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O Game Boy está voltando, mas não pelas mãos da Nintendo

Diego Melo Por

Embarcando no sucesso dos relançamentos de consoles clássicos, a fabricante de periféricos Hyperkin decidiu se antecipar à própria Nintendo e anunciou que trará de volta outro videogame que fez parte da infância de muita gente: o Game Boy.

Apresentado na CES 2018 com o nome temporário de Ultra Game Boy, o novo portátil será uma versão moderna e aperfeiçoada do console clássico, mas mantendo boa parte de suas características originais.

Foto: Gizmodo

De acordo com o Gizmodo, o Ultra Game Boy terá um corpo em alumínio resistente, mantendo os botões originais de volume e contraste, mas adicionando um terceiro botão circular para ajustar ou desligar a luminosidade da nova tela de LCD colorida.

Outras melhorias incluem as 6 horas de duração da bateria, uma porta de carregamento USB-C, um par de alto falantes estéreo, entradas de fones de ouvido, e saídas de áudio para a esquerda e para a direita - especiais para os músicos de chiptune criarem suas melodias utilizando o console.

Foto: Gizmodo

Ao contrário do NES e do SNES Classic lançados pela Nintendo, o Game Boy da Hiperkin não terá jogos gravados na memória. Ou seja: o jogador terá que usar as fitas originais do console antigo no portátil novo. No entanto, o Ultra Game Boy oferece suporte tanto aos cartuchos de Game Boy quanto aos de Game Boy Color.

A Hyperkin pretende lançar o Ultra Game Boy (ou qualquer que seja o nome oficial do aparelho até lá) no começo do terceiro trimestre nos EUA por pelo menos US$ 100 (cerca de R$ 325) — um pouco mais salgado do que os preços sugeridos para o NES (US$ 59,99) e para o SNES (US$ 79,99) da Nintendo.

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Roberto Oliveira
Não, mas ele lê cartuchos de GameBoy e GameBoy Color. Pra quem já tem cartuchos é uma mão na roda
Rodrigo Sanguanini
E é possível colocar mais jogos na memória?
Eduardo Alvim
O GameBoy era a minha "tara" no início da década de 1990. Tinha um hype danado dele, vivia aparecendo em seriadinhos da TV, do tipo Super Vicky, Alf, etc. Lia muito a respeito dele na saudosa revista Videogame, que acompanhava desde o número 1. Só consegui por a mão em um na locadora de fita de NES perto de casa, o carinha trazia importado, mas era muito caro. Nossa, quando peguei naquele console, aquela telinha esverdeada, pirei... kkk Só consegui comprar o meu em 1994 (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/3/30/dinheiro/18.html). Esperei um pouco e paguei R$80,00 nele no Carrefour. Eta saudade... Depois upei pro Color geração 1, já era universitário (1999) e rolava turno de Worms com os colegas nos intervalos. Bons tempos. Eu compraria de novo.
Luca
"pelo menos 100 dólares", não "menos de 100 dólares" :)
Roberto Oliveira
Quem não quiser sofrer na mão da Hyperkin pode comprar o GB Boy Colour. Está no mercado já há algum tempo e funciona perfeitamente bem como clone de GB/GBC rodando os cartuchos originais, além de trazer alguns jogos na memória. Em média custa R$ 115 nos AliExpress da vida.
Programador Front-End
menos de 100 dolares = 99,90
Daniel Teixeira
Parece que eles conseguem fazer isso depois que a patente vence (20 anos, geralmente). Mas dependendo do console ainda pode ter problemas de copyright.
Renan Maia Fernandes
Game Boy era grandinho, dava pra colocar uma bateria melhor ai, que durasse umas 10 horas, 6 horas é pouco.
John Smith
Como é possível criar um produto destes sem ter problemas legais com a Nintendo?


De qualquer forma, não me parece muito atrativo sem jogos. Se é pra depender dos cartuchos, melhor comprar um usado em bom estado.