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Bancos brasileiros vão testar blockchain com dados reais em 2018

Tecnologia por trás do Bitcoin avança dentro das instituições financeiras

Paulo Higa Por

O bitcoin está passando por seu momento ruim no Brasil, mas a tecnologia por trás da criptomoeda, o blockchain, ganha mais adeptos no país. Os bancos brasileiros anunciaram que vão fazer testes com a tecnologia em 2018, pela primeira vez utilizando dados reais.

Como explicamos, o blockchain é uma rede que funciona com blocos encadeados que sempre carregam um conteúdo junto a uma impressão digital; no caso do bitcoin, o conteúdo é uma transação financeira. A segurança fica por conta de um mecanismo que utiliza poder de processamento para resolver cálculos complexos, garantindo que determinado conteúdo é válido.

Imagem por GoodManPL/Pixabay

No Brasil, os bancos estudam a tecnologia desde, pelo menos, agosto de 2016, quando foi criado o Grupo de Trabalho de Blockchain, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo o Estadão, o Banco Central e 17 instituições financeiras participam dos trabalhos, incluindo os cinco maiores bancos de varejo do país (Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Santander).

Alguns testes com blockchain já foram realizados com dados fictícios, como um cadastro único entre bancos, para permitir que as instituições financeiras compartilhassem as informações dos clientes entre si, agilizando processos internos. No entanto, nenhum banco mostrou interesse em explorar a tecnologia. Ainda não foram revelados os testes com dados reais, mas eles serão feitos “em uma pequena escala”.

Embora os estudos com blockchain avancem nas instituições bancárias, as criptomoedas, uso mais famoso da tecnologia, ainda não devem ser discutidas no grupo de trabalho da Febraban.

