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HDMI 2.1 vem com suporte a vídeos em 10K e HDR dinâmico

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29/11/2017 às 13h18
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No meio de smartphones, laptops e tantos outros gadgets anunciados no início do ano durante a CES 2017 estava o HDMI 2.1. Na ocasião, as especificações ainda precisavam ser ajustadas. O novo padrão acabou sendo finalizado nesta semana e, como esperado, traz suporte a recursos como resolução 10K e HDR dinâmico.

HDMI - conector

O HDMI Forum, grupo responsável pela tecnologia, tratou de compatibilizar as novas especificações com as anteriores. Isso significa que o HDMI 2.1 utiliza o mesmo padrão de conexão que já conhecemos e, a não ser por uma eventual exceção, funciona com dispositivos baseados nas versões anteriores do HDMI. Obviamente, todos os novos recursos só poderão ser aproveitados em equipamentos compatíveis com o HDMI 2.1.

Por fora nada muda, mas, por dentro, a diferença em relação ao HDMI 2.0 é enorme: enquanto este tem largura de banda de 18 Gb/s (gigabits por segundo), o HDMI 2.1 oferece 48 Gb/s. Graças a isso, o novo padrão consegue suportar diversas combinações de transmissões, incluindo resolução 4K com frequência de 120 Hz e 8K com 60 Hz.

10K no HDMI 2.1

Mais surpreendente é o suporte à resolução 10K (10240×4320 pixels). Não temos conteúdo nessa resolução — na verdade, até a oferta de vídeos em 4K ainda é baixa —, mas essa é uma forma de mostrar o potencial da tecnologia, deixá-la preparada para o futuro e, eventualmente, atender a aplicações muito específicas.

Não para aí. Outro atributo importante é o suporte ao HDR dinâmico, que permite, basicamente, que o HDR seja ajustado quadro a quadro. Nesse sentido, também há suporte ao VVR (Variable Refresh Rate), padrão que ajusta a frequência de atualização a cada instante, mas sem afetar a fluidez de um jogo, por exemplo.

HDR dinâmico

Outras características destacadas pelo HDMI Forum são o suporte aos padrões QFT (Quick Frame Transport) e ALLM (Auto Low Latency Mode): o primeiro diminui a latência em jogos e aplicações de realidade virtual; o segundo ajusta automaticamente a latência para cada aplicação.

Destaque também para o suporte ao QMS (Quick Media Switching), que reduz o tempo em que aquela tela preta ou branca aparece antes de o conteúdo ser exibido, e ao eARC, que faz o HDMI 2.1 ser compatível com padrões de áudio mais recentes, como Dolby Atmos e DTS:X.

Apesar de as especificações terem sido finalizadas, pode levar meses para os primeiros dispositivos compatíveis chegarem ao mercado. Mas saiba desde já: se você quiser usufruir de todo o potencial da nova versão, terá que utilizar um cabo HDMI 48G que, certamente, será tudo, menos barato.

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  • Joaomanoel

    4k120 é interessante, torna mais atrativo para games no futuro.

    • Vinicius Wagner

      Principalmente por que os dispositivos compatíveis com HDMI 2.1 vão sair só a partir de 2019, quando já teremos placas de vídeo que talvez possibilitem jogar em 4K120.

  • Matheus Mohr

    Alguém sabe detalhar quanto ao HDR Dinâmico, se a aplicação/animação precisa ser totalmente refeita para que esse recurso possa ser utilizado ou se existe uma forma de “converter”? Pergunto pra gente saber se devemos esperar ver o que já temos hoje sendo adequado pra utilizar isso ou se devemos esperar que somente coisas novas tragam isso (que pela imagem, o negócio fica lindo :B )

    • Vinicius Rodrigues

      Se for padrão HDR10, precisaria ser refeita, pois esse não tem metadados dinâmicos. Já os padrões HDR10+ e Dolby Vision possuem metadados dinâmicos.

  • Trovalds

    Pelo menos já adiantaram os 8k, que tá em testes no JP pra ser padrão de TV aberta. Inclusive houve transmissão de testes em 8k do carnaval do RJ em parceria com a Globo.

    • Marco Antonio

      Na copa também.

