagou sua presença online. O site está fora do ar; a conta no Twitter foi removida; uma mensagem postada no Medium foi rapidamente apagada; e sua comunidade no Reddit agora é privada.

Joost van Doorn, que seria o fundador da Confido e um ex-funcionário do eBay, tinha um perfil no LinkedIn — mas até isso foi removido. Ele disse na mensagem apagada:

… estamos em uma situação complicada, pois tivemos problemas jurídicos causados ​​por um contrato que assinamos. Assinamos o contrato com a garantia do nosso assessor jurídico de que havia um risco mínimo e de que isso não seria um problema. Não posso e não vou entrar em detalhes, mas ele estava errado.

Enquanto isso, os investidores perderam o dinheiro que investiram. Cada token valia US$ 1 antes do ocorrido; agora, eles são vendidos por um centavo de dólar. Eli Lewitt, co-fundador da TokenLot, que realizou o ICO em nome da Confido, diz ao Motherboard: “esses golpistas foram muito bons”.

Só este ano, o valor total arrecadado em ICOs ultrapassou US$ 1,6 bilhão no mundo inteiro. A China proibiu essa prática em setembro, dizendo que ela “perturbou seriamente a ordem econômica e financeira” do país. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) diz que operações de ICO estão sujeitas a risco de fraudes e pirâmides financeiras, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Com informações: Motherboard, TechCrunch.

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