Leia mais: O que é blockchain: indo além do bitcoin

Comentários

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Maria Santa
Mas eu só queria uma metralhadora...
Daniel Ribeiro
Só porque é a Febraban, está correto. Só porque é um "ninguém" da internet, está errado. Os argumentos em si não valem nada. "argumentum ad verecundiam"
Daniel Ribeiro
Calma jovem. A Internet foi criada para ser uma rede de troca de conhecimento. Estamos todos aqui para aprender. No fim do dia, nada disso faz diferença... A galera vai continuar ganhando dinheiro em cima de palavras da moda... É igual "Computação Quântica", "Nuvem", "Aprendizado de máquina" e tantos outros jargões que servem apenas para definir coisas que já existiam antes com outros nomes.
Maria Santa
Desisto. Você está certo, eu estou errado. E odeio quem está certo. Só queria ter uma metralhadora agora.
Marcos
O próprio banco validará suas transações? A ideia do blockchain é justamente as transações serem validadas por qualquer um.
Rener Web
Ah como eu adoro os comentaristas profissionais da internet, estão todos certos a Febraban e equipe de informática estão todos errados. kkk
Daniel Ribeiro
Integração entre diferentes empresas já existe a anos, e existem centenas de tecnologias que permitem isso... Desde APIs, Bancos de dados compartilhados, "parceiros integradores", etc. Nenhuma delas pode ser considerada uma "Blockchain" pois a Blockchain existe para eliminar os intermediários e resolver o problema da confiança em uma autoridade central de controle. Para bancos isso não faz sentido, já que todo mundo que participa da rede possui uma relação comercial (portanto, de confiança). Na prática, tudo o que eles estão fazendo agora eles já fazem desde sempre, porém como querem estar na moda, eles estão chamando agora de "Blockchain"... Mas não faz o menor sentido, pois eles não tem nem o "block", nem o "chain". É pura e simples troca de dados.
Maria Santa
Pegue tudo isso que você falou e mude um detalhe: estamos falando de rede de bancos no país. Imagine uma "blockchain" dos bancos, ou seja, uma rede interna onde todos os bancos validam suas informações financeiras. Não sei como é os bancos de dados bancários atualmente, mas não duvido que é ainda algo mais "comum" (um "tabelão" com as informações). E este "tabelão" só conversa apenas com um banco só. Tipo, tem o tabelão do Itau, o tabelão do Bradesco, o do BB e do da Caixa. Se um destes bancos sairem, a rede continua. Se outro banco entrar na rede, aumenta a capacidade de transações. Não duvido que o blockchain serviria para justamente servir como uma espécie de "cartório" de transações. A rede fica restrita apenas aos nós do sistema bancário brasileiro, e com isso você pode depositar no Brasdesco que em segundos o dinheiro cai em uma conta na Caixa, isso porque o blockchain R$ validou a informação em pouco tempo graças a integração. Hoje o tempo de transação entre bancos não é tão imediato (geralmente é entre meia hora a 1 hora para confirmar). E ainda parece-me burocrático. Edit: Hoje os bancos trabalham com uma espécie de "Joint Venture" dos caixas eletrônicos. É uma empresa só que fornece a infraestrutura para caixas eletrônicos no país. Um mesmo caixa eletrônico opera para vários bancos, só bastando inserir o cartão. Se o blockchain for aceito na rede bancária, imagine não esquentar mais a cabeça com falta de caixas eletrônicos abertos no horário que você precisa.
forposts
As primeiras que apareceram não tinham dono, mas alguém estava pagando a conta. Precisa de uma estrutura física (energia, computadores, banda de rede, etc). Logo, quem quiser bancar por conta e fazer fork, tem toda liberdade de fazer, até porque isso se chama "mundo real". As blockchains que vão continuar vivendo serão aquelas que vão pegar, ou seja, se tiverem aplicação no mundo real. O que é só virtual pode valer nada a qualquer momento. As que "vão pegar" são aquelas que terão utilidade para quem for usuário dela (ou "dono"). Simples assim.
Daniel Ribeiro
Não estou falando de ser aberta no sentido de ter seu código livre. Ela pode até ser construída em cima de código proprietário, contanto que o acesso a ela seja aberto. Blockchain por definição é uma rede em que qualquer nó pode ingressar ou sair a qualquer momento. Ela precisa ser "imparável", ou seja, se houver um único nó mantendo a rede ativa, a rede permanecerá ativa, sendo impossível parar este nó se não por sua própria vontade. Ela também não deve permitir edições, ou seja, os blocos já processados não poderão ser reprocessados de maneira diferente. São só estes 3 requisitos... Repare que não tem nada a ver com código aberto ou código proprietário, não tem a ver com anarquia ou qualquer ideologia... É uma questão técnica. Se a rede não atende a estes 3 requisitos, ela ainda assim pode ser considerada uma rede segura e confiável... ela só não pode ser chamada de Blockchain.
Maria Santa
Na verdade a "rede de mineradores" será o próprio banco ou rede bancária. Será um sistema fechado, não aberto.
Maria Santa
Uma das grandes ironias do Open Source é que você pode pegar algo "open" e depois "closing". Não é que "Blockchain tem que ser aberta" - isso na verdade é só válido quando fala de "criptoanarcomoedas". Mas por outro lado, provavelmente será mais fácil para bancos verificarem se uma movimentação é válida ou não, já que o blockchain registra as informações da movimentação. O que os bancos estão fazendo é um "closed fork" de blockchain. Não precisa se preocupar. Não é diferente de um cara que pega carenagem da CG 2017 e usa em uma CG 2011 porque acabou o estoque da última :V
Marcelo Pietro
E daí? Tipica pergunta de quem quer arrumar confusão. Resposta: Nada não colega.Eu sou de paz.Me perdoe por meu comentário extremamente estúpido. "Esses bancos são uns safados mesmo por não quererem dividir seus altos lucros com os mineradores/autenticadores." Ficou melhor assim?
Ricardo Bahia
E daí?
Marcelo Pietro
O povo(não todos) vê uma notícia dessas e já pensa que poderá ganhar dinheiro autênticando operações para os bancos.
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