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Bitcoin e outras criptomoedas despencam, e ninguém sabe exatamente o motivo

Felipe Ventura Por

O bitcoin quebrou recorde atrás de recorde este ano, e quase dobrou de preço em dezembro, chegando bem próximo dos US$ 20 mil. Mas tudo o que sobe tem que descer.

Nas últimas 24 horas, o bitcoin chegou a ser negociado por US$ 12.874, de acordo com o CoinMarketCap. Em algumas casas de câmbio, ele esteve abaixo dos US$ 12 mil. Segundo o TechCrunch, esta foi a maior porcentagem de perda que o bitcoin sofreu este ano.

Foto por Marco Verch/Flickr

Outras criptomoedas acompanharam a queda. Ethereum e Litecoin sofreram redução de 20%, enquanto Bitcoin Cash e Monero despencaram 30%. Das moedas com maior capitalização de mercado, apenas o Ripple não desvalorizou.

Não há uma explicação óbvia para essa queda de preço — que, segundo o Mashable, limpou aproximadamente US$ 179 bilhões do valor de mercado total das criptomoedas.

"Uma movimento maníaco de alta liderado pelo rebanho será seguido por uma desaceleração, à medida que o sentimento emocional mudar... Com o final do ano chegando, muitos investidores realizam lucros", diz Charles Hayter, fundador do Cryptocompare, à Reuters.

No entanto, é possível que essa correção não dure muito tempo. Grandes instituições financeiras, como CBOE e CME Group, oferecem contratos futuros que permitem apostar no bitcoins — um dos motivos para sua forte valorização este ano.

E segundo a Bloomberg, o Goldman Sachs — um dos maiores bancos dos EUA — terá uma mesa de operações para negociar criptomoedas para seus clientes. "Em resposta ao interesse do cliente em moedas digitais, estamos explorando a melhor forma de atendê-los", diz um porta-voz da instituição.

Mesmo com essa queda dramática, o bitcoin valorizou 1.300% desde o início do ano.

Com informações: TechCrunch, Mashable.