  • Daniel R. Pinheiro

    E eu achando que só existia o HDR. Agora tem esse HDR dinâmico? E eu pensando, antes de abrir a matéria que a própria sigla HDR já significa ‘dinâmico’, mas aí vi na matéria que se trata de vídeos, então tá explicado (um pouco).

    • adrielmenezes

      Igual as montadoras que falam que o carro é um SUV esportivo

  • 48 gigabits por segundo em um cabo metálico grosso e pouco maleável.
    Eu não entendo porque não substituem logo por uma fibra ótica. Mais fino, leve, e com banda teórica ilimitada. Poderiam fazer um cabo hibrido… Duas fibras e 1 par metálico para passar alimentação entre os aparelhos conectados.

    • anuser

      O problema da fibra ótica é a sua fragilidade e seu custo, além de outras coisinhas. Não há tanta necessidade. Sinceramente, nenhuma.

      • Fibra ótica deixou de ser frágil a muito tempo. Hoje em dia passam fibra ótica igual cabos metálicos por dentro dos conduítes das paredes. Elas tem um fio metálico de suporte. Ainda assim, são mais finas e maleáveis do que um cabo HDMI. Podem ter desde poucos centímetros até alguns quilômetros de extensão e são mais baratas.

        No meu Rack da sala eu tenho o aparelho da TV por assinatura, videogame, o Home Theater, e eventualmente um Notebook conectado. São 4 cabos HDMI passando. Ainda tem o Chromecast, mas esse fica esquecido atrás da TV e não me incomoda.
        Se eu pudesse passar todos esses cabos por dentro da parede, faria isso. Mas não dá, são grossos, a solução foi adicionar um painel de madeira para esconder tudo.

        Acho que os fabricantes deveriam pensar em uma solução que usa cabos mais finos para passar o sinal e também alimentar os aparelhos com energia elétrica. Porque ter uma fonte de alimentação para cada aparelho também é muito “anos 2000”.

    • Tom

      Acho que dá para substituir por uma USB tipo-c.

      • Nem de longe. USB-C (USB 3.1) tem banda máxima de 10 gigabits… Precisaria multiplicar por 5 para chegar no patamar desse HDMI… E ainda assim resolveria poucos dos problemas que eu listei.

        Ainda acho que 2 fibras + 2 fios resolveriam o problema de forma mais elegante. De quebra ainda eliminaria o cabo de alimentação de todos os aparelhos conectados a TV.

        • Tom

          Quem sabe num futuro próximo saia um usb com essa capacidade, o USB também tem capacidade de alimenta alguns eletrônicos como set top box, dispensando cabo de energia.

    • João Almeida

      Thunderbolt 3 vai até 40 e o cabo é bem normal…

    • Walter

      Eles não fazem logo um de fibra ótica para poderem sempre cobrar algo quando lançam um cabo mais novo. Já imaginou se fazem o de fibra ótica e quem já comprou não precisa fazer upgrade por um bom tempo? E quem acabou de comprar o último modelo de TV OLED? Acabou de comprar um produto defasado…

  • adrielmenezes

    Uma dúvida boba sobre HDR em televisão: se o efeito HDR é um pós processamento e a televisão apenas exibe o material renderizado, porque ela precisa ter suporte a HDR?

    • Matheus Souza

      Até onde sei, não é um pós processamento que a TV faz na imagem que ela está exibindo.
      Mas sim a forma como os dados chegam até ela, então a TV tem que ser feita para receber esse conteúdo a mais de informação e traduzir isso nos pixels

    • Tom

      O HDR não é um pós processamento e sim mais cores (10bits) enquanto a imagem comum tem 8bits.
      Não confunda HDR da televisão com HDR da fotografia que são coisas diferentes.

  • Tom

    Vou esperar sair uma mi box com essa tecnologia.

  • Aloísio

    Qual a utilidade do 8K e 10K? Faz diferença a partir do 4K?

    • Islan Oliveira

      8K e 10K creio que faça mais diferença pra telas muito grandes (e quando digo grande, são muito grandes mesmo) ou então pra realidade virtual.

  • Quem diria, Full HD virou baixíssima definição.