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O que os reviews dizem sobre o Razer Phone

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06/12/2017 às 17h27
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No começo de novembro, a Razer transformou os rumores em realidade: lançou o Razer Phone, primeiro smartphone da marca — quiçá do mercado — pensado especialmente para jogos pesados. Apesar disso, a companhia não se preocupou em equipá-lo com algum tipo de joystick ou em deixá-lo com visual rebuscado. Os atributos estão concentrados no hardware.

Começa pela tela de 5,7 polegadas com frequência de 120 Hz, passa pelos 8 GB de RAM e 64 GB de espaço interno para dados, e chega ao processador, um Snapdragon 835 com GPU Adreno 540. Como esse conjunto encara a jogatina? E o que esperar do aparelho nas aplicações rotineiras? Vamos descobrir o que os primeiros reviews dizem.

Razer Phone

Baita tela, mas ela não é perfeita

Com tecnologia IGZO LCD, 5,7 polegadas de tamanho, resolução de 2560×1440 pixels, suporte a HDR e Wide Color Gamut (padrão que dá mais profundidade às cores), além da frequência de 120 Hz, não tem como a tela não ser o chamariz do Razer Phone.

Para Nicole Lee, do Engadget, esses detalhes realmente fazem diferença. Ela explica que, embora nem todo game consiga aproveitar os 120 Hz, essa taxa de atualização torna a experiência de jogo “maravilhosamente suave” em vários títulos, como Arena of Valor e Final Fantasy XV. Lee também destaca que não é só com jogos: os 120 Hz deixam a navegação em páginas web mais fluída, por exemplo.

Razer Phone

Foto: Engadget

Mas nem tudo é perfeito. Praticamente todos os reviews ressaltam que a tela não tem brilho forte. No Tom’s Guide, Sherri Smith se diz impressionada com a profundidade de cores do componente, mas lamenta que o brilho não passe de 310 nits enquanto a média atual no mercado é de 448 nits.

O resultado é uma tela com cores vívidas, mas ofuscada pela falta de brilho e também pelo consequente reflexo — Nicole Lee afirma que, em determinados momentos, teve que proteger a tela com a mão para evitar que ela refletisse em demasia a luz do ambiente.

Design e pegada: do laptop para o smartphone

Você já deve saber, mas não custa relembrar: o Razer Phone é inspirado no formato “quadradrão” do Nextbit Robin. Não surpreende, afinal, a Razer comprou a Nextbit no início do ano. Mas, se na aparência ambos os modelos são muito parecidos, no acabamento a situação muda: o Razer Phone é muito mais robusto.

Sherri Smith afirma em seu review que gosta dos laptops da Razer por conta dos materiais “premium” usados neles e que ficou satisfeita ao percebe que o mesmo cuidado foi direcionado ao Razer Phone: o dispositivo tem o acabamento de alumínio que pode ser encontrado na linha gamer Razer Blade, por exemplo, eliminando completamente a aparente fragilidade do Robin.

Razer Phone

Foto: CNET

Esse aspecto é bastante positivo porque o Razer Phone é grandalhão, portanto, você precisa sentir segurança ao pegá-lo, sensação que o acabamento em alumínio consegue proporcionar. Mas Nicole Lee avisa: quem tem mãos pequenas pode se atrapalhar um pouco com o aparelho.

O que desagrada é a ausência de alguns recursos. Alex Dobie, do Android Central, e Sean Hollister, do CNET, chamam atenção para a falta de resistência à água, culpa, em parte, dos alto-falantes generosos do Razer Phone. Mas o que desagradou todo mundo é a inexistência de conexão para fones de ouvido — a explicação do CEO da Razer de que a entrada de 3,5 mm foi retirada para aumentar a capacidade da bateria não colou.

As câmeras da concorrência estão um passo à frente

O Razer Phone tem dois sensores traseiros, um de 12 megapixels e lente f/1,8, outro com 13 megapixels e lente f/2,6 (para zoom). Mas quantidade não é sinônimo de qualidade: no CNET, Hollister afirma que as fotos feitas com o aparelho não chegam a ser ruins, mas ficam para trás na comparação com topos de linha da concorrência.

Ainda para Hollister, o efeito de zoom da câmera secundária funciona bem e, em boas condições de iluminação, o aparelho consegue registrar fotos com nitidez convincente. Por outro lado, o app de câmera é lento e a qualidade da imagem fica muito pobre em condições de baixa luminosidade.

Foto feita com o Razer Phone

Foto: Android Central

No Android Central, Alex Dobie também criticou o aplicativo da câmera e ressaltou que, frequentemente, as fotos feitas com o Razer Phone são mais escuras e sem vivacidade do que deveriam; quando a iluminação é boa, os resultados melhoram, mas são inferiores até aos de smartphones mais baratos.

Como parece que parte do problema está no software, é de se esperar (ou torcer) que atualizações pelo menos amenizem a situação nos próximos meses.

Desempenho inquestionável; bateria nem tanto

Sherri Smith classificou o desempenho do Razer Phone como impressionante. Alex Dobie fez declaração parecida. Na verdade, nenhum review demonstrou decepção com o desempenho. Pudera: o Razer Phone realmente faz bonito no hardware. O conjunto básico é um processador Snapdragon 835 com GPU Adreno 540 e 8 GB, só para relembrar. Com essa configuração, praticamente todos os jogos e aplicativos pesados rodaram sem pestanejar.

Razer Phone

Foto: Tom’s Guide

Já a bateria, com seus 4.000 mAh e suporte ao Quick Charge 4.0+ (para recarga rápida), divide opiniões. Nos testes de Smith no Tom’s Guide, a autonomia ficou apenas dentro da média, necessitando de recarga todos os dias, e melhorou ligeiramente quando a tela foi configurada para trabalhar com 60 Hz em vez de 90 Hz (padrão).

Por sua vez, Alex Dobie, do Android Central, expressou satisfação (e até certo alívio) ao constatar que a bateria tem autonomia para pelo menos um dia e meio de uso por carga completa, ainda que, presumivelmente, esse período possa cair para menos de um dia se você ficar muito tempo jogando.

O que mais?

Havia algumas incertezas com relação ao software porque a Razer (ainda) não tem tradição no universo do Android, mas, de modo geral, o sistema operacional do Razer Phone agrada. No Engadget, Nicole Lee relembra que o dispositivo vem com o Android 7.1, mas há previsão de atualização para o Android 8.0 no começo do próximo ano. A Nova Launcher Prime, ativada por padrão, compensa esse atraso no Android por ser bastante personalizável.

As duas saídas de áudio frontais também convencem. No CNET, Sean Hollister chega a dizer que ambas têm mais volume que as saídas de som de muitos laptops por aí. Além disso, o som é claro e não distorce.

Razer Phone

Fones de ouvido só com adaptador

No fim das contas, o Razer Phone é um aparelho que realmente consegue oferecer uma experiência positiva, tanto para quem quer jogar quanto para quem deseja apenas rodar qualquer aplicativo sem se preocupar com o desempenho.

Mas é preciso estar ciente de que o modelo está longe da perfeição: se você quer fotos caprichadas ou têm medo de que o brilho relativamente baixo da tela possa atrapalhar (embora o problema só seja notável em ambientes bem iluminados), talvez seja melhor esperar para saber se atualizações de software resolvem alguma coisa ou simplesmente aguardar o próximo smartphone da Razer.

Nos Estados Unidos, o Razer Phone tem preço sugerido de US$ 699,99. Não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Magnosama

    Mancadas bobas da Razer, hein
    Brilho da tela, câmera e conexão para fones de ouvido…
    coisas fáceis de serem corrigidas em uma próxima versão.

    • Guaip

      Pois é. A câmera mediana até passa dado o perfil de utilização visado (apesar de ser essencial para mim). Mas a luminosidade e a conexão estão diretamente ligadas à finalidade do aparelho, e isso mata legal as chances dele de vingar.

  • Luis Cesar

    Os botões liga/desliga e volume, ao meu ver, não poderiam estar centralizados. Claro, pelo seu tamanho eles não poderiam estar muito em cima, isso dificultaria a usabilidade. Mas por se tratar de um smartphone voltado pra jogos, os botões atrapalham o uso de gamepads, já que o suporte deste pode clicar os botões. Nada que uma microgambiarra não resolva, mas esse detalhe poderia ter uma melhor atenção.

    • Leandro Nascimento

      Eu entendi porque os botões estão no meio: se você estiver segurando o telefone em modo paisagem enquanto joga, os botões de volume ficam facilmente acessíveis com ambos os polegares! Genial! E o povo fica reclamando…

      • Luis Cesar

        Nossa… precisar de dois dedos pra ficar aumentando e diminuindo o volume a cada 5 segundos. Só você mesmo no alto de sua genialidade, que criatura fenomenal. National Geographic te espera.

        • Leandro Nascimento

          Porra, parabéns aí pela sua simpatia e cordialidade em responder um comentário. Falei super de boa sobre o porque da posição dos botões e tu já vem respondendo com ironia. Vá se ferrar, cara!

        • Marcos M.

          Calma cara, o que o camarada ai fez? Xingou sua familia? Tolerância, faz favor!

  • Anderson Santana

    …mas então….qual celular tem boa autonomia limitando-se somente aos tops?

    • Guaip

      Bom, eu tenho um S7 e desde que comprei a bateria dura pelo menos 1 dia e meio. Geralmente carrego dia sim, dia não. Não sei como é o S8.
      Por outro lado, estou longe de ser heavy user. Mas nas mesmas condições, outros aparelhos que tive passaram vergonha.

  • Simonyet Yadi

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  • Podia dizer que a foto tinha a tela do jogo Titanfall Assault, me poupava o trabalho de descobrir! Foto meramente ilustrativa fica ruim… heheheh

    • Emerson Alecrim

      Obrigado por descobrir por mim, hahaha…

  • Carlin

    Ainda não vejo sentido nessa investida da Razer, se quisesse lançar um aparelho portátil para jogos que criasse um competido a altura do Nitendo Switch.

  • Maicon Bruisma

    Nada que o app de câmera do Google já não resolva muito. Porém a falta da entrada P2….