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YouTube vai analisar canais populares para barrar anúncios em vídeos ofensivos

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12/01/2018 às 11h15
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O YouTube não para de se envolver em polêmicas. Desta vez, a plataforma demorou para reagir ao polêmico vídeo “Encontramos um defunto na Floresta dos Suicídios no Japão”. Ele foi publicado no canal de Logan Paul, com mais de 15 milhões de inscritos, e violava as Diretrizes da Comunidade.

Daqui para a frente, o YouTube pretende analisar o conteúdo dos canais mais populares, segundo a Bloomberg. A ideia é impedir que anúncios de grandes empresas apareçam em vídeos ofensivos.

Logan Paul

O Google terá 10 mil moderadores humanos para essa tarefa, e também vai usar inteligência artificial para detectar vídeos inadequados para anúncios.

O foco será no Google Preferred, que reúne “os 5% dos canais mais vistos, seguidos e compartilhados do YouTube”. É o segmento em que anúncios custam mais caro, devido ao engajamento maior.

“Estamos discutindo e buscando feedback com nossos parceiros sobre maneiras de oferecer-lhes ainda mais garantias sobre o que eles compram no Upfronts”, diz um porta-voz do Google. O Upfronts é um evento anual, geralmente realizado em maio, em que as marcas compram espaços para anúncios na TV e no YouTube.

Um vídeo extremista com anúncio

Um vídeo extremista com anúncio

No último ano, o YouTube teve diversas dores de cabeça com anunciantes. Em março, 250 grandes marcas deixaram de veicular anúncios, porque alguns eram exibidos juntamente a vídeos extremistas. Algumas semanas depois, a empresa anunciou medidas para combater este tipo de conteúdo.

Em novembro, outra polêmica: diversos canais do YouTube tinham vídeos voltados para crianças, mas traziam conteúdo erótico ou violento — como a Peppa sendo torturada por um dentista. Depois que grandes empresas interromperam a exibição de anúncios, o YouTube removeu 150 mil vídeos “infantis”.

Então, na virada do ano, mais outro problema. Logan Paul publicou um vídeo de um cadáver em Aokigahara, conhecida como a “floresta dos suicídios” do Japão. Após críticas, ele removeu o vídeo. O YouTube anunciou medidas punitivas mais de uma semana depois, incluindo remover Paul do programa Google Preferred.

Com informações: Bloomberg.

Mais sobre: ,
  • Acho que precisa de mais uma limpa no YouTube, mais especificamente, no YouTube Kids. São tantos vídeos que se dizem infantis, mas que não são tão infantis (além dos vídeos mal feito).
    Mas acho que algumas punições parecem um pouco excessivas. Espero que com esses novos moderadores essas brechas acabem.

    • Lucas Ribeiro

      Basta olhar os thumbs do RezendeEvil (canal BR) para confirmar seu comentário.

  • Ricardo – Vaz Lobo

    Tá lá o Youtube dançando quadradinho de 8 em cima da navalha: se enxotar todo mundo, ninguém assiste mais nada e não entra grana; e, se só enxotar alguns, além de ser acusado de censura, muita gente deixa de acessar e os anunciantes se emputecem.

  • Vinicius Wagner

    Eu não vou ficar com má impressão de uma marca só por que tem um anuncio em um vídeo que não gosto.

    • Gaius Baltar

      Você não, mas muita gente deve ficar.

    • Sua Mãe Aquela Honesta Senhora

      Você é um guerreiro, Vinicius.

  • O grande irmão sabe o que é melhor pra você… rs

    • Gaius Baltar

      Casa do You Tube, regras do You Tube. ¯_(ツ)_/¯

    • Eduardo Braga

      Ministério do YouTube

  • Joaomanoel

    Amazon tem é que lançar o concorrente do YT logo, tá caindo por água abaixo. Parece o brasil falindo monopólio por incompetência.

  • Pois eu quero mais que tá pouco… Vem com esse “family friendly” desmonetizando quem fala palavrão e restringe video que discute sexualidade ao invés de deixar o anunciante escolher… Tá bom que uma marca com foco no público jovem ia preferir que os anúncios dela não aparecessem em videos da Kefera (EXEMPLO) a aparecer em um video que fala p*[email protected]