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França ordena WhatsApp a parar de compartilhar dados com o Facebook

Felipe Ventura Por
2 anos atrás

Há cerca de um ano, o WhatsApp mudou seus termos de serviço e política de privacidade, abrindo a possibilidade de trocar dados com o Facebook. A França quer que o app pare com isso o quanto antes.

Os termos dizem que o Facebook "pode usar dados do WhatsApp para fazer sugestões (por exemplo, de amigos, de contatos ou de conteúdo interessante) e mostrar ofertas e anúncios relevantes".

Foto por Microsiervos Geek Crew/Flickr

A CNIL (Comissão Nacional de Informática e Liberdade), autoridade de proteção de dados da França, exigiu que o WhatsApp pare de compartilhar dados com o Facebook sem obter o consentimento dos usuários — o prazo é de um mês.

"A única maneira de recusar a transferência de dados é desinstalando o aplicativo", diz a CNIL em comunicado. De fato, cada usuário tem 30 dias para escolher se compartilha ou não seus dados com o Facebook, indo em Configurações > Conta; depois desse prazo, a opção desaparece.

Isso esteve disponível para usuários existentes no ano passado, quando os termos de uso foram modificados; e surge caso você crie uma nova conta.

Os termos de uso dizem: "nada que você compartilhe no WhatsApp, incluindo suas mensagens, fotos e dados da conta será compartilhado no Facebook ou em qualquer outro aplicativo de nossa família".

Em comunicado, o WhatsApp diz que a privacidade é muito importante e "é por isso que coletamos pouquíssimos dados e criptografamos cada mensagem". O app não armazena o que você envia: tudo fica nos servidores até ser entregue ao destinatário, ou por 30 dias, o que acontecer primeiro.

O WhatsApp também argumentou à CNIL que está sujeito apenas às leis dos EUA, mas o órgão rebateu: ela é a autoridade responsável no momento em que qualquer empresa processa dados na França.

Essa notificação não é uma sanção, mas o WhatsApp poderia enfrentar multas no futuro. O app foi adquirido pelo Facebook em 2014 por US$ 22 bilhões, e está se preparando para ganhar dinheiro — empresas poderão enviar mensagens para seus clientes.

Com informações: Bloomberg, Reuters.