Este ano, pesquisadores divulgaram duas falhas de segurança que afetam processadores feitos nos últimos anos. Para mitigar o Spectre e o Meltdown, é preciso desativar alguns recursos que foram pensados para melhorar o desempenho.

A Intel divulgou vários benchmarks de seus processadores após a correção para as duas falhas. Em alguns casos, a performance mal é afetada; em outros, há uma queda perceptível.

Foto por Masaru Kamikura/Flickr

Os testes foram feitos no Windows 10 com chips das gerações Coffee Lake, Kaby Lake e Skylake; e no Windows 7 com o Skylake.

A queda de desempenho ficou entre 1% e 7% no PCMark 10, sem muita diferença entre as gerações de processadores. (A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.)

Enquanto isso, o SYSmark 2014 SE mostrou variações maiores. Ele é composto por quatro cenários: produtividade em escritório (Microsoft Office, Google Chrome); análise de dados (Excel, WinZip); criação de mídia (Adobe Photoshop e Premiere); e capacidade de resposta.

Nos três primeiros critérios, o desempenho caiu entre 2% e 5% nas gerações Coffee Lake e Kaby Lake. A geração Skylake, por sua vez, teve resultados mistos: dependendo da configuração, houve uma queda de 10% (Windows 10 e SSD) ou um aumento de 6% (Windows 7 com HDD).

Enquanto isso, a capacidade de resposta teve quedas expressivas, entre 12% e 21% no Windows 10. Isso mede “abertura de programas, abertura de arquivos, navegação na web com várias abas, multitarefa, cópia de arquivos, edição de fotos, criptografia e compressão de arquivos, e instalação de aplicativos em segundo plano”.

O benchmark WebXPRT 2015, que mede o desempenho de webapps no navegador, registrou quedas entre 5% e 10%. Enquanto isso, o 3DMark Sky Diver — que testa a performance de jogos em DirectX 11 — não sofreu mudanças perceptíveis. Você pode conferir a tabela completa neste link.

Intel - Foto: Digital Trends

E quanto às outras gerações de chips da Intel? A empresa diz: “na próxima semana, vamos oferecer um conjunto representativo de dados para processadores de laptop e desktop que foram lançados nos últimos cinco anos”.

A fabricante promete que, até 15 de janeiro, vai atualizar 90% dos processadores lançados nos últimos cinco anos. O restante vai receber uma mitigação até o fim de janeiro. Então, ela focará em chips mais antigos.

Ela continua: “trabalharemos em soluções criativas com nossos parceiros da indústria para reduzir esses impactos de desempenho sempre que possível”. Ela também promete “atualizar a tecnologia em nossos futuros produtos para maximizar a segurança e o desempenho” — isto é, para não manter o Meltdown e Spectre em futuros processadores da Intel.

Com informações: Intel, TechCrunch.

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Drax

Mas aqui no Brasil cabe ué. Se não quer se sujeitar às leis brasileiras não deveria vender o produto aqui.
É um vício de qualidade do produto, a empresa vende o produto para ter uma performance X, daí ele tem uma falha que causa prejuízo pro consumidor e sua solução resulta em uma perda de performance. Ou seja, você tem um desempenho abaixo daquilo que pagou.
Algo idêntico ocorreu essa semana, onde a Hyundai foi condenada a indenizar um consumidor por ter vendido o veloster anunciando X cavalos, mas tinha menos e foi comprovado por testes.
No caso da Intel, ela mesma confessou a perda de performance.
Na minha opinião é claro o cabimento.

Gnull
Mas aqui no Brasil cabe ué. Se não quer se sujeitar às leis brasileiras não deveria vender o produto aqui. É um vício de qualidade do produto, a empresa vende o produto para ter uma performance X, daí ele tem uma falha que causa prejuízo pro consumidor e sua solução resulta em uma perda de performance. Ou seja, você tem um desempenho abaixo daquilo que pagou. Algo idêntico ocorreu essa semana, onde a Hyundai foi condenada a indenizar um consumidor por ter vendido o veloster anunciando X cavalos, mas tinha menos e foi comprovado por testes. No caso da Intel, ela mesma confessou a perda de performance. Na minha opinião é claro o cabimento.
Anselmo Rodrigues
Não é cabível de processo pois é alicerçado na lei da informação inovativa americana. Todo e qualquer dispositivo novo que entra no mercado e suas falhas onde são descobertas apos lançamento são defendidos por essa lei. A unica forma de processo seria se você fosse lesado por medidas de segurança (alguma informação roubada por CAUSA do problema etc.) É o mesmo principio dos automóveis que descobrem defeito em peças e você só tem que ir na fabrica pra corrigi-los. Se você não sofreu com o defeito, não cabe processo.
Helbert Luiz Paulino
Esse tipo de falha é de arquitetura mesmo. Então não é uma simples solução de atualização que corrige isso. Infelizmente, a falha e gravíssima e nenhuma fabricante teria como fazer um recall no mundo todo, muito menos fabricar um processador do zero, com outra arquitetura não vulnerável Esse erro aí é comparável a um erro de estrutura de casa, feito po um Engenheiro Civil no minha casa, minha vida. Não dá pra reconstituir todas, no maximo concretar o terreiro todo
Henrique Picanço
Não se pode lançar uma atualização e "seja o que o Kernel quiser". Houveram problemas, como o noticiado do Ubuntu que deu problemas para iniciar em algumas máquinas. Além disso, o problema da atualização é a nível da distro, pois ao nível do Kernel essa solução já existia.
johndoe1981

Mas não tem pra onde fugir, visto que a correção foi lançada como uma atualização do Windows 10. Bom se tivesse como reverter a implementação do patch, caso o impacto no desempenho seja significativo.

Cássio Amaral
Mas não tem pra onde fugir, visto que a correção foi lançada como uma atualização do Windows 10. Bom se tivesse como reverter a implementação do patch, caso o impacto no desempenho seja significativo.
Eduardo Frazão
Faz dias que a correção está disponível nos repositórios do kernel. É responsabilidade de cada distro disponibilizar, ou sua em baixar os sources e compilar na sua plataforma. Baixe o kernel 4.14.11 ou superior que já está mergeado.
Eduardo Frazão
Tenho um Haswell desktop. Ainda nem tive coragem de aplicar os patches.
Helmut
Lembrando que segundo alguns dos testes, a correção para o Meltdown, que é a falha exclusiva da Intel, teria um impacto >>>quase<<< imperceptível na performance. O maior impacto vem das correções para o Spectre, que também atinge processadores AMD e ARM fabricados nas últimas duas décadas.
Wellington Gabriel de Borba
Simulei na Kabum um Pentium G4560, placa-mãe ASRock e um pente Kingstone com 4GB, não me lembro se era 1300 MHz.
Drax

Valeu. Esse era meu ponto. O processo até cabe, mas pra explicar e demonstrar tudo isso é muito difícil. Eu como sou leigo no quesito, nem mesmo sabia desses testes de leitura como você falou. É algo realmente difícil.

Gnull
Valeu. Esse era meu ponto. O processo até cabe, mas pra explicar e demonstrar tudo isso é muito difícil. Eu como sou leigo no quesito, nem mesmo sabia desses testes de leitura como você falou. É algo realmente difícil.
Flavio Silva
Ai você paga R$ 400 temers ou até mais por um desempenho maior apenas por prezar pela maior qualidade então do dia pra noite você perde todo o investimento em um só patch.
ばか

Apesar de ser impossivel, a Intel deveria trocar os processadores de todos os clientes que se sentem lesados.